General cumpria prisão perpétua por sequestro de crianças, torturas e assassinatos durante ditadura
O general Jorge Rafael Videla, que comandou a Argentina durante os dias mais sangrentos da violenta ditadura militar de 1976 a 1983, morreu nesta sexta-feira, aos 87 anos.
A imprensa local informou que ele morreu de causas naturais enquanto cumpria uma sentença por crimes de direitos humanos. Videla foi condenado à prisão perpétua por sequestro de crianças, torturas e assassinatos durante o período militar. Videla estava em uma cela comum na prisão militar se Campo de Mayo.
O ex-ditador se negou até o fim a prestar depoimento nas investigações sobre a Operação Condor. Em março, a Justiça argentina iniciou o julgamento de crimes cometidos durante a operação, que envolveu a colaboração entre ditaduras da América Latina para perseguir opositores políticos fora de suas fronteiras, nos anos 70.
No banco dos réus estavam 25 ex-militares argentinos, como o próprio Videla, Reynaldo Bignone, Omar Riveros e Luciano Menéndez, que faziam parte da cúpula do poder entre 1976 e 1983. Faziam parte da aliança os governos militares de Brasil, Argentina, Uruguai e Chile.
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