Ana Flávia Oliveira
do Agora
No segundo dia de greve dos servidores estaduais da saúde, o atendimento nos hospitais foi prejudicado.
Segundo os grevistas, só casos urgentes e emergências foram atendidos. Os pacientes eram orientados a procurar hospitais ou AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) municipais.
Os sindicalistas reivindicam aumento de salários, melhores condições de trabalho e regulamentação da jornada de trabalho.
No Hospital Geral da Vila Penteado (zona norte), foram atendidos, até as 12h, apenas oito pacientes, segundo funcionários.
Só 15 pessoas fizeram ficha, disse a funcionária. Segundo ela, em média, 600 pacientes são atendidos por dia no local.
O aposentado Valsoir Escaraboti, 70 anos, procurou o hospital com dor no braço em decorrência de uma queda, mas não foi atendido.
"Não foi considerado urgente. Mas ele teve derrame, e o braço está inchado, pode ter quebrado", disse sua esposa, Maria de Souza, 65 anos.
Escaraboti foi para o PS Municipal Freguesia do Ó, a 2 km do local, onde foi atendido
Resposta
A Secretaria de Estado da Saúde informou que o atendimento não foi interrompido em nenhum hospital do Estado.
A pasta orienta o usuário a entrar na unidade e "não ouvir os sindicalistas".
No hospital Geral da Vila Penteado, o órgão informou que foram realizados 85 atendimentos até as 17h de ontem, e que todos pacientes que entraram, foram atendidos.
A pasta não informou qual a média de atendimento.
Sobre o Darcy Vargas, a pasta informou que 65 crianças foram atendidas, e que a média é 67.
O órgão não se manifestou sobre o Hospital Geral de Guaianases.
A pasta informou que mantém diálogo com servidores.
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