Vítima procurou a polícia após três anos de abuso.
Em depoimento, homem disse que 'não conseguia parar'.
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Um homem de 38 anos foi preso pela Polícia Civil de São Roque suspeito de estuprar a própria filha, de 18 anos. A prisão aconteceu nesta quinta-feira (23), em Indaiatuba (SP).
Segundo a polícia, o comportamento criminoso do pai começou quando ela tinha 15 anos. "Ela contou que, no começo, era só molestada. Quando ela estava com 17 anos ele consumou o ato sexual, que praticou repetidas vezes, pelo menos uma vez por semana", conta o investigador de polícia Márcio Henrique.
A rotina de abusos só terminou na terça-feira (21), quando ela foi até a delegacia de São Roque (SP) para denunciar o caso. A jovem disse que demorou para procurar a polícia porque tinha medo que o pai descobrisse e a castigasse. "Ela estava muito assustada quando chegou na delegacia. Mas, aos poucos, contou a história de terror que vivia em casa há tanto tempo", diz Henrique.
Após o mandado de prisão preventiva ser decretado pela Justiça, a polícia começou a fazer buscas pela região, mas o suspeito só foi encontrado em Indaiatuba, a cerca de 80 km de São Roque. Segundo a polícia, o suspeito, que se considera "um monstro", confessou os crimes. "Ele chorou muito durante o depoimento, disse que sabia que o que fazia era errado, mas não conseguia parar. Ele falou que sabia que era 'um monstro'", conta Henrique.Com medo de ser descoberta pelo pai, a jovem não voltou para casa. Desconfiado do sumiço da filha, o homem contou para a mulher o que acontecia e fugiu. "Em depoimento, ela confirmou que a filha já tinha reclamado várias vezes, mas só acreditou quando ouviu da boca do próprio marido", afirma Henrique.
A jovem passou por exame de corpo de delito e, após a divulgação do laudo, a Justiça vai indiciar o suspeito, que foi transferido para Pilar do Sul (SP) na manhã desta sexta-feira (24).
O investigador ressalta a importância das vítimas denunciarem crimes deste tipo. "É fundamental que a pessoa faça a denúncia. Antes as pessoas achavam que isto não resultava em nada, mas este conceito está mudando. A vítima pode até pedir para outra pessoa procurar a polícia ou ligar no 181, até carta a gente recebe", explica o investigador.
Após a prisão do pai, a jovem voltou para casa, onde agora mora apenas com a mãe e os irmãos.
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