17/05/2013

Protesto de peruas escolares prejudica 10 mil estudantes


Ana Flávia Oliveira

do Agora
Um protesto de 530 motoristas de peruas escolares que prestam serviço para a Prefeitura de São Paulo prejudicou ontem de manhã cerca de 10 mil alunos, que ficaram sem transporte para a escola. O número é uma estimativa, considerando que cada veículo transporta até 20 crianças.
Na zona sul, alunos de ao menos duas escolas ficaram a pé por causa do protesto, e mães tiveram de faltar ao trabalho. À tarde, o serviço foi retomado.
Os perueiros do TEG (Transporte Escolar Gratuito) reivindicavam aumento no valor recebido pelo transporte dos alunos. A Artesul (associação que representa parte dos condutores) afirma que cada perueiro recebe, em média, R$ 5.000 por mês. Eles pedem R$ 7.500.
Resposta
A Prefeitura de São Paulo informou que um grupo de trabalho com representantes das secretarias da Educação e dos Transportes já está discutindo possíveis reajustes aos perueiros.
A administração adiantou, no entanto, que o "orçamento aprovado pela gestão passada para 2013, de R$ 127 milhões, não previu reajustes para este ano aos condutores do Transporte Escolar Gratuito".
A Secretaria Municipal dos Transportes, diz a prefeitura, prepara um projeto de uma licitação para o setor.
Segundo a pasta, atualmente os condutores trabalham em regime de contratos emergenciais.

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