Jornal Cruzeiro do Sul
A Urbes considera que o número de multas aplicadas no primeiro trimestre deste ano, que chegou a 41.022, é elevado. "O ideal é que não houvessem infrações e, consequentemente, não existissem autuações", afirma, em nota enviada pela assessoria de imprensa. Para a Urbes, as infrações cometidas pelos motoristas são tão graves, que elas não culminam apenas na multa, que faz com que elas pesem no bolso do cidadão, mas também podem causar insegurança no trânsito. "Infelizmente a imprudência, agregada à negligência e a imperícia, é uma das causas determinantes para continuarmos registrando mortes e lesões graves no trânsito. Apesar de ser do conhecimento de todos os condutores, infrações comuns continuam a ser registradas no cotidiano, a exemplo: o uso do celular, o transporte de crianças de forma inadequada, o estacionamento em locais proibidos, o excesso de velocidade, o não uso de cinto de segurança", ressalta.
De acordo com a Urbes, a fórmula para que os motoristas evitem receber multas é "simples", basta que eles respeitem as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). "Nenhum agente da autoridade de trânsito ou equipamento de fiscalização é voltado a punir o condutor à revelia, sem o devido fundamento e absoluta certeza do cometimento da infração. O desejável é que as pessoas se mantenham vivas no trânsito, que famílias não sejam destruídas em razão de acidentes", considera. Cita a Urbes que o Brasil ocupa o 8º lugar entre os países que mais matam no trânsito, em um ranking elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ciretran
O delegado da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Sorocaba, José Olimpio Prette, também analisa que o número de multas aplicadas no primeiro trimestre de 2013 na cidade é alto. Porém, ele informa que se confrontar esses índices com o número de veículos que compõe a frota sorocabana e o número de novos motoristas formados a cada mês no município, esse total de autuações acaba ficando proporcional. "Há de se convir que a frota de veículos de Sorocaba é grande, já que temos cerca de 400 mil veículos na cidade e pelo menos mil motoristas novos são formados ao mês. Com isso, eu entendo que o número de multas está dentro dos padrões", relata.
Prette acredita que todos os tipos de fiscalização são positivos, pois ajudam a reprimir os motoristas. Porém, não acredita que as multas sejam a principal solução para promover um trânsito mais seguro e uma maior conscientização por parte dos motoristas. "A primeira coisa que se deve fazer é promover a conscientização dos motoristas sobre a educação no trânsito. As regras existem para trazer algumas restrições, que são para o bem de todos, então devem ser respeitadas", declara.
O delegado considera que campanhas educativas também ajudam nesse quesito, portanto, afirma que é muito importante educar as pessoas já desde crianças, para que elas já cresçam com a consciência de que infrações devem ser evitadas ao máximo. "Hoje se você faz algo de errado na rua, que possa prejudicar o meio ambiente, por exemplo, a criança já te corrige na hora, porque os ensinamentos sobre as questões sustentáveis estão sendo bastante abordadas nas escolas. Isso deveria acontecer com as questões de trânsito também", opina. (A.M.)
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