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O diretor eleito da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, promete atuar “pelo interesse” de todos os países, superando as divisões entre os governos que vem marcando a entidade nos últimos anos.
Na manhã de hoje, a OMC confirmou Azevedo como seu novo diretor, função que ele assumirá em setembro. Em seu primeiro discurso, o brasileiro fez questão de reforçar a ideia de que, uma vez no cargo, atuará para criar consenso entre os membros e deixou claro que não será um representante de um país emergente ou do Brasil, mas sim de todos os grupos.
Azevedo não teve o voto de EUA e da Europa, mas esses governos também não o vetaram. Para o brasileiro essa situação da “legitimidade” para atuar.
Durante sua campanha, Azevedo insistiu em não se posicionar como um candidato de um país em desenvolvimento e tentou se afastar da posição considerada como protecionista do Brasil.
Mas sua grande base de votos veio mesmo dos emergentes, que garantiram sua eleição. Agora, no cargo, o brasileiro já começou uma campanha para garantir e tranquilizar países ricos de que atenderá o interesse de todos.
Sobre seu trabalho, Azevedo alertou aos países que “não há tempo a perder” diante dos 13 anos de negociações da Rodada Doha e da incapacidade dos governos em superar suas diferenças.O primeiro teste será em dezembro, na conferência ministerial da entidade em Bali.
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