Jornal Cruzeiro do Su
Carlos Araújo
carlos.araujo@jcruzeiro.com.br
César Santana
cesar.santana@jcruzeiro.com.br
programa de estágio
A Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba tem atrasado os pagamentos de médicos, prestadores de serviço e fornecedores desde fevereiro deste ano, segundo informou ontem o vereador Izídio de Brito (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, por meio de sua assessoria de imprensa. "Os salários de fevereiro e março foram efetuados somente na última segunda-feira. Já os pagamentos de abril continuam em atraso", informou o vereador.
A constatação foi feita por Izídio na manhã de ontem, em reunião com o diretor Administrativo de Relacionamento com o Cliente da entidade, Newton Tomio Miyashita, e com o diretor do Pronto-Socorro Municipal, o médico e ex-secretário de Saúde, Milton Palma. Izídio solicitou a reunião após receber denúncias de familiares de credores da instituição.
Miyashita, em entrevista no fim da tarde de ontem, confirmou que houve atrasos nos pagamentos de fevereiro e março e disse que os pagamentos foram regularizados anteontem, por meio de cheques. Alegou que com este procedimento "está tudo em dia neste momento". Os atrasos abrangeram todos os médicos do hospital, o que inclui o Pronto-Socorro. Sobre o pagamento de abril, disse que a Santa Casa ainda está dentro do prazo, até o dia 15.
Miyashita disse que os atrasos têm relação com as dificuldades da Santa Casa, "que são públicas". Ele assegurou que não houve prejuízo à população e que os médicos tiveram postura de "colaboração" e "compreensão". Acrescentou que a Santa Casa negocia em "várias frentes" para evitar esse tipo de situação, inclusive no que diz respeito à defasagem na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra frente de atuação é a busca de aumento de recursos para o Pronto-Socorro. Izídio lembrou que, na semana passada, a Câmara aprovou um repasse adicional para a Santa Casa no valor de R$ 505 mil por mês, retroativos a janeiro deste ano. Com isso, o valor mensal que o município destinará à instituição de saúde saltará de R$ 1,365 milhão para R$ 1,870 milhão.
Empréstimo
Segundo Izídio, Miyashita disse que a administração da Santa Casa fez um empréstimo bancário na Caixa Econômica Federal para pagar, em cheques, os funcionários, fornecedores e prestadores de serviço. O administrador também afirmou que os pagamentos referentes a abril serão efetuados até o dia 15 deste mês.
Izídio disse que o atraso no pagamento do pessoal é mais uma mostra da "má gestão" na Santa Casa. "Esse tipo de coisa não pode mais acontecer, pois em uma próxima vez poderemos não ter a compreensão e colaboração dos profissionais frente a tais dificuldades, comprometendo ainda mais os serviços prestados à saúde da população do município", avaliou. Para o vereador, Miyashita tem razão em algumas reclamações, como a defasagem da tabela do SUS, mas "é evidente que também há problema de gestão na Santa Casa e falta apoio do governo estadual para arcar com os custos com a saúde no município".
Izídio afirmou que vai continuar acompanhando os próximos pagamentos, buscando garantir a normalização da situação. "Queremos evitar um lapso na rede que tende a acontecer com mais atrasos nas folhas de pagamento desses profissionais e prestadores", concluiu. (Supervisão: Eduardo Santinon)
carlos.araujo@jcruzeiro.com.br
César Santana
cesar.santana@jcruzeiro.com.br
programa de estágio
A Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba tem atrasado os pagamentos de médicos, prestadores de serviço e fornecedores desde fevereiro deste ano, segundo informou ontem o vereador Izídio de Brito (PT), presidente da Comissão de Saúde da Câmara, por meio de sua assessoria de imprensa. "Os salários de fevereiro e março foram efetuados somente na última segunda-feira. Já os pagamentos de abril continuam em atraso", informou o vereador.
A constatação foi feita por Izídio na manhã de ontem, em reunião com o diretor Administrativo de Relacionamento com o Cliente da entidade, Newton Tomio Miyashita, e com o diretor do Pronto-Socorro Municipal, o médico e ex-secretário de Saúde, Milton Palma. Izídio solicitou a reunião após receber denúncias de familiares de credores da instituição.
Miyashita, em entrevista no fim da tarde de ontem, confirmou que houve atrasos nos pagamentos de fevereiro e março e disse que os pagamentos foram regularizados anteontem, por meio de cheques. Alegou que com este procedimento "está tudo em dia neste momento". Os atrasos abrangeram todos os médicos do hospital, o que inclui o Pronto-Socorro. Sobre o pagamento de abril, disse que a Santa Casa ainda está dentro do prazo, até o dia 15.
Miyashita disse que os atrasos têm relação com as dificuldades da Santa Casa, "que são públicas". Ele assegurou que não houve prejuízo à população e que os médicos tiveram postura de "colaboração" e "compreensão". Acrescentou que a Santa Casa negocia em "várias frentes" para evitar esse tipo de situação, inclusive no que diz respeito à defasagem na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra frente de atuação é a busca de aumento de recursos para o Pronto-Socorro. Izídio lembrou que, na semana passada, a Câmara aprovou um repasse adicional para a Santa Casa no valor de R$ 505 mil por mês, retroativos a janeiro deste ano. Com isso, o valor mensal que o município destinará à instituição de saúde saltará de R$ 1,365 milhão para R$ 1,870 milhão.
Empréstimo
Segundo Izídio, Miyashita disse que a administração da Santa Casa fez um empréstimo bancário na Caixa Econômica Federal para pagar, em cheques, os funcionários, fornecedores e prestadores de serviço. O administrador também afirmou que os pagamentos referentes a abril serão efetuados até o dia 15 deste mês.
Izídio disse que o atraso no pagamento do pessoal é mais uma mostra da "má gestão" na Santa Casa. "Esse tipo de coisa não pode mais acontecer, pois em uma próxima vez poderemos não ter a compreensão e colaboração dos profissionais frente a tais dificuldades, comprometendo ainda mais os serviços prestados à saúde da população do município", avaliou. Para o vereador, Miyashita tem razão em algumas reclamações, como a defasagem da tabela do SUS, mas "é evidente que também há problema de gestão na Santa Casa e falta apoio do governo estadual para arcar com os custos com a saúde no município".
Izídio afirmou que vai continuar acompanhando os próximos pagamentos, buscando garantir a normalização da situação. "Queremos evitar um lapso na rede que tende a acontecer com mais atrasos nas folhas de pagamento desses profissionais e prestadores", concluiu. (Supervisão: Eduardo Santinon)
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