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Por: Tales Faria
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já acertou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a chapa que apoiará para o governo e o Senado por São Paulo.
O anúncio, no entanto, só deverá ser feito após conversa com as ministras do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), assim como com o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Empreendedorismo, Márcio França.
Lula pretende concluir até o início de março os acertos com todos os personagens envolvidos na discussão sobre a chapa que apoiará em São Paulo.
Estão na comitiva da viagem à Ásia, além de Haddad, duas peças do quebra-cabeças de São Paulo: Marcio França e Marina Silva.
França já anunciou que deseja concorrer a governador. Ele insiste que tem "todas as condições" para derrotar o candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas Lula gostaria de ter Haddad ou mesmo Simone Tebet como cabeça da chapa.
Marina Silva não é vista como forte candidata ao governo de São Paulo, pois o estado sofre grande influência do agronegócio. Os aliados consideram-na uma boa candidata ao Senado.
Simone Tebet, por sua vez, ficou no Brasil. Ela esperava acertar com Lula seu futuro durante o Carnaval, mas os dois acabaram não se encontrando.
A ministra está filiada ao MDB, mas negocia a filiação ao PSB, caso decida mesmo transferir o domicílio eleitoral para São Paulo. Se continuar no Mato Grosso do Sul, deve concorrer ao Senado. Se for para São Paulo, não poderá ficar no MDB, pois o partido, no estado, está fechado com a candidatura de Tarcísio de Freitas. Em São Paulo, ela deve fechar com o PSB e pode concorrer tanto ao cargo de governadora como ao Senado.
Durante a viagem, Lula disse aos auxiliares que já esperava os ataques da oposição à homenagem que recebeu da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval. E que não acredita que o desfile terá influência negativa na campanha eleitoral.
O presidente afirma estar "muito empolgado" com a ideia de começar a campanha à reeleição. Disse que assim que chegar ao Brasil vai tentar fechar as chapas que terão seu apoio em todos os estados.
Março é o prazo limite para acertar as chapas, já que até abril os candidatos em todo país terão que se desincompatibilizar de cargos no poder Executivo.
O fechamento das chapas nos estados terá influência também nas votações no Parlamento. Antes da Viagem, Lula vetou parte do projeto de aumento dos salários dos servidores do Congresso. Os vetos serão submetidos à votação sob grande polêmica.
As prioridades do presidente para o pós-Carnaval são a aprovação do acordo do Mercosul com a União Europeia, a derrubada da jornada de trabalho 6x1 e a nomeação, pelo Senado, do advogado-geral da União, Jorge Messias, como ministro do Supremo Tribunal Federal.
Os parlamentares pretendem votar às pressas a pauta da segurança pública. Além disso, estão em pauta os depoimentos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o INSS e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Correio da Manhã
https://www.correiodamanha.com.br/colunistas/tales-faria/2026/02/260866-na-asia-lula-acertou-com-haddad-a-chapa-em-sao-paulo.html

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