23/01/2026

FAZ O T: escolas do estado de São Paulo começam o ano letivo sem carteiras, sem ventiladores e sem manutenção




O ano letivo nas escolas estaduais de São Paulo começa do jeito errado: salas sem carteiras suficientes, ventiladores quebrados, telhados danificados e problemas básicos de higiene que deveriam ter sido resolvidos ainda durante as férias. No estado mais rico do país, a realidade expõe o descaso do governo estadual com a educação pública.

Desde junho de 2025, as escolas ficaram sem o repasse regular de verbas para manutenção, o que impediu consertos simples, mas essenciais. Sem recursos, diretores passaram meses acumulando problemas estruturais e, em alguns casos, chegaram ao constrangimento de pedir doações de cadeiras e carteiras a outras unidades. Há escolas que não recebem reposição de mobiliário há três anos, obrigando crianças pequenas a usarem móveis inadequados, pensados para adolescentes ou adultos.

A situação se agravou porque a última parcela do programa de manutenção não foi paga no ano passado, frustrando a expectativa de que os reparos fossem feitos durante o recesso escolar. Agora, com o dinheiro liberado às vésperas do início das aulas, as unidades têm pouco mais de dez dias para resolver problemas que se arrastam há meses: consertar ventiladores, desentupir banheiros, reparar telhados, limpar caixas-d’água, dedetizar prédios que recebem milhares de estudantes todos os dias.

Esse cenário não é fruto do acaso. Ele ocorre logo após o governo Tarcísio reduzir, por meio de uma PEC, o percentual mínimo da receita estadual destinado à educação, abrindo espaço para a retirada de recursos da área. Ao mesmo tempo, a gestão aposta na ampliação de parcerias com o setor privado e na terceirização da manutenção escolar, como se a solução estivesse fora do papel do Estado.

Enquanto o governo fala em modernização e anuncia números milionários, a realidade nas escolas é de improviso, atraso e insegurança. Educação não se faz com propaganda nem com leilões de PPP, mas com investimento contínuo, planejamento e respeito a quem estuda e trabalha nas unidades escolares. Começar o ano letivo sem o básico não é modernização , é abandono.
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