sábado, 25 de outubro de 2014

Prefeito decreta estado de alerta no município

Jornal Cruzeiro do Sul



No mesmo dia em que divulgou para toda a imprensa que a decisão sobre um possível decreto de estado de alerta seria tomada nos próximos dias, caso não chovesse em Porto Feliz, o prefeito Levi Rodrigues Vieira (PSD) se reuniu no final da tarde de ontem com o superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Adilson Steiner, para discutir novamente a situação e por fim decidiu decretar estado de alerta na cidade. A decisão, conforme a Prefeitura, é devido à prolongada estiagem e a consequente diminuição da vazão do Ribeirão Avecuia, principal manancial de abastecimento de água do município, que está com apenas 10% de sua capacidade. 

A informação é que a decisão do prefeito foi tomada de forma preventiva ao agravamento da crise de água, o que poderia gerar transtornos maiores para a população, no caso de eventual decisão de interrupção no fornecimento. Com o Decreto Municipal de nº 7.489, o Saae fica autorizado a implementar ações efetivas para a gestão no período de crise de abastecimento de água na cidade. O decreto é baseado na Lei Municipal nº 4.158 de 2004, que define que no estado de alerta, o Saae fica autorizado a tomar as devidas providências em caso de constatação de desperdício de água, cabendo ao responsável pelo desperdício reincidente multa de 20 UFM (Unidade Fiscal do Município) e controle do fornecimento de água em sua residência. 

Além das providências em relação ao desperdício de água, nesta situação o Saae terá ainda cobertura jurídica para requisitar aporte de todas as reservas particulares em proximidade do ponto de captação, por meio do bombeamento ou abertura de comportas.Conforme o Saae, a decisão não impacta a rotina da população de um modo geral. Ainda de acordo com a autarquia, não houve agravamento do quadro de abastecimento da cidade 



O Saae comunica ainda que continua recebendo denúncias de desperdício de água em seu escritório e pelos telefones (15) 3261-9600, 3261-9700, 0800 -109610 (de segunda a sexta, das 9h às 16h) e 0800-7702195 (plantão 24 horas).

Valor cobrado por serviços bancários varia até 563,33%, mostra Procon

O mais caro foi o pagamento de contas com cartão de crédito, com taxas de R$ 3 a R$ 19,90


Anderson Oliveira
anderson.oliveira@jcruzeiro.com.br 


Os serviços cobrados por sete dos maiores bancos brasileiros, ou em operação no País, podem ter variação de até 563,33%, aponta estudo da Fundação Procon de São Paulo. Essa diferença é encontrada no serviço de pagamento de contas feito por meio do cartão de crédito. Enquanto a tarifa mais baixa é de R$ 3, a maior cobrada é de R$ 19,90. Pesquisar os pacotes de serviços oferecidos pelas instituições bancárias, na avaliação de economista, pode gerar uma boa economia. 

A pesquisa do Procon levou em conta as instituições bancárias Banco do Brasil (BB), Bradesco, Caixa Econômica Federal (CEF), HSBC, Itaú, Safra e Santander. Para tanto, a instituição comparou as tarifas praticadas pelos bancos em serviços prioritários e pacotes padronizados vigentes em 4 de junho deste ano com as praticadas em 10 de julho do ano anterior. 

Os serviços cobrados pelo uso do cartão de crédito aparecem como os que mais variam dentre as sete instituições. O custo mais alto é para o pagamento de contas com crédito. Ele varia 563,33% do Banco do Brasil, que cobra R$ 3 pelo serviço, para o Santander, que tem o custo de R$ 19,90. Em seguida, o serviço que mais varia é com o saque em dinheiro feito com cartão de crédito. Enquanto no BB é cobrado R$ 5 pelo serviço, o Santander cobra R$ 15. 

Descobrir perfil 

O economista Vitor Rosa, professor nas universidades Pitágoras e Anhanguera, afirma que, diante da diferença de custo das tarifas bancárias, o cliente deve sempre pesquisar sobre o seu próprio perfil. Segundo ele, os bancos podem cobrar as tarifas de maneira pontual, ou individual, mas também oferecem pacotes que contemplam quantidades de serviços básicos. "Quando o cliente não faz opção pelos pacotes em que os bancos oferecem, essa variação de 500% pode ocorrer", ressalta. 

O exemplo, de acordo com o economista, pode ser a utilização de serviços além do que era previsto. Se um cliente contrata a opção de consultar um extrato bancário por mês, mas fizer mais consultas, pode pagar a mais do que se tivesse optado por um pacote com quantidade maior de extratos. "A dica é primeiro identificar suas necessidades enquanto cliente", diz. Conforme o economista, os bancos desenvolvem os pacotes em cima das necessidades dos clientes. 

Pacotes padronizados 

A Fundação Procon-SP avaliou as tarifas cobradas pelos quatro pacotes padronizados das sete instituições bancárias. O padronizado I permite a movimentação da conta de depósitos à vista somente com cartão, quatro saques, dois extratos dos últimos 30 dias e duas transferências entre contas da mesma instituição. Já os pacotes II, III e IV, além daqueles serviços, permitem a movimentação com cheque e cartão. 

O pacote padronizado I mais barato, de R$ 9,50, é cobrado pela Caixa Econômica Federal e pelo HSBC. Já os mais caros, no valor de R$ 9,85, são do Itaú e do Santander, uma variação de 3,68%. O padronizado II mais barato custa R$ 11,90, na CEF e no HSBC, enquanto o mais caro custa R$ 15, praticado pelo Itaú. A variação, neste caso, é de 26,05%. 

Já o pacote padronizado III mais barato é oferecido a R$ 15,80, também na CEF e no HSBC. O Santander cobra o mais caro, a R$ 20,50, o que representa uma variação de 29,75%. O pacote padronizado IV mais baixo sai por R$ 23,90, novamente na CEF e no HSBC. Bradesco e Santander cobram o pacote mais caro, a R$ 30,50. 

Reajustes 

De julho do ano passado para junho deste ano, o Procon informa que o Banco do Brasil aumentou o preço de sete tarifas e deixou 32 sem reajuste. O Bradesco aumentou a mesma quantidade, com destaque para o reajuste de 55% no serviço de depósito identificado. O banco também passou a cobrar pelo serviço de DOC/TED agendado, porém, manteve sem reajuste 33 tarifas. 

A Caixa Econômica, conforme o Procon, não alterou os valores de suas tarifas de um ano a outro. Já no HSBC, 11 tarifas foram reduzidas, uma teve aumento e 25 não sofreram alteração. O Itaú, por sua vez, reduziu o preço de uma tarifa e aumentou outras 17, passando a cobrar pela emissão da 2ª via do cartão de crédito e deixando de cobrar pelo item cadastro. 

O Banco Safra aumentou o preço de sete tarifas e manteve o mesmo valor de outras 34, enquanto o Santander aumentou em 24,38% a tarifa para pagamento de contas com cartão de crédito e manteve 40 tarifas sem alterações.

Polícia apreende meia tonelada de maconha em rodovia de Itu

Droga ocupava quase todo o espaço do porta-malas de um carro.

Esta é a segunda grande apreensão de maconha na semana.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Meia tonelada de maconha foi apreendida em Sorocaba; Droga seria vendida em São Paulo (Foto: Divulgação / Polícia Federal)Maconha apreendida em Itu seria vendida em São Paulo (Foto: Divulgação / Polícia Federal)
A Polícia Federal apreendeu meia tonelada de maconha na noite desta quinta-feira (23) em Itu(SP). A droga estava sendo transportada em um carro, guiado por um homem que fugiu da fiscalização de policiais na rodovia Presidente Castello Branco. O motorista foi preso.

Durante revista no veículo, os policiais se depararam com os 550kg de entorpecentes. A droga apreendida, distribuída em 471 tabletes, ocupava praticamente todo o espaço do veículo. Segundo os policiais, o homem não esboçou resistência e afirmou que havia adquirido a droga na cidade de
 Ponta Porã (MS), próximo a fronteira com o Paraguai, e que iria entregá-la em São Paulo.O veículo foi abordado no km 74. No momento em que foi dado o sinal de parada, o motorista aumentou a velocidade do carro e fugiu. Ele foi alcançado pela equipe um quilômetro depois.
O suspeito foi preso acusado de tráfico internacional de drogas e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Aparecidinha, em Sorocaba (SP). A pena pode chegar a 15 anos de reclusão, aumentada de 1/3 a 1/6 pela internacionalidade do tráfico. Ele já possui várias passagens pelos crimes de homicídio, roubo, receptação, uso de documento falso, porte ilegal de arma e furto.
Esta é a segunda grande apreensão de maconha na mesma rodovia nesta semana: na noite de quarta-feira (22), aproximadamente 200 kg da droga foram encontrados em um carro abordado no km 94. Ele também foi detido após tentar fugir da polícia.
Droga ocupava quase todo o espaço do porta-malas de um carro (Foto: Divulgação / Polícia Federal)Droga ocupava quase todo o espaço do porta-malas de um carro (Foto: Divulgação / Polícia Federal)

Carro atropela e mata garoto em calçada em Itaquera

Lais Cattassini

do Agora
Um menino de 11 anos morreu após ser atropelado na calçada da avenida Professor João Batista Conti, em Itaquera, na zona leste de São Paulo, na noite de anteontem.
O caso provocou protestos de moradores, que pediram mais segurança e reforço na sinalização da via.
Kauê da Silva Neves foi atropelado pela cobradora de ônibus Flávia da Silva Rodrigues, de 32 anos, por volta das 19h de anteontem.
Segundo familiares de Kauê, o menino tinha acabado de sair da casa da avó e estava a caminho de casa, acompanhado de uma prima.
"Foi só colocar o pé para fora [do portão] que veio o carro. Minha prima nem viu direito o que aconteceu. Só sentiu a perna queimar", conta Fábio Barbosa Leonardo, de 26 anos, irmão de Kauê.
Segundo o boletim de ocorrência, Flávia diz que foi fechada por um veículo, ainda não identificado, e que, por ter pouca experiência ao volante, acelerou o carro em vez de frear e subiu na calçada, acertando o garoto.
Resposta
À polícia, a cobradora Flávia da Silva Rodrigues, 32 anos, alegou que perdeu o controle da direção ao ser fechada por um veículo, que foi não identificado, na avenida Professor João Batista Conti, na zona leste.
Em depoimento, Flávia disse que tinha pouca experiência ao volante e que, por isso, acelerou em vez de frear.
Segundo o boletim de ocorrência, a cobradora não negou socorro a Kauê e fez o teste do bafômetro, que indicou que ela não estava alcoolizada.

Acusado de matar motorista é filho de colega da vítima

Rafael Ribeiro

do Agora
Preso acusado de atear fogo em um ônibus e matar queimado o motorista John Carlos Soares Brandão, 42 anos, no dia 18, no Jaraguá (zona norte), Lucas Mateus da Silva, 18 anos, é filho de um condutor da mesma empresa em que trabalhava a vítima, a Santa Brígida, de acordo com a polícia.
A descoberta foi feita pela polícia durante o indiciamento de Silva e de outros dois acusados do crime.
Eles foram presos em flagrante na madrugada de ontem.
Além deles, a investigação já identificou outros quatro participantes do crime, um jovem de 19 anos e três adolescentes, um deles de 14 anos, que tiveram a detenção decretada na Justiça e são considerados foragidos.
Resposta
Lucas Mateus da Silva, 18 anos, afirmou, em depoimento à polícia, que não tinha intenção de matar o motorista.
Segundo ele, os dois brigaram e a vítima acabou se molhando com a gasolina.
"Ele veio trocar soco comigo, parça. Aí nós caímos no chão, mano."
Aí ele se molhou com a gasolina", disse, segundo a polícia, em mensagem de celular trocada com colega.
A polícia diz que ele confirmou isso no depoimento.
"Ele voltou para pegar os documentos (com o ônibus já em chamas) e se queimou quando pisou no segundo degrau já", disse.
Os outros dois acusados afirmaram, segundo a polícia, que não viram o momento em que o motorista foi queimado.

Calçada no Tremembé está se desmanchando, diz morador

Lais Cattassini

do Agora
O eletricista Clóvis Carvalho, de 58 anos, chama a atenção para uma calçada da rua Mamud Rahd, no Tremembé, zona norte de São Paulo.
Segundo ele, o trecho entre a rua Camaraipi e a rua Albertina está com o piso irregular e, por isso, apresenta riscos aos pedestres.
"O piso está soltando e os bancos instalados ali estão detonados. Você anda e tropeça em buracos", conta.
O leitor reclama que, além do piso irregular, a falta de sinalização e de rampas de acesso para pessoas com deficiência tornam a calçada menos segura para moradores da região, principalmente idosos.
"Está muito feio o lugar e os moradores costumam andar bastante por ali, já que é próximo à praça Mariquinha Sciascia", afirma.
Resposta
A Subprefeitura Jaçanã/Tremembé informa que fará uma vistoria no local na próxima semana e, caso seja constatada alguma irregularidade e a calçada for pública, o local entrará na programação de serviços da subprefeitura e o problema será reparado.
Se a calçada pertencer a algum estabelecimento comercial ou residência, o proprietário será notificado e terá até 60 dias para fazer a reforma do pavimento e regularizar a situação.

Superiores impediram alerta da crise, diz Dilma da Sabesp

Hanuska Bertoia e Folha de S.Paulo

do Agora
A presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo), Dilma Pena, afirmou em uma reunião com diretores da empresa no dia 27 de julho que uma "orientação superior" impediu que dirigentes da companhia alertassem a população sobre a necessidade de economizar água.
"'Cidadão, economize água'. Isso tinha de estar reiteradamente na mídia, mas nós temos de seguir orientação, nós temos superiores, e a orientação não tem sido essa. Mas é um erro", disse.
No dia da reunião, o sistema Cantareira tinha 15,9% da capacidade. Ontem, chegou a 2,9%. O governo já havia adotado medidas como bônus nas contas para clientes que economizassem água e havia passado a abastecer consumidores do Cantareira com outros sistemas, como o Alto Tietê.
Resposta
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) transferiu para a Sabesp a responsabilidade da crise gerada após o vazamento do áudio.
"O governo de São Paulo nunca vetou qualquer alerta sobre a crise hídrica. Ao contrário, o próprio governador concedeu mais de uma centena de entrevistas coletivas, desde fevereiro, para salientar a gravidade da maior seca já registrada na história", disse a gestão, por meio de nota.
Após o governo se manifestar, Dilma Pena, presidente da Sabesp, emitiu nota em que afirma que a política de comunicação havia sido decidida pela empresa.
"A Sabesp foi a primeira a alertar a população sobre a maior seca da história. Em 27 de janeiro deste ano, a companhia iniciou campanha publicitária em que afirmava: 'o Sistema Cantareira está com o nível mais baixo dos últimos 10 anos. A falta de chuvas em dezembro o menor índice dos últimos 84 anos agravou o problema, deixando o sistema com apenas 24% da capacidade'. Seguia pedindo à população que economizasse água", afirma o texto.
A companhia disse ainda que o trecho do áudio "foi extraído de maneira distorcida".
Sabesp e governo afirmaram ainda que o vazamento da conversa foi seletivo às vésperas da eleição.
"É óbvio o claro intuito eleitoreiro da divulgação desonesta desta reunião interna de trabalho, a dois dias da eleição presidencial", disse a companhia na nota.

PT pede ao STF investigação sobre depoimento de doleiro

 Agência Brasil 
O PT entrou hoje (24) no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de abertura de inquérito criminal para investigar o vazamento do suposto depoimento no qual o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), liga a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao  esquema de corrupção na Petrobras. A informação foi publicada pela revista Veja. Segundo o PT, a reportagem é "inverídica, difamatória e caluniosa”.
Na petição, os advogados também pedem acesso à integra do depoimento de delação premiada feito entre o doleiro, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. "Deve-se destacar a necessidade de acesso imediato ao conteúdo do mencionado depoimento, visto que ampla divulgação de supostos fatos criminosos envolvendo a presidenta da República, exatamente às vésperas da eleição presidencial, sem que se possibilite um mínimo contraditório da imputada, [o que] pode influenciar o eleitorado  e abala a lisura do pleito˜, afirma a defesa do partido.
Mais cedo, o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido do partido para a  retirada da reportagem na página do Facebook da revista Veja.

PSDB pede investigação contra Lula e Dilma à Procuradoria-Geral da República

 Agência Brasil 
Após a divulgação da revista Veja desta semana, o PSDB entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sejam investigados. Segundo a revista, o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), prestou depoimento no qual liga a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao esquema de corrupção na Petrobras. A informação foi publicada pela revista Veja. Segundo o PT, a reportagem é inverídica, difamatória e caluniosa”.
O PT também protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de abertura de inquérito criminal para investigar o vazamento do suposto depoimento. Na petição, os advogados também pedem acesso à integra do depoimento de delação premiada feito entre o doleiro, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal.

Um dia depois de fechar acima R$ 2,50, dólar tem maior queda em quase um ano

Agência Brasil 
Um dia depois de atingir o maior valor em nove anos, o dólar comercial caiu 2,26% e fechou a última sessão antes do segundo turno das eleições presidenciais vendido a R$ 2,457. A queda, de quase R$ 0,06, foi o maior recuo diário em 11 meses.
Mesmo com a queda de hoje (24), a cotação encerrou a semana com alta de 1,01%. O dólar acumula valorização de 0,37% no mês e de 4,22% no ano.
Fatores internos, como a corrida eleitoral, e externos têm pressionado o câmbio nas últimas semanas. Em setembro, o Banco Central dos Estados Unidos reduziu mais um pouco os estímulos à economia do país. A decisão valorizou a moeda norte-americana e fez com que o dólar iniciasse uma escalada.
De acordo com analistas, o pessimismo no mercado financeiro internacional aumentou depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) diminuiu a previsão de crescimento da economia global para este ano. Em relação ao Brasil, o órgão revisou, de 1,3% para 0,3%, a estimativa para o Produto Interno Bruto em 2014.
A sessão foi de alta no mercado de ações depois de perdas sucessivas. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sexta-feira com alta de 2,42%. Com o desempenho, o índice voltou a registrar ganhos no ano, com alta acumulada de 0,8%.

Veja a seca da Cantareira pelos satélites da NASA

São Paulo – A Agência Espacial Americana (NASA) publicou imagens que mostram a secahistórica que aflige São Paulo. Na primeira imagem é possível ver a represa Jaguari, uma das que compõem o Sistema Cantareira, em 03 de agosto de 2014, quando o volume daágua no sistema era de 15%.

A segunda imagem mostra a mesma área em 16 de agosto de 2013, antes da estiagem histórica, quando o volume de água era de 50,6%. É nítida a alteração dos níveis de água ao longo do ano, indicada principalmente pelo contorno bronzeado de terra em torno da água.
Na foto de 2014, a água assume um tom mais azul esverdeado porque está mais rasa e próxima de sedimentos do fundo do lago que alteram a cor da superfície.

Em sua página, a NASA destaca que, em toda a região sudeste do Brasil, a produção de culturas importantes, como café e açúcar estão em declínio, e os cidadãos estão enfrentando interrupções periódicas no abastecimento de água.

Mega-Sena pode pagar R$ 60 milhões neste sábado

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do último sorteio da Mega-Sena, concurso 1646, (19 - 23 - 34 - 40 - 41- 58) e pela sexta semana consecutiva o prêmio segue acumulado. No sorteio de sábado (25/10) a estimativa do prêmio é de R$ 60 milhões.
Nas outras faixas de premiação, 126 jogadores acertaram a Quina e receberam R$ 39.714,43. Outros 10.700 apostadores fizeram a Quadra e levaram R$ 668,09 cada um.
Você já parou para pensar no que faria caso ganhasse um prêmio da Mega-Sena? Viajar? Comprar imóveis? Ajudar os familiares? Não é nada fácil decidir. No entanto, a primeira dica é evitar o consumo improdutivo. Em torno de 60% do montante deve ir para a renda fixa (poupança, CDB), que apesar do rendimento não ser alto, é mais seguro. Aplique metade do restante em investimentos mais ousados, como por exemplo as ações. E, para finalizar, invista em algum negócio. Especialistas recomendam trabalhar com grandes bancos e não deixar o dinheiro todo em apenas um.
O próximo sorteio da Mega-Sena, concurso 1647, será realizado amanhã, 25 de outubro de 2014, às 20h00.
Confira as loterias que correm hoje:
Lotofácil R$ 1,7 milhão - concurso 1123
Dupla Sena R$ 550 mil - concurso 1327
Quina R$ 500 mil - concurso 3622

Aproveite para apostar agora, sem filas, com quem já pagou mais de R$ 43,3 milhões em prêmios. Sorte Online, confira!

'Houve tentativa de se fazer uma campanha do vote no menos pior'

Às vésperas da eleição, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, diz que o marketing político foi supervalorizado nesta campanha, deixando de lado assuntos de interesse do País, como economia, segurança pública e política externa.
O marketing começa a prevalecer cada vez mais sobre o conteúdo, entende o ministro. "Como cidadão, o que esperamos, é que nos debates os candidatos apresentem suas opiniões, propostas, debatam a sociedade, ao invés de ficarem dentro de um 'modelito' feito pelos marqueteiros", criticou. Para o ministro, ficou clara no segundo turno, uma tentativa de fazer uma campanha do "vote no menos pior".
Toffoli foi um dos defensores da adoção de uma postura mais rigorosa do TSE, para forçar os candidatos a deixarem os "ataques de baixo nível" de lado. "Qual vai ser a política externa do candidato A ou do candidato B? Eu não vi isso ser apresentado", comentou.
Em entrevista ao Broadcast Político, o presidente do TSE defendeu o barateamento das campanhas eleitorais, a discussão da metodologia das pesquisas e afirmou que a Corte pretende editar súmulas para fazer o entendimento destas eleições valer daqui para frente.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista com o presidente do TSE:
O nível das propagandas políticas melhorou depois da postura mais rigorosa do TSE?
Os programas melhoraram qualitativamente do ponto de vista programático. É um bom motivo para repensar esse horário eleitoral gratuito. O que menos aparece, às vezes, é o candidato. Se fosse fazer uma análise de todas as campanhas, o marketing começa a prevalecer cada vez mais sobre o conteúdo.
Mas o efeito disso ficou só para os programas do final da campanha. Por que a estratégia não foi adotada no primeiro turno?
O tribunal historicamente sempre teve uma certa tolerância quando o nível de ataque se dá em proporção muito pequena. Mas o que ocorreu a partir do segundo turno foi uma tentativa de se fazer uma campanha do "vote no menos pior", ao invés de fazer a campanha positiva, do vote no melhor. No primeiro turno não houve ataques como houve no segundo turno. Pelo menos, essa é a leitura que eu faço.
© André Dusek/Estadão
O TSE está pensando em mudar as regras da propaganda eleitoral?
Podemos editar súmulas. Estamos fazendo estudos para depois do segundo turno simularmos as teses que prevaleceram ao longo das eleições. Com isso, dar maior segurança na interpretação das leis para toda a Justiça Eleitoral.
Pode então virar uma súmula o entendimento de que não podem ser usadas matérias de jornais nas propagandas eleitorais para atacar?
Vamos discutir isso na Corte depois das eleições. Isso é o que eu falo de lavagem da notícia. Vem a notícia de um jornal e você coloca no seu horário eleitoral gratuito. Aí se diz: a responsabilidade não foi minha.
O senhor diz que o eleitor tem discernimento para analisar as campanhas eleitorais. Por que então este novo entendimento do TSE?
A questão é a proporção que isso assumiu. Uma coisa é uma propaganda que tem 90% de atuação programática e uma crítica mais ácida de 10%, 5%. Outra coisa é candidaturas abandonarem toda uma proposição de programa de governo. Qual vai ser a política externa do candidato A ou do candidato B? Eu não vi isso ser apresentado. Deixa-se de dizer qual vai ser o seu programa social, qual vai ser o seu programa econômico, qual vai ser o seu programa de área de segurança, de política internacional.
Qual eleitor foi alvo das campanhas no segundo turno?
A disputa não estava naqueles que já têm a opinião formada. Estava em desconstruir a imagem do outro, para aqueles que ainda não tinham opinião. Isso é uma consequência do segundo turno. Parte-se do pressuposto de que quem votou em A continuará a votar em A. Quem votou em B, continuará a votar em B. Então, o que faz o marketing? Ao invés de continuar uma campanha propositiva, vai disputar o voto dos indecisos que não votaram naqueles candidatos. Eles têm duas opções: ou tentar conquistar os votos dos indecisos ou tentar fazer com que o indeciso não vote no adversário.
Essa estratégia tem reflexos nos debates?
Os debates foram dirigidos muito menos pelos candidatos e muito mais pelos marqueteiros. Como cidadão, o que esperamos, é que nos debates os candidatos apresentem suas opiniões, propostas, debatam a sociedade, ao invés de ficarem dentro de um "modelito" feito pelos marqueteiros. O modelo de marketing atual está supervalorizado. O debate tem de ser uma questão de convicção das ideologias e não algo que é feito só para o momento eleitoral.
Como resolver isso?
Temos de baratear as campanhas. É preciso limitar os gastos de campanha, vedar financiamento de campanha por pessoas jurídicas e estabelecer um teto de doação em valores fixos, não em valores proporcionais. No Brasil, os limites são proporcionais. Então, uma grande empresa pode doar mais do que uma pequena empresa. Com um teto, teríamos uma participação mais equânime.]
É necessário fazer mudanças nas pesquisas eleitorais?
Em muitos casos teve uma diferença muito grande (entre pesquisas e resultados). O ministro Gilmar Mendes e o ministro Henrique Neves me provocaram para que após a eleição chamemos os principais institutos para ouvir sobre a metodologia. Existem pesquisas que têm margens de erros diferenciadas. Será que isso é admissível? Uma pesquisa tem o universo de 2 mil eleitores, outra tem universo de 4,6 mil. Será que dá para divulgar isso como sendo a mesma coisa?
O resultado da pesquisa interfere no voto do eleitor?

Se não fosse trazer algum benefício, o marqueteiro não colocaria.

Entenda os escândalos citados por Aécio e Dilma nos debates

São Paulo - Operação Lava Jato, Mensalão Tucano e Pasta Rosa. Se você acompanhou os últimos debates eleitorais, deve ter percebido que os nomes dos principais casos decorrupção do país foram disparados pelos candidatos à Presidência.
Os escândalos protagonizaram os ataques e foram usados como munição tanto por Dilma Rousseff (PT) quanto por Aécio Neves (PSDB) em uma das corridas eleitorais mais agressivas dos últimos anos.
Nesta sexta-feira, os presidenciáveis se encontram no último debate do segundo turno, na Globo. Provavelmente, muitos destes temas devem voltar à tona. 
Relembre e entenda os casos citados pelos presidenciáveis.
Operação Lava Jato
Denúncias do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef, apontam o envolvimento de executivos da estatal, políticos e empreiteiras em desvios de recursos em contratos da empresa. Segundo Costa, o PT ficava com até 3% do valor dos contratos.
A investigação, iniciada pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, está sob sigilo de Justiça, mas parte do conteúdo de depoimentos vazou por meio de veículos de imprensa durante as eleições.
O principal processo trata da lavagem de dinheiro nas obras da refinaria de Abreu e Lima, localizada em Pernambuco. O TCU (Tribunal de Contas da União) apontou reajustes irregulares nos contratos da Petrobras com empreiteras que resultaram em superfaturamento de R$ 367 milhões.
As acusações, que atingem majoritariamente políticos do PT e de partidos aliados, PMDB e PP, foram um prato cheio para Aécio contra Dilma.
Ainda assim, parte do escândalo respingou no PSDB, já que o então presidente nacional do partido, Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, é suspeito de ter cobrado R$ 10 milhões do ex-diretor da Petrobras para encerrar a CPI sobre o caso no Senado. Dilma aproveitou o fato para atacar o adversário. A denúncia foi feita em depoimento por Leonardo Meirelles, réu da operação e laranja de Youssef, mas a defesa do doleiro nega que a suposta negociação com os tucanos.
Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pela Revista VEJA, o doleiro teria dito à PF que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto Dilma "sabiam de tudo" sobre o esquema. A expectativa é que a informação seja usada por Aécio no debate desta sexta-feira.
Porto em Cuba
A inauguração do Porto de Mariel, situado 45 km a leste de Havana, em Cuba, contou com a presença de Dilma em janeiro deste ano. O empreendimento recebeu US$ 802 milhões em financiamento pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), suscitando críticas por parte da oposição.
Aécio defende que os recursos deveriam ser aplicados no próprio Brasil e não em Cuba. Em resposta, a presidente defende que o porto poderá aumentar "substancialmente" o volume de comércio da ilha, beneficiando empresas brasileiras.
Pasta Rosa
Em 1990, foram divulgados documentos comprovando uma contribuição de US$ 2,4 milhões do Banco Econômico para as campanhas de diversos candidatos que se tornariam aliados do governo tucano. Na época, empresas eram proibidas de financiar candidaturas.
O presidente do banco, Angelo Calmon de Sá chegou a ser indiciado pela Polícia Federal, mas, em 1995, no governo FHC, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, arquivou o caso. Ninguém foi punido.
Sivam
Na década de 1990, entre os mandatos de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso, a contratação de uma empresa americana sem licitação também acabou sem punições.
Escutas telefônicas gravadas pela Polícia Federal revelaram que o embaixador Júlio César Gomes dos Santos e o empresário José Afonso Assumpção teriam recebido propina para defender os interesses da Raytheon. A empresa dos EUA conquistou, sem licitação, um contrato de US$ 1,4 bilhão do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam).
A denúncia resultou na demissão do então ministro da Aeronáutica, Mauro Gandra, que estava na linha de frente das negociações, e no afastamento de Júlio César, hoje embaixador em Roma. Uma CPI sobre o tema foi encerrada em 2002 , mas ninguém foi considerado culpado.
Mensalão tucano
Conhecido como embrião do mensalão federal, o esquema de caixa dois ocorreu em Minas Gerais, em 1998, no governo de Eduardo Azeredo (PSDB). Segundo denúncias, estatais mineiras teriam investido R$ 5,17 milhões no esquema de arrecadação paralela do tucano.
Diferentemente do que aconteceu com o mensalão do PT, o mensalão mineiro ou tucano foi desmembrado no STF e a maioria das ações passou a tramitar na Justiça comum. Até hoje, ninguém foi condenado.
Cartel na CPTM e no Metrô de SP
A imprensa internacional e o Ministério Público brasileiro identificaram a formação de cartel em contratos do Metrô e da CPTM, empresas estatais do governo de São Paulo, entre 1998 e 2008 - governos tucanos de Geraldo Alckmin, José Serra e Mário Covas.
Atualmente, 34 executivos de multinacionais como Siemens, CAF e Alstom são investigados pelo Ministério Público. Até o momento, ninguém foi punido no Brasil.
Dilma e Aécio se enfrentam em debate no SBT: denúncias protagonizaram ataques© REUTERS/Paulo Whitaker Dilma e Aécio se enfrentam em debate no SBT: denúncias protagonizaram ataques
Nepotismo
Dilma acusou Aécio de empregar parentes durante o seu governo em Minas Gerais. Segundo a presidente, o tucano mantém “uma irmã, um tio, três primos e três primas”. Andrea Neves, sua irmã, trabalhou no Serviço Voluntário de Assistência Social da gestão de Aécio, um serviço sem remuneração, e, hoje, ela trabalha na campanha do candidato.
Como troco, o tucano disse que Igor Rousseff, irmão da petista, foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel e nunca apareceu para trabalhar. “A senhora diz que não nomeia parentes, mas a senhora pede para seus aliados nomearem", afirmou Aécio. A informação de que Igor não trabalha foi desmentida pelo governador eleito de Minas Gerais.
A legislação atual não especifica se o nepotismo se dá quando a nomeação é feita pelo próprio parente ou por políticos aliados.
Aeroporto de Cláudio
O governo de Aécio em Minas Gerais gastou R$ 13,9 milhões em verbas públicas para construir um aeroporto dentro de uma fazenda que pertence ao tio-avó do candidato do PSDB. O empreendimento fica no município de Cláudio, a 150 km de Belo Horizonte.
O tucano defende que a escolha do local permitiu que a obra fosse realizada com custo reduzido. A petista vê irregularidades no uso de dinheiro público em uma obra privada.

O aeroporto ainda não foi homologado para uso público pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o acesso continua restrito aos donos da fazenda.