Fernanda Barbosa
do Agora
"Mãe, eu nasci de onde?" Essa é a pergunta que toda a mãe adotiva espera ouvir, mais cedo ou mais tarde. Para Christine Quintas, 49 anos, ela foi feita no ano passado, quando a filha tinha cinco anos. "Respondi que tinha nascido do meu coração. Ela me abraçou", contou.
A designer de interiores do Rio de Janeiro entende bem o conceito de "filho do coração": também foi adotada, ainda recém-nascida. Em sua casa, neste Dia das Mães, a genética é o que menos importa. "Não temos o mesmo sangue, mas temos a mesma história. Somos iguais de alma", disse.
A segunda geração de mães adotivas tem vantagens, afirmaram. Não há dúvidas sobre contar a verdade para as crianças, e o preconceito é menor. As entrevistadas realçaram que a adoção é feita para formar uma família, e não por caridade.
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