Crianças vão a rua para ensinar o que aprenderam em sala de aula sobre o assunto
Jornal Cruzeiro do Sul
Laurin Bizoni
laurin.bizoni@jcruzeiro.com.br
programa de estágio
"Força, garra e determinação. Sem a violência tudo fica muito bom". Gritando em coro esta frase, mais de 60 alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Manoel Martins Villaça, participavam na manhã de ontem da passeata Contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, em Mairinque. A manifestação saiu de frente da prefeitura da cidade e seguiu até a Vila Sorocabana, onde foi feito um pedágio onde os veículos eram parados na frente do posto de saúde da praça José Ermírio de Moraes onde houve distribuição de folders sobre o tema. A mobilização foi pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, comemorado no dia 18 de maio.
O objetivo da data é mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento na luta pelos direitos das crianças e adolescentes contra a violência sexual. As pessoas presentes na passeata e moradores que passavam pelas ruas puderam aprender a diferença entre o abuso sexual infantil, quando um adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para a prática de de qualquer ato de natureza sexual e a exploração sexual infantil, como intenção do lucro ou troca da exposição sexual do menor. A exploração pode ocorrer de quatro formas: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.
O projeto de conscientização tem apoio do Secretaria Municipal da Assistência Social de Mairinque, Conselho Tutelar de Mairinque, CREAS, CRAS, Departamento do Bem Estar Social de Mairinque, Ministério da Saúde, Secretaria de Direitos Humanos e do governo federal. Uma das professoras presentes na manifestação, Rosângela Malta, contou que vem trabalhando o tema com os alunos desde o começo do ano "Os alunos ficavam constrangidos em falar comigo e na frente dos colegas sobre sexualidade e os crimes ligados a ela, mas com o tempo e as dúvidas aparecendo, eles foram se soltando", conta. Ela acredita que o assunto deve ser ensinado já na infância, para garantir a autoconfiança nas crianças e jovens em não sofrer o abuso calado.
Rosângela já acompanhou um caso de abuso sexual de perto, quando uma de suas alunas do ensino médio, foi abusada sexualmente pelo próprio pai e acabou engravidando dele. "É uma situação muito complicada, pois além de uma criança traumatizada física e mentalmente, teríamos que ajudar essa criança que iria nascer", relata. A aluna Maria Lúcia Ferreira Lima, de 10 anos, participante da passeata, estava ativa ao assunto estudado em aula e levado às ruas. "Nenhuma criança deve ficar calada quando sofrer uma agressão. Aprendi com a professora que é só procurar uma pessoa de confiança se um dia eu alguma pessoa me fizer mal", conta a menina.
A representante da Secretaria Municipal da Assistência Social de Mairinque, Cláudia Yoshida, contou que as escolas da cidade estão participando do projeto de prevenção ao abuso de crianças e adolescentes, durante todo mês de maio em sala de aula, com palestras, painel informativo e encontros sobre o tema. "Esta data é para mobilizar as pessoas com o tema, mas o assunto tem que ser discutido e prevenido todos os dias", lembra Cláudia.
Como denunciar
Quem quiser denunciar o crime pode procurar o Conselho Tutelar, Delegacia especializada em crimes contra crianças e adolescentes ou uma delegacia comum. A denúncia também pode ser feito por telefone ligando no Disque Denúncia Nacional número 100. (Supervisão: Adalberto Vieira)
laurin.bizoni@jcruzeiro.com.br
programa de estágio
"Força, garra e determinação. Sem a violência tudo fica muito bom". Gritando em coro esta frase, mais de 60 alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Manoel Martins Villaça, participavam na manhã de ontem da passeata Contra o Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, em Mairinque. A manifestação saiu de frente da prefeitura da cidade e seguiu até a Vila Sorocabana, onde foi feito um pedágio onde os veículos eram parados na frente do posto de saúde da praça José Ermírio de Moraes onde houve distribuição de folders sobre o tema. A mobilização foi pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, comemorado no dia 18 de maio.
O objetivo da data é mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento na luta pelos direitos das crianças e adolescentes contra a violência sexual. As pessoas presentes na passeata e moradores que passavam pelas ruas puderam aprender a diferença entre o abuso sexual infantil, quando um adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para a prática de de qualquer ato de natureza sexual e a exploração sexual infantil, como intenção do lucro ou troca da exposição sexual do menor. A exploração pode ocorrer de quatro formas: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.
O projeto de conscientização tem apoio do Secretaria Municipal da Assistência Social de Mairinque, Conselho Tutelar de Mairinque, CREAS, CRAS, Departamento do Bem Estar Social de Mairinque, Ministério da Saúde, Secretaria de Direitos Humanos e do governo federal. Uma das professoras presentes na manifestação, Rosângela Malta, contou que vem trabalhando o tema com os alunos desde o começo do ano "Os alunos ficavam constrangidos em falar comigo e na frente dos colegas sobre sexualidade e os crimes ligados a ela, mas com o tempo e as dúvidas aparecendo, eles foram se soltando", conta. Ela acredita que o assunto deve ser ensinado já na infância, para garantir a autoconfiança nas crianças e jovens em não sofrer o abuso calado.
Rosângela já acompanhou um caso de abuso sexual de perto, quando uma de suas alunas do ensino médio, foi abusada sexualmente pelo próprio pai e acabou engravidando dele. "É uma situação muito complicada, pois além de uma criança traumatizada física e mentalmente, teríamos que ajudar essa criança que iria nascer", relata. A aluna Maria Lúcia Ferreira Lima, de 10 anos, participante da passeata, estava ativa ao assunto estudado em aula e levado às ruas. "Nenhuma criança deve ficar calada quando sofrer uma agressão. Aprendi com a professora que é só procurar uma pessoa de confiança se um dia eu alguma pessoa me fizer mal", conta a menina.
A representante da Secretaria Municipal da Assistência Social de Mairinque, Cláudia Yoshida, contou que as escolas da cidade estão participando do projeto de prevenção ao abuso de crianças e adolescentes, durante todo mês de maio em sala de aula, com palestras, painel informativo e encontros sobre o tema. "Esta data é para mobilizar as pessoas com o tema, mas o assunto tem que ser discutido e prevenido todos os dias", lembra Cláudia.
Como denunciar
Quem quiser denunciar o crime pode procurar o Conselho Tutelar, Delegacia especializada em crimes contra crianças e adolescentes ou uma delegacia comum. A denúncia também pode ser feito por telefone ligando no Disque Denúncia Nacional número 100. (Supervisão: Adalberto Vieira)
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