sexta-feira, 21 de abril de 2017

São Roque: a difícil situação econômica da Prefeitura e as escolhas a serem feitas?


Este texto pretende simplesmente fazer um diagnóstico sobre a situação da prefeitura de nossa cidade. Se destina para que as pessoas possam entender o que está ocorrendo, e não pretende atacar o novo prefeito, somente esclarecer o que vivemos hoje.
O Tribunal de Contas confirmou  o rombo orçamentário de 9 milhões em 2016, último ano da trágica gestão do prefeito Daniel.
O impeachemnt da Presidente Dilma cobra um preço caro para todos os brasileiros e a instabilidade  gerada pelos que muito descrevem como golpe quase está paralisando o país.A raiz da crise econômica é política, como reconhecem muitos economistas.
Este blog divulgou há muito tempo e de forma  insistentemente que as delações da Odebrecht iriam destruir o sistema político e promover o abraço dos elameados. Agora as denuncias irão atingiram o Judiciário e o Ministério Público, além de poder atingir em cheio o mercado financeiro e a mídia.A crise  ainda deve se agravar e a economia irá ter dificuldades para crescer.
E neste cenário trágico que a nova administração de nossa cidade se inicia. E vamos apresentar em linhas gerais a situação orçamentária.
Receita:
A receita da prefeitura nos dois primeiros meses caiu  quase R$ 2 milhões em valores sem correção inflacionária. Ao atualizarmos pelo IPCA, esta queda chega a R$ 4,1 milhões. As principais quedas estão concentras na receita tributária própria (IPTU, ISS entre outros) que despencou 15,5% ou R$ 857 mil e a receita de impostos federais e estaduais transferidos com queda de R$ 2,1 milhões.
O Icms, que tem no primeiro bimestre um pico de arrecadação, está em valores reais 3,1% abaixo da arrecadação do ano passado. Na melhor da hipóteses deve se aproximar do valor do ano passado e com isto a prefeitura deixará de arrecadar R$ 15  milhões a menos que o previsto, como já tinha sido sinalizado pelo atual prefeito.
O IPVA teve queda de 6,8% nos dois primeiros meses de 2017 comparado com o ano passado. 
Os números até o primeiro trimestre melhoraram um pouco e devem ter tido uma queda de apenas R$ 400 mil sem correção inflacionaria e corrigido pela inflação seria de aproximadamente R$ 3,5 milhões.
A despesa:
O governo municipal temendo o péssimo cenário econômico fez um congelamento ( despesa não pode ser gasta) brutal da despesa  de 46% da despesa prevista. Para termos ideia o governo Daniel congelou recursos o ano passado de R$ 43 milhões.Por isso, a dificuldade de se fazer licitações e poder gastar a verba prevista.
Claro que o governo está reduzindo contratos e tentando reduzir despesas, como já foi anunciado.Mas pouco tem sido falado que está muito difícil conseguir recursos do governo do Estado e Federal. 
No primeiro bimestre de 2017 com 2016, comparado em valores corrigidos pelo IPCA,  a despesa caiu  R$ 18,7 milhões ou 23,2%.O gasto gasto pessoal 4,2 milhões e  o dos vencimentos dos servidores subiu 1,2% em valores sem correção inflacionária e corrigido pela inflação caiu 4,2%
O gasto de custeio da prefeitura caiu  em valores reais  28% e os investimentos 61%.O rombo orçamentário com todos estas medidas é de R$ 11,2 milhões, mas bem menor que os R$ 41,8 milhões do primeiro bimestre do ano passado.
O ajuste fiscal é muito pesado e devemos lembrar que a prefeitura espera um rombo de 21 milhões para neste ano, além de um dívida herdada de R$ 23 milhões.
Claro que o servidores municipais já pagam o preço de um crise econômica agravada pelo impeachment e querem o reajuste devido as difíceis condições que vivem e por isso o clima é de revolta.A situação se torna pior com os ataques do Governo usurpador comandado por Temer que  pretende retirar  os direitos do povo com o desmonte da previdência e o fim da CLT.
Funcionários contra o prefeito é o pior cenário para uma cidade.Tempos difíceis para todos e todas, em que esperamos que o dialogo e o bom senso prevaleçam….




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