Ana Flávia Oliveira e Fernanda Barbosa
do Agora
A greve dos servidores da saúde, que já dura seis dias, prejudicou ontem o atendimento na farmácia do Hospital do Servidor Público Estadual, no Ibirapuera (zona sul).
Pacientes tiveram de esperar cerca de três horas para conseguir a medicação.
De 15 guichês disponíveis para atendimento, só seis entregavam os medicamentos.
Exames clínicos também deixaram de ser feitos.
Pacientes que procuraram o local eram orientados a procurar dois laboratórios particulares conveniados.
O vigilante Leandro Santos Santos Marques de Araújo, 22 anos, afirmou que ficou três horas na fila para pegar remédios para irmã, que fez uma cirurgia de colocação de prótese na mama.
"É um absurdo essa demora, ainda fui mal atendido", afirmou.
Ela disse que chegou às 9h no hospital e só conseguiu os medicamentos ao meio-dia.
Resposta
O Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), responsável pelo Hospital do Servidor Público Estadual, afirmou que a greve "atingiu parcialmente a farmácia e o laboratório", mas a causa da demora no atendimento foi a implantação de um novo sistema informatizado.
"O serviço será normalizado nos próximos dias, após a fase de transição", disse.
O instituto não informou quantos funcionários que aderiram à greve.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que o pronto-socorro do Hospital Regional Sul realizou 70 atendimentos até as 15h de ontem.
Não informou, porém, qual a média diária de atendimento.
Sobre o Hospital Pérola Byington, a pasta afirmou que nenhuma cirurgia foi cancelada. A secretaria diz que mantém diálogo com grevistas e que as propostas estão em discussão.
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