Ana Flávia Oliveira
do Agora
Cerca de 700 crianças ficaram sem creche depois que a Prefeitura de São Paulo encerrou o contrato que mantinha com uma entidade que administrava três unidades nos bairros Cidade Julia, Jardim Cupecê e Americanópolis, todas na região de Cidade Ademar (zona sul).
As creches deixaram de funcionar no dia 22 de abril. Com o fechamento das vagas, muitas mães deixaram de trabalhar porque não têm com quem deixar os filhos.
É o caso da diarista Rose Maria do Nascimento, 42 anos, que tem uma filha de quatro anos matriculada no CEI (Centro de Educação Infantil) Rita Luiza da Cunha 2, em Americanópolis.
"A creche fechou de repente. Ninguém da direção avisou para onde as crianças vão", disse.
O espaço atendia 284 crianças, segundo a Secretaria Municipal da Educação.
Resposta
A Secretaria Municipal da Educação informou que o contrato com a instituição Rita Luiza da Cunha foi rompido por "falta de prestação de contas", mas que um novo convênio foi firmado com outra entidade e as crianças voltarão a ser atendidas entre a próxima semana e o final deste mês.
César Callegari, secretário da Educação, diz que está fazendo um pente-fino nos contratos com entidades conveniadas.
"Não aceitamos trabalhar com entidades que põem em risco a segurança educacional das crianças."
Os responsáveis pela instituição não foram localizados ontem.
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