Jornal da Estância
Vira e mexe nos jornais de são Roque e da região aparece setores da população pressionando por melhorias nas rodovias administradas pela CCR Via Oeste, e a insatisfação é grande. A demora em atender a população muita vezes é uma forma para aumentar os lucros naquele ano.
Em 2012, a via oeste arrecadou
com pedágio R$ 807 milhões, ou seja, R$ 60,8 milhões a mais que o ano anterior,
o que significou um crescimento de 8%. De 2009 até 2012 a receita de pedágio
cresceu R$ 275 milhões ou quase 52%. Para se ter uma ideia, isto significou o dobro do
crescimento da inflação que chegou a 25,8 %. O crescimento estupendo da
arrecadação com pedágio tem como um de seus pilares o aumento do tráfego de
veículos em quase 70%, especialmente pela cobrança do pedágio na pista expressa
da rodovia Castelo Branco, próximo ao quilometro 20. De 1998 a 2012, a
receita de pedágio acumulada é maior que R$ 5,67 bilhões de reais.
Em 2010, o lucro líquido, livre
de todas as despesas, foi de R$ 231 milhões. De 1998 a 2012, o lucro desta
empresa foi de R$ 1,1 bilhão. Para que tenhamos uma noção da rentabilidade
alcançada dividimos o lucro líquido pelo patrimônio e teremos uma noção do
retorno do investimento feito. A empresa que tem 20% de lucro sobre o
patrimônio já é um excelente resultado, imagine que em 2009 este valor chegou
a quase 42% e, em 2010,
alcançou 32% , agora em 2012 chegou a fantástica marca de 96,5%.
A máquina de arrecadação da Via Oeste
é ótima, em contrapartida, não podemos dizer o mesmo no quesito investimento,
pois em 2009 a despesa com construção foi de R$ 211 milhões e no ano passado
foi de apenas R$ 28,5 milhões, uma queda de 87%.
Além do mais, o contorno
definitivo e a duplicação da Raposo Tavares de Vargem Grande a Sorocaba, que
era para ser construída até 2002 e só vai ser entregue em 2020, mostra o quanto
a concessionária age ao seu bel prazer. Enquanto isto, a não duplicação desta
importante via gera a perda de vidas e o choro de muitos, mas isto o governador
de São Paulo permite com sua omissão, pois os lucros privados são mais
importantes que a vida humana. Só em 2012, a concessionária distribuiu mais de
R$ 400 milhões de lucros a seus acionistas.
A ineficiência da companhia ainda foi premiada pelo governo do Estado de
São Paulo visto que deixou de recolher aos cofres públicos mais de R$ 23
milhões em nome do reequilíbrio do contrato, como consta abaixo:
“A companhia não efetuou o pagamento ao Poder Concedente das parcelas
referentes ao direito de outorga relativas ao período de janeiro a dezembro de
2012 no montante de R$ 23.045, autorizada pelo Termo Aditivo Modificativo nº
20, como parte do reequilíbrio econômico financeiro decorrente da implantação
de um conjunto de obras realizadas”
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