quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cursinho da ETEC contrata professor



O Cursinho ETEC Popular de São Roque (CEP-SR), curso pré-vestibular gratuito, está com as inscrições abertas para o Processo Seletivo Simplificado de Docentes. Neste começo de ano, serão contratados professores para as áreas de Redação (Língua Portuguesa) e Inglês (Língua Estrangeira).
 As inscrições irão até 02 de março de 2012 e podem ser realizadas no horário das 9h às 12h; 13h30 às 16h30 e 18h às 21h, no Prédio da Escola Técnica de São Roque, situada na rua 22 de Abril, nº 35 – Jardim Renê, São Roque - SP.
Para se inscrever, o candidato deverá preencher a Ficha de Inscrição (fornecida pelo Cursinho da ETEC), apresentar o original e fotocópia legível dos seguintes documentos: a) Cédula de Identidade (RG); b) Cadastro de Pessoa Física (CPF); c) Título de eleitor; d) Diploma do curso de graduação (cópia - frente e verso); e) Certificado/Diploma do curso de pós-graduação Lato Sensu – Especialização (se tiver); f) Certificado/Diploma do curso de pós-graduação Strictu Sensu – Mestrado (se tiver); g) Diploma do curso de pós-graduação Strictu Sensu – Doutorado (se tiver); e h) Curriculum vitae. Mais informações, consultar o Edital no site www.etecsr.com.br ou nos murais da Escola Técnica de São Roque (situada na rua 22 de Abril, nº 35 – Jardim Renê, São Roque – SP).
Sobre o Cursinho da ETEC
                O Cursinho ETEC Popular de São Roque (CEP-SR) é um projeto socioeducativo criado a partir de parceria entre a Escola Técnica de São Roque (Centro Paula Souza) e a Prefeitura local e objetiva a aprovação de estudantes da rede pública de ensino em faculdades e universidades de qualidade.

EXPOSIÇÃO DE FOTOS DA BRASITAL

 
BRASILTAL EM TODOS OS SEUS MOMENTOSO – exposição sugerida pelo grupo “Amigos da Brasital


Regulamento:


1) inscrição e entrega de material na Biblioteca Municipal de 07 a 13 de março


2) 20 fotos por participante


3) Medidas: a partir do tamanho de um sulfite A4


4) Cor: branca e preta e/ou colorida


5) Tema: Brasital 


6) Foto datada


7) Fotos antigas da Brasital podem ser expostas, sendo solicitada a data


Informações:


Biblioteca Municipal


Fone: 4712-5620


E-mail: biblioteca@saoroque.sp.gov.br

CNJ deve punir juízes 'vagabundos', diz corregedora


Eliana Calmon, a mesma que falou dos 'bandidos de toga', defendeu no Senado a retomada das investigações para proteger os magistrados sérios


Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – A corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou nesta terça-feira, 28, que é preciso expor as mazelas do Judiciário e punir juízes “vagabundos” para proteger os magistrados honestos que, ela ressaltou, são a maioria.

Corregedora Eliana Calmon durante sessão de comissão do Senado - Ana Volpe/Agência Senado
Ana Volpe/Agência Senado
Corregedora Eliana Calmon durante sessão de comissão do Senado
“Faço isso em prol da magistratura séria e decente e que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura”, disse em sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para discutir a proposta de emenda constitucional que amplia e reforça os poderes correcionais do CNJ.
No ano passado, declarações da ministra de que a magistratura brasileira enfrentava "gravíssimos problemas de infiltração de bandidos, escondidos atrás da toga" gerou crise entre o Judiciário e o CNJ. Na ocasião, Eliana Calmon defendia o poder de o órgão investigar magistrados supeitos de cometer irregularidades.
Nessa terça, a ministra afirmou ser necessário retomar a investigação que começou a ser feita no ano passado nos tribunais de Justiça para coibir pagamentos elevados e suspeitos a desembargadores e servidores. A investigação iniciada pelo CNJ no tribunal de Justiça de São Paulo e que seria estendida a outros 21 tribunais foi interrompida por uma liminar concedida no último dia do ano judiciário pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. O processo hoje está sob relatoria do ministro Luiz Fux e não há prazo para que seja julgado.

Ex-secretário diz que sigilo o prejudicou



José Dias Batista Ferrari defende inocência e quer a participação da imprensa no dia do seu depoimento
 Jornal Cruzeiro do Sul

O engenheiro, ex-secretário municipal de Habitação e Urbanismo, ex-secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e um dos réus no processo criminal conhecido como Caso Pandora, José Dias Batista Ferrari, 56 anos, aceitou falar com o jornal Cruzeiro do Sul na última segunda-feira, após 17 dias que o juiz Jayme Walmer de Freitas decretou o fim do segredo no processo. Ferrari é acusado pelo Ministério Público (MP) por formação de quadrilha e corrupção passiva em um suposto esquema de propinas que teria funcionado para aprovar documentos necessários a representantes do Extra Hipermercado. "O Ministério Público inventou uma história que qualquer um ao ler diz que o Ferrari é bandido, e eu não sou", diz o réu. Acrescentou sentir-se prejudicado pelo sigilo no processo que o impediu de manifestar-se publicamente e lamentou que parte das escutas telefônicas continuem resguardadas. Quando decretou o fim do segredo no processo o juiz explicou que as interceptações telefônicas continuariam preservadas para não expor outras pessoas que não fazem parte do processo. Ferrari ainda declarou que gostaria que o primeiro depoimento que dará em audiência à Justiça no próximo dia 16 de abril fosse acompanhado pela reportagem.

A entrevista foi concedida no escritório de advocacia e em companhia de um de seus defensores, Rodrigo Gomes Monteiro. Ferrari usou uma sala de reuniões com computador onde fez questão de exibir, por meio de um programa de informática, cópias de documentos com declarações próprias por escrito. Lá constavam argumentos, afirmações sobre a própria inocência e cópias de documentos. "A documentação deste processo é farta e mostra a minha completa inocência", estava em uma das frases apresentadas no monitor de tela plana fixada à parede revestida de madeira. Somente após a apresentação no computador o réu passou a responder as questões da reportagem. Ele diz que não existem interceptações telefônicas com a voz dele, que os outros réus usavam o nome Ferrari sem que ele tivesse ciência, ainda que nunca pediu ou recebeu dinheiro e que a denúncia fala em alvará para funcionamento de postos, ressaltando que a Prefeitura não emite esse tipo de alvará.

O engenheiro Ferrari explicou que os documentos que os proprietários de postos utilizam para obter o registro da Agência Nacional de Petróleo (ANP) são a inscrição municipal e o habite-se. A ANP confirmou que nos municípios onde a Prefeitura não emite alvarás de funcionamento são aceitos outros documentos emitidos pela municipalidade que comprovem a atividade do posto. No processo criminal em que o ex-secretário é um dos réus, o MP faz constar que a partir de 4 de março de 2008 Ferrari mantém contatos com a também ré Ivanilde Serebrenic Vieira. Tais contatos teriam sido mais intensos entre os dias 28 de março e 7 de abril, incluindo neste período o também réu e ex-secretário, Maurício Biazotto Corte. O próprio Ferrari informa que no dia 31 de março o Extra fez a solicitação de uma nova inscrição, que foi expedida pelo município em 9 de abril. O MP anexa notas fiscais da empresa de Ivanilde Vieira emitidas para o Extra, com datas de 26 de março, no valor de R$ 213,5 mil e no dia 10 de abril, em R$ 200,3 mil. Ainda consta no processo que a ré Ivanilde Vieira declarou que Ferrari chegou a pedir R$ 100 mil para regularizar a situação do posto do Extra e que ela mesma entregou-lhe R$ 89 mil no escritório dele.

"Ivanilde, tem hora que fala que eu pedi cem mil, tem hora que fala que eu pedi 60 mil, tem hora que fala que é R$ 80 mil, ela não fala coisa com coisa em lugar nenhum, nem nos depoimentos e nem nas ligações (escutas) telefônicas", afirma Ferrari. Para ele a ré dá essas declarações com a intenção de tirar o foco dela. Afirma que a relação dele, tanto com Ivanilde como o também então secretário municipal Maurício Biazotto Corte, era basicamente política. "Acho que não gostavam das minhas atitudes", declarou sem explicar quais eram essas atitudes. O advogado Monteiro alegou que informar as atitudes que poderiam incomodá-los pode prejudicar a estratégia da defesa. Ivanilde, Biazotto e Valéria não foram encontrados para manifestar-se sobre essa versão.

Quanto às ligações para Ivanilde, Ferrari afirma que foram cerca de sete e por conta de uma pesquisa que ela havia encomendado e dado publicidade naquele período para medir a popularidade de Vitor Lippi e Renato Amary, quando ambos estavam no PSDB. A pesquisa a que o réu refere-se foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Ipeso, registrada na Justiça Eleitoral e publicada na página A5 do jornal Cruzeiro do Sul, edição de 31 de março de 2008. Sobre a inscrição municipal expedida nos dias em que a empresa de Ivanilde recebeu os repasses do Extra, Ferrari declara que esse documento é expedido pela Secretaria das Finanças. "Não era meu o problema, eu não tenho nada a ver com isso, eu não tinha como interferir nisso", declara. Ferrari, então titular da secretaria da Habitação e Urbanismo, declarou que a pasta dele conferia a documentação de novos postos, o que não era o caso do Extra, que "apenas estava mudando a inscrição para um lugar que já estava aprovado", declarou.

Ferrari enfatiza que uma das testemunhas de acusação, um funcionário do setor financeiro da empresa de Ivanilde, disse taxativamente à Justiça que em momento algum fez saques em dinheiro para destinar a ele, como consta no processo. Acrescenta que no rastreamento da sua conta bancária não há qualquer depósito suspeito. Também cita o fato de outra testemunha, o chefe da Divisão de Licenciamento e Controle da Secretaria da Habitação, Francisco Assis Andrade, ter declarado no processo que somente os estabelecimentos ligados à área de saúde e alimentação têm alvará de funcionamento da Prefeitura e esse alvará é emitido pela Vigilância Sanitária, da Secretaria da Saúde. "Todas as notícias diziam que tinha esquema de facilitação de alvará para postos de gasolina, enquanto o único posto que estava em questão era o do Extra em Santa Rosália que já estava em funcionamento fazia cinco anos", declarou, reclamando que ninguém se preocupou em ir até a Prefeitura para perguntar se existe alvará de funcionamento para posto de gasolina.

Diagnóstico de hepatite cresce 54% em Sorocaba



De acordo com especialistas, foram os casos diagnosticados que aumentaram e não o número de pessoas infectadas
 Jornal Cruzeiro do Sul
Leila Gapy

O número de diagnósticos de hepatites (A, B e C) cresceu 54,7% em Sorocaba durante 2011, quando somou 147 pacientes crônicos. Ao todo foram 52 casos a mais que o contabilizado em 2010, com 95 pacientes. Dados que superam os diagnósticos de Aids na cidade no mesmo período. Para especialistas, os números evidenciam a expansão dos programas de combate à doença, com diagnósticos mais acessíveis à população, mas também preocupam. De acordo com o Ministério da Saúde, 304 mil brasileiros têm a doença confirmada, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que sejam 3 milhões de pacientes, sendo 90% deles portadores que desconhecem o próprio diagnóstico. A hepatite vitimou 35 sorocabanos no biênio 2010/2011 e uma pessoa neste ano. Os tipos B e C, os mais perigosos, que atingem severamente o fígado, são transmitidos pelo contato com o sangue. Os sintomas são silenciosos e só podem ser diagnosticados com exame de sangue.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Sorocaba, dos 95 casos de hepatites diagnosticados em 2010, a maioria é do tipo B com 58 casos e e outros 32 diagnósticos são do tipo C. Naquele ano ocorreram 21 óbitos por causa da doença. Situação semelhante ocorreu em 2011, quando foram diagnosticados 77 casos de hepatite B e outros 66 do tipo C, sendo contabilizadas 14 mortes. Neste ano, até o último dia 15 de fevereiro, 11 pessoas já foram diagnosticadas com hepatite, sendo 10 entre os tipos B e C. Neste mesmo período, Sorocaba já somou um falecimento devido complicações da doença. A título de comparação, estes dados de hepatites superaram, o número de diagnósticos de Aids, que em 2010 somou 64 casos e em 2011, outros 97.

Para a médica infectologista, Priscila Helena dos Santos, da Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, o crescimento no número de diagnósticos de hepatites é resultado dos programas estaduais e municipais de combate à doença que têm divulgado a importância dos exames de sangue, assim como fomentado o acesso ao recurso. "Desde a década de 1990 as informações sobre as hepatites têm sido melhor divulgadas e o acesso aos exames, aos tratamentos, também têm sido facilitados. Logo, o que cresceu não foi o número de infectatos e sim os diagnósticos. O que é importante, já que as hepatites têm cura", pontuou ela, que acrescentou que é o setor de infectologia do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) que trata os pacientes sorocabanos.

Já para o presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, Carlos Varaldo, a situação dos pacientes de hepatites no Brasil é preocupante. Isso porque os dados do Ministério da Saúde apontam que dos 304 mil diagnosticados, 175 mil são dos tipos B e C, tipologias consideradas mais severas e que podem levar ao óbito. "Os tipos B e C são transmitidos pelo sangue, com agulhas ou transfusões, por exemplo. Mas, desde a década de 1990, o sangue doado é testado e há mais cuidado com situações de risco, e isso já não acontece. O que nos leva a crer que os pacientes "estimados" foram infectados na década de 1970 e 1980, e que têm 40 anos ou mais. A questão é que a doença é silenciosa e só aparece em exames específicos. O que potencializa os óbitos, já que são diagnosticados no estágio avançado da doença", lamentou.


Tratamento e cura


Por conta disso, a aposta dos especialistas para combater a doença é a expansão do acesso aos exames e divulgação das informações quanto ao tratamento e chances de cura. Segundo a Vigilância Epidemiológica de Sorocaba, em 2010 exatamente 313 pessoas tiveram alta médica da hepatite e em 2011 foram 341. Neste ano, outras 40 pessoas foram curadas. Obviamente, explicou a infectologista, o tratamento é longo e à base de coquetéis específicos. Mas a cura é possível.

Ela explicou que os três tipos de hepatites (A, B e C) são causados por vírus que atingem o fígado. No tipo A, a contaminação é fecal/oral, por meio de água e alimentos contaminados. Neste caso os sintomas são mais evidentes, agudos, como icterícia, urina escura e fezes brancas. Mas é o tipo mais curável. Já as de tipo B e C são transmitidas por sangue e pelo sexo. No caso do B, entre 10 e 20% dos portadores não conseguem eliminar o vírus, tornando-se crônicos. Já no tipo C as chances de cronificação são de 80% dos pacientes.

"O objetivo do governo municipal é ampliar o acesso ao exame de sangue. Nossa expectativa é incluir o diagnóstico no Programa Fique Sabendo, que já aponta os casos de HIV e Sífilis. Esta situação ainda está sendo estudada. Por enquanto, é preciso passar pelo médico e solicitar o exame", observou a médica. Por conta disso, o presidente do Grupo Otimismo fez um apelo aos cidadãos. "Vão aos médicos e solicitem o exame. A hepatite tem cura, tem tratamento. Vamos evitar a morte", finalizou.


Vereador é suspeito de esfaquear funcionário em Salto, SP



Facada foi durante uma discussão em um supermercado da cidade.

Vítima foi encaminhada ao hospital e passa bem.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Comente agora
Um desentendimento entre um dono de uma rede de supermercados e um gerente acabou em agressão física, em Salto, no interior de São Paulo, na manhã desta terça-feira (28). Segundo a polícia, a briga foi em uma das cinco lojas do vereador Milton Oliveira da Silva, do DEM de Salto.

De acordo com o boletim de ocorrência, o dono do supermercado pegou a vítima pelo pescoço e a arrastou até o fundo do mercado, dando início a uma discussão. O funcionário levou socos e acabou sendo ferido com um golpe de faca. Ele teve ferimentos na mão e foi encaminhado para o hospital São Camilo. em Itu, e passa bem.

De acordo com testemunhas, os dois discutiram por questões do trabalho. A ocorrência foi apresentada no plantão policial da cidade como tentativa de homicídio. Um inquérito policial vai investigar as causas do crime. Se condenado, o vereador pode pegar de dois a seis anos de prisão.
O vereador ainda não foi localizado pela polícia. A Câmara Municipal de Salto informou que não vai tomar nenhuma medida contra o vereador porque a agressão não ocorreu dentro do prédio do legislativo.

Pinheiros supera Lapa no ranking de furtos de veículos


Josmar Jozino e Léo Arcoverde

do Agora
O bairro de Pinheiros desbancou a vizinha Lapa, ambos na zona oeste de São Paulo, é passou a liderar o ranking de furtos de veículos na capital, segundo as estatísticas criminais de janeiro, divulgadas anteontem pela SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).
No mês passado, ladrões furtaram 108 veículos em Pinheiros, o que representa uma média de 3,6 casos por dia. O delegado-titular do 14º Distrito (Pinheiros), Ricardo Arantes Cestari, atribui os furtos à vida noturna do bairro e ao fato de a região ter muitos prédios sem garagem para todos os moradores.
"É a vida noturna, também. Na Vila Madalena, todo mundo deixa o carro estacionado na rua. Tem pouco estacionamento na região", afirma. Ele diz investigar quadrilhas e desmanches para reduzir esse índice.
Em todo o ano passado, a Lapa liderou os furtos de veículos na capital. Mas em janeiro deste ano ficou na segunda posição, ao lado do 10º DP (Penha), na zona leste, com 103 casos.

Pais pagarão R$ 15 mil por humilhações


UOL

A Justiça de Ponta Grossa (PR) condenou os pais de duas adolescentes a pagarem R$ 15 mil em indenização por danos morais pela prática de humilhações pela internet --o ciberbullying.
Segundo o jornal "Gazeta do Povo", o fato ocorreu em 2010 em um colégio particular da cidade e a decisão saiu neste mês. Na época, as envolvidas tinham 13 anos.
Duas meninas que estudavam na sala da vítima tiveram acesso a senha da rede de relacionamentos Orkut e começaram a postar mensagens depreciativas em seu perfil.
De acordo com o advogado de defesa, Carlos Eduardo Martins Biazetto, a vítima não conseguiu apagar as mensagens ou excluir sua conta, uma vez que as autoras haviam cancelado sua senha original.
Após o fato, a adolescente e o irmão, que estudava no mesmo colégio, viraram motivo de chacota dos demais alunos.
Como resultado, a envolvida passou a não querer ir mais para a escola, seu rendimento começou a cair e chegou a ter síndrome do pânico, segundo a mãe da vítima, que pediu para não ser identificada.
A garota conseguiu passar de ano, mas mudou de colégio em 2011 e ainda tenta se recuperar. O caso corre em segredo de Justiça.
A indenização imposta se divide em R$ 10 mil para a adolescente e mais R$ 5 mil para o irmão dela. Os pais, que respondem pela agressão, podem recorrer.

Ônibus prensa carro e mata duas pessoas


Ônibus subiu sobre veículo com a batida na zona sul

Folha de S.Paulo

Um empresário suíço de 67 anos e a secretária dele, de 57, morreram ontem após o carro onde estavam ser atingido por um ônibus num cruzamento da av. Vereador José Diniz, no Campo Belo (zona sul de SP). Dois passageiros do ônibus se feriram.
Segundo testemunhas, no momento da batida os semáforos da via estavam desligados e o ônibus trafegava em alta velocidade.
O motorista do veículo está preso e foi indiciado sob suspeita de homicídio doloso (quando se assume o risco de matar).
Alfred Shorno e Anna Camilla Nyarady estavam em um Mitsubishi que subia pela rua Demóstenes. Ao chegar no cruzamento com o farol apagado, o carro seguiu devagar, segundo testemunhas.
Um ônibus que ia pelo corredor exclusivo da avenida atingiu o carro, que capotou e foi prensado contra um poste. Shorno e Nyarady morreram no local.
Ontem, três testemunhas foram ouvidas pela polícia e relataram que o ônibus estava em alta velocidade.
"Parecia uma locomotiva fora do trilho, a toda velocidade", diz o empresário Leonardo Gragnano, 38 anos.
Segundo o delegado João Paulo de Carvalho, do 27º DP, o tacógrafo do ônibus parou a 50 km/h (velocidade máxima da faixa exclusiva) na hora da batida, mas antes disso o veículo freou por cerca de 20 m e arrastou o carro por outros 9 m.
Para o delegado, isso indica que o ônibus estava em alta velocidade. Uma perícia vai apontar a velocidade do veículo.
Com base nos depoimentos e nos dados do tacógrafo, Carvalho entendeu que o motorista Jonas Santana da Silva, 26, assumiu o risco de provocar as mortes.
Júlio César Neves, advogado do motorista, nega que o ônibus estivesse acima da velocidade, diz que o carro entrou na frente do veículo e acusou a CET de responsabilidade no acidente. Em nota, a CET informou que verifica o que ocorreu com os semáforos da região.

Hospital da zona leste corta atendimento especializado


Fabio Leite

do Agora
O Hospital Geral do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo, suspendeu o atendimento de seis especialidades médicas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), obrigando pacientes a interromper o tratamento e a voltar para o início da fila por consulta médica em UBS (Unidades Básicas de Saúde) da região.
Desde o início do ano, o hospital, administrado pela OSS (Organização Social de Saúde) Santa Marcelina, cortou os serviços de fisioterapia, ginecologia de alto risco, urologia, parto e cirurgias plástica e vascular. A medida pegou pacientes de surpresa.
Foi o caso do comerciante Aloisio Santos, 64 anos. Após fazer radioterapia contra câncer de próstata, ele tinha uma consulta para apresentar exames na última sexta-feira.
Três dias antes, porém, ela foi cancelada porque o ambulatório foi fechado.
Resposta
O Hospital Geral do Itaim Paulista informou que "decidiu priorizar, em 2012, atendimentos com maior demanda por parte da população, como consultas de urgência e emergência, internações e cirurgias, além de especialidades ambulatoriais como obstetrícia, cirurgia pediátrica e mastologia, para as quais a unidade é referência na região".
Segundo o hospital, as especialidades fechadas "tinham baixa demanda em relação às demais".
A unidade informou ainda que a Casa de Maria (serviço de partos) "recebia uma média de sete partos por mês" e que eles "foram transferidos para a maternidade do hospital".
Já a fisioterapia "continua sendo oferecido para os pacientes internados".
O hospital afirmou que vai entrar em contato com os pacientes mencionados pelo Agora. A Secretaria Municipal da Saúde disse que os pacientes terão prioridade nas UBSs.

Engenheiro do Hopi Hari descarta falha mecânica em brinquedo



MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS
Um dos engenheiros responsáveis pelos brinquedos do parque Hopi Hari, em Vinhedo (interior de SP), descartou que tenha havido falha mecânica no La Tour Eiffel. Na última sexta-feira (24), uma adolescente morreu após cair do aparelho quando estava a cerca de 25 metros do chão.

O engenheiro, que não teve o nome revelado, prestou depoimento ao delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior na manhã desta terça-feira (28). Segundo o advogado do parque, Alberto Toron, o profissional afirmou que os equipamentos funcionam "em absoluta condição de segurança".
"Ele reiterou que os equipamentos e brinquedos só entram em funcionamento quando estão em condições rigorosas para isso. É por isso que a perícia não encontrou nenhum problema mecânico", disse Toron.
Segundo ele, o parque colabora e quer que a investigação sobre o caso seja profunda. Ontem, a perícia, acompanhada pela Polícia Civil e Promotoria, realizou testes no equipamento e apontou maiores chances de ter havido falha humana.
"Mecanicamente o equipamento está adequado, mas o funcionamento passa pela mão humana e o problema pode estar aí", afirmou o perito criminal Nelson Roberto Patrocínio da Silva. Segundo ele, a falha pode ter acontecido na liberação do brinquedo para a subida.
Jefferson Coppola - 24.fev.12/Folhapress
Funcionários fazem teste no brinquedo Torre Einffel do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP)
Funcionários fazem teste no brinquedo Torre Einffel do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP)
ACIDENTE
Gabriela Yukay Nychymura, 14, morreu por volta das 10h30 e foi enterrada no sábado (25), em Guarulhos. Ela foi encaminhada ao hospital com traumatismo craniano, mas chegou sem vida ao local. No elevador, como é conhecido o brinquedo em que ela estava, cada visitante sobe cerca de 70 metros em uma cadeira com trava individual e despenca em simulação de queda livre, podendo chegar a 94 quilômetros por hora.
Gabriela vivia no Japão e estava passando as férias na casa de familiares em Guarulhos (Grande SP). Segundo a polícia, ela estava no parque com a mãe e o pai, que são brasileiros.
"Uma testemunha que estava entrando no parque disse categoricamente que viu o corpo ser lançado depois da trava abrir", afirmou o delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci.
"No momento da freada brusca, olhei para cima. Vi quando a trava se levantou e ela caiu. O barulho da pancada foi forte. Fiquei muito apavorada", disse a turista mineira Cátia Damasceno, 30, ainda transtornada na porta da delegacia.
Segundo o delegado Álvaro Santucci Jr., outras duas testemunhas que prestaram depoimento disseram ter visto o equipamento de segurança destravado.
O músico Victor Kawamura, 20, foi um dos que presenciaram o acidente. "Fiquei olhando e, na hora da brecada, a menina caiu. Ela chegou a gritar e, depois, deu para ouvir o barulho. A trava estava levantada e ela caiu de cabeça. Foi horrível", relatou.
A professora Lilian Galdino, 29, estava ao lado da vítima, no brinquedo. "Ela estava como todo o mundo fica, mas estava segurando embaixo e não na trava", disse.
O inquérito deve ficar pronto em até 30 dias.
Editoria de arte/Folhapress
Editoria de Arte/Folhapress

'Cinzinhas' repassam dados de veículos infratores para marronzinho multar


Agentes particulares contratados por empreiteiras para orientar desvios de trânsito em locais com obras extrapolam suas funções


Caio do Valle e Camilla Haddad - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - Mesmo impedidos por lei de aplicar multas, agentes de uma empresa particular, contratados para ajudar a orientar o trânsito na capital, estão indo além da função e repassando a marronzinhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informações sobre infrações cometidas por motoristas e placas de seus veículos. A CET nega que autorize essa prática, assim como a empresa, que promete abrir sindicância.
Agentes vêm atuando em locais onde há obras em andamento, como o Viaduto Pompeia - JB Neto/AE
JB Neto/AE
Agentes vêm atuando em locais onde há obras em andamento, como o Viaduto Pompeia
Os “cinzinhas”, como foram apelidados por causa do uniforme cinza parecido ao dos marronzinhos, já podem ser encontrados em vários pontos da cidade. Eles atuam em áreas com obras municipais, como o Viaduto Pompeia e a Ponte dos Remédios, na zona oeste, a Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Mello, na leste, e o entorno da Estação Tucuruvi do Metrô, na norte (onde está sendo erguido um shopping center). Suas viaturas são semelhantes às da companhia – além de serem amarelas, têm a inscrição “a serviço da CET”, com a sigla em destaque.
Os “cinzinhas” são pagos por empreiteiras contratadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras e devem seguir orientações da CET para auxiliar no serviço de desvio de trânsito. Por lei, não podem autuar motoristas. Mas, nos últimos dois dias, três deles confirmaram à reportagem a prática de anotar placa de veículos infratores para passá-las aos marronzinhos.
“Não podemos multar, mas, se acontece alguma irregularidade, informamos por rádio para o agente da CET”, disse um deles. Outro “cinzinha” afirmou que já repassou placas de carros acima do limite de velocidade. E um terceiro comunicou sobre um veículo que bateu e derrubou três cones de trânsito, mas não parou. “O agente (da CET) vem e faz a autuação.” Nenhum dos terceirizados quis ser identificado, temendo represálias.
Motoristas ouvidos ontem disseram que quase não conseguem distinguir a diferença entre marronzinhos e “cinzinhas” no trânsito. “Os uniformes são muito parecidos”, ressaltou o empresário José Francisco de Jesus, de 38 anos.

Legalmente, cabe apenas ao agente público o poder de fiscalização no trânsito. Por isso, especialistas dizem que converter em multas infrações anotadas pelos “cinzinhas” é totalmente ilegal. Um marronzinho deve atender a uma série de especificações técnicas para autuar: a principal é ter visto a infração com os próprios olhos.
O presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), Maurício Januzzi, ressalta que os agentes terceirizados “não têm competência do ponto de vista legal” para auxiliar na autuação.

Ilegal. Já o presidente do sindicato dos marronzinhos (Sindviários), Reno Ale, classifica a denúncia como séria, mesmo que aconteça informalmente apenas entre alguns agentes. “É totalmente fora de qualquer legalidade às vistas do sindicato.”
Já houve um caso, lembra o sindicalista, de demissão por justa causa na CET de um marronzinho que lavrou um auto de infração que não presenciou. “O agente de trânsito só pode lavrar a multa da infração que ele presencia”, repete.

Procuradas, a CET e a empresa que presta o serviço, a Arc Sinalização, negaram a prática de fiscalização.
Por telefone, o diretor da Arc, Gilberto Farias, disse que funcionários não repassam dados de veículos infratores e a empresa só dá apoio para a CET na sinalização da obra. “Como a companhia hoje não tem a quantidade de agentes necessária para atender a toda essa demanda de obras, a gente dá um apoio.” O presidente do Sindviários confirma o problema. “O efetivo de rua da CET deveria ser de no mínimo 5 mil agentes. Hoje são 2,4 mil.”
De acordo com a Arc, o serviço começou a ser prestado há cerca de cinco anos. A Prefeitura admite que usa empresas terceirizadas no serviço. Algumas foram utilizadas, por exemplo, durante a construção de novas pistas da Marginal do Tietê, há três anos.
A CET, por sua vez, informou, em nota, que os “cinzinhas” são responsáveis principalmente por “orientar manobras, preservar e controlar a sinalização dos acessos às obras e dar apoio aos agentes de trânsito na preservação da sinalização viária de obras”. Disse ainda que há outras empresas além da Arc prestando esse tipo de serviço e o trabalho não inclui nenhuma ação de fiscalização, “franqueada exclusivamente aos agentes” da companhia.