03/05/2013

Polícia prende mais 2 acusados de roubar e matar comerciante



Segundo delegado, a prisão da dupla esclarece a autoria do latrocínio

Jornal Cruzeiro do Sul
Marcelo Roma
marcelo.roma@jcruzeiro.com.br

A Polícia Civil de Ibiúna prendeu mais dois acusados de fazer parte da quadrilha que roubou e matou o comerciante Carlos Alberto de Godoy, 66 anos. O latrocínio aconteceu na noite de 20 de abril. Carlos Alberto foi roubado em sua chácara, no bairro Colégio, e morto a tiros depois de reconhecer Felipe Ribeiro da Costa, 20 anos, que é filho do caseiro. Outro filho do caseiro, Celso Ribeiro da Costa, 33, também participou do crime. 

Reginaldo Lemes Pires, 24, foi o último a ser preso, ontem de manhã, no mesmo bairro onde o comerciante tinha chácara. Josemir Vieira, o Fininho, havia sido preso na segunda-feira, também no bairro do Colégio. Segundo o delegado de Ibiúna, Fabrício Lopes Ballarini, com as prisões de Reinaldo e Josemir o latrocínio está completamente esclarecido. 

São seis os acusados, todos presos. Os outros dois são Moacir Fusco Filho, 46, e Reinaldo Batista de Menezes, o Lucão, 21. Felipe é quem teria planejado o roubo à chácara em que o pai trabalhava. O comerciante, que era proprietário de um açougue em Mairinque, sabia que Felipe agredia o pai. Os seis usaram capuzes durante o roubo, mas mesmo assim Carlos Alberto reconheceu Felipe. Esse foi o motivo para ter sido morto, conforme o delegado.

Com Josemir, a polícia apreendeu um revólver calibre 32 que teria sido usado no crime. O grupo roubou R$ 1.600, uma pistola calibre 765, joias, aparelhos eletrônicos e uma picape Fiat Strada. O caseiro foi rendido primeiro e deixado amarrado. O comerciante chegou depois e tomou coronhadas na cabeça. Foi levado como refém na caçamba da picape até uma plantação de eucaliptos em Piedade, onde o executaram a tiros. 

Carlos Alberto foi morto com oito disparos da própria arma, de acordo com o delegado. Felipe teria mandado Josemir atirar, mas ele recusou. Reinaldo é quem fez o disparos que tiraram a vida do comerciante, diz Ballarini. Os seis acusados do latrocínio estão detidos sob prisão temporária e o delegado irá pedir à Justiça a prisão preventiva, para que permaneçam fora das ruas até o julgamento. Se condenados, poderão pegar pena de 20 a 30 anos de prisão.

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