quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Passageiro é assaltado à mão armada no metrô República


Tadeu Nunes
do Agora
O jornalista Felipe Oliveira, o Fefito, colunista do Agora, 32 anos, foi assaltado à mão armada na estação República do metrô, no centro da capital, anteontem, por volta das 20h30.
O local onde ele foi abordado pelos criminosos é o mesmo onde uma funcionária de uma cabine de recarga do Bilhete Único foi estuprada, em abril.
A estação, uma das mais movimentadas do metrô, recebe 167 mil passageiros em dias úteis.
O jornalista diz que entrou na estação pela rua do Arouche, escutando música no fone de ouvido e com o celular no bolso.
"Desci a escada rolante com mais gente. Quando chegamos no corredor que leva às catracas, vi dois homens de moletom vindo na direção oposta, falando bem alto. Todo mundo desviou deles, mas eles miraram em mim. Me abordaram e pediram meu celular, mas eu tentei me desvencilhar. Nesta hora, um deles me mostrou uma arma, discretamente, e a escondeu na blusa. O outro não estava armado. Aí eu entreguei só o celular", conta.
Segundo Fefito, em todo o corredor não havia nenhum segurança do metrô.
"Os primeiros seguranças que fui encontrar estavam perto das catracas, conversando. Perguntei o motivo de não haver sguranças na porta da estação e eles me responderam: 'São quatro entradas e nós estamos em dois. Como vamos fazer?'", diz.
Resposta
O Metrô disse em nota que os agentes de segurança da estação República foram acionados pelo jornalista Felipe Oliveira por volta das 20h30 de anteontem, e que "prontamente saíram em ronda atrás dos suspeitos".
Em nota, o metrô afirmou ainda que ofereceu assistência a Fefito para encaminhamento à polícia, mas que ele recusou a ajuda.
A companhia também afirmou que vai "apurar a conduta dos seguranças" que auxiliaram o jornalista.
Sobre as queixas de falta de segurança na República, o Metrô disse apenas que "conta com mais de mil agentes de segurança, uniformizados e descaracterizados, além de contar com câmeras de vigilância" em todas as estações.
Segundo nota, a câmera do acesso da rua do Arouche "apresentou problemas e está sendo substituída".

Moradores da Vila Alpina só têm água 3 horas por dia



William Cardoso
do Agora
Moradores da rua José Daniel da Silveira, 70, na Vila Alpina (zona leste de SP), reclamam que ficam até 21 horas por dia sem água.
Segundo eles, o abastecimento é cortado por volta das 9h e só é retomado após as 6h.
Segundo a aposentada Marisa Claudia Mola Androvic, 70 anos, o problema começou há um ano e foi se agravando ao longo do tempo.
Ela diz que, no início, faltava água durante a noite. Depois, a partir das 18h e então só até as 13h. Hoje, a situação é mais grave.
"Acontece com todo mundo da rua onde moro. O pessoal mesmo fala que tem que correr para lavar as coisas antes das 9h, porque vai faltar a água", afirma.
Até mesmo o banho na casa dela é tomado pela manhã, porque o chuveiro é ligado à água da rua e não à caixa da casa, que tem capacidade para 500 litros e serve as quatro pessoas que vivem lá.
"O que é isso que nós estamos sofrendo? É o racionamento. Não tiram a água por vários dias seguidos, mas temos durante só três, quatro horas por dia", diz.
Resposta
A Sabesp diz que, em relação à rua José Daniel da Silveira, só consta uma reclamação na central de atendimento, de 8 de junho, mas reconhece que o horário de redução de pressão foi alterado.
"Quando era abastecida pelo sistema Cantareira, a redução de pressão na região ocorria das 18h às 10h. Com a mudança para o Alto Tietê, ocorrida há dois meses, a gestão de demanda se verifica das 10h às 2h, conforme está informado no site da Sabesp", diz.
A Sabesp mandará equipe vistoriar o local.

Multa salgada por invasão de pista de ônibus está valendo


Hanuska Bertoia, Leda Antunes e Folha de S.Paulo
do Agora
Motoristas multados por invadir corredores e faixas exclusivas de ônibus na capital desde anteontem já vão receber a punição mais salgada, de R$ 191,54, além de sete pontos na habilitação.
A infração passou a ser considerada gravíssima e, em caso de flagrante, agora o veículo pode ser apreendido.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) avisou sobre a entrada em vigor das novas regras apenas por meio de seu site.
No final de julho, a presidente Dilma Rousseff (PT) havia sancionado o projeto que mudou o Código de Trânsito Brasileiro.
Até então, a invasão de corredores era considerada uma infração grave, com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na habilitação.
A circulação em faixas exclusivas era infração leve, no valor de R$ 53,20.
Na ocasião, a CET afirmou que o novo valor ainda não estava valendo para a capital, pois esperava a publicação de portaria do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para começar a fiscalização.
O órgão de trânsito dizia que era necessário treinar agentes, que passaram a aplicar esse tipo de multa na gestão Fernando Haddad (PT), e reprogramar os radares.
Ontem, a CET afirmou que, pelo fato de a lei ser federal, o aviso aos motoristas não era necessário.

Juiz Sérgio Moro manda soltar três investigados na Lava Jato



André Richter - Repórter da Agência Brasil

O juiz federal Sérgio Moro concedeu hoje (12) liberdade a três investigados na 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no último dia 3. Com a decisão, serão soltos Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, e o empresário Pablo Alejandro Kipersmit. Eles estão presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Em troca da concessão de liberdade, o juiz estabeleceu medidas cautelares, entre as quais a proibição de sair do país, mudar de endereço sem autorização da Justiça e de manter contato com outros investigados na Lava Jato. Para Moro, a prisão de Dirceu já é suficiente para interromper a atividade delitiva do grupo.
De acordo com o juiz, em relação aos três investigaddos, especialmente Luis Eduardo e Pablo Kipersmit, "embora não se possa falar que houve propriamente colaboração com a Justiça Criminal, houve, pelo menos, a admissão parcial de fatos importantes, o que também deve ser levado em conta nesse momento, pois pelo menos indicam menor risco às investigações que se seguirão. Assim, apenas para evitar a prodigalização da medida mais rigorosa, não é o caso de decretar a preventiva deles, nem de Luiz Eduardo, motivo pelo qual indefiro o requerido pelo MPF [Ministério Público Federal]", afirmou Moro.

STF começa a julgar hoje descriminalização do porte de drogas



André Richter - Repórter da Agência Brasil
Droga
Julgamento poderá ser adiado se um dos ministros pedir mais tempo para analisar o processo Divulgação Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar hoje (13) a descriminalização do porte de drogas para uso próprio.  A questão será julgada por meio de um recurso de um condenado a dois meses de prestação de serviços à comunidade por porte de maconha.  A droga foi encontrada na cela do detento. O recurso é relatado pelo ministro Gilmar Mendes.
O julgamento está previsto para começar às 14h e será iniciado com a leitura do relatório do processo. Em seguida, entidades de defesa e contra a descriminalização devem se manifestar, como a Viva Rio, o Instituto Sou da Paz e a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol). Após as sustentações orais, Mendes proferirá seu voto, e os demais ministros começam a votar. O julgamento poderá ser adiado se um dos ministros pedir mais tempo para analisar o processo.
Para o ministro Luís Roberto Barroso, além de decidir se é constitucional criminalizar o consumo de maconha, por exemplo, o julgamento poderá avançar na discussão sobre critérios objetivos para distinguir o que caracteriza tráfico e consumo. De acordo com o ministro, a definição não é “um debate juridicamente fácil nem moralmente barato, mas precisa ser feito”.
“É um debate muito importante e que vai ter uma influência na definição da política de drogas no país. No Brasil, acho que a questão da droga tem que levar em conta, em primeiro lugar, o poder que o tráfico exerce sobre as comunidades carentes e o mal que isso representa, em segundo lugar, um altíssimo índice de encarceramento de pessoas não perigosas decorrente dessa criminalização e, em terceiro, a questão do usuário”, argumenta Barroso.
O ministro Marco Aurélio entende que o uso de drogas é uma não é uma questão penal, mas de saúde. O ministro acredita que o Supremo não conseguirá estabelecer critério para a distinção entre usuário e traficante. “É o tipo de situação em que não dá para definirmos, neste julgamento,  quem é usuário e quem é traficante. Até mesmo para evocar quem é usuário ou traficante  e não porta grande quantidade de droga.”, diz.
No recurso, a Defensoria Pública de São Paulo alega que o porte de drogas, tipificado no Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), não pode ser configurado crime, por não gerar conduta lesiva a terceiros. Além disso, os defensores alegam que a tipificação ofende os princípios constitucionais da intimidade e a liberdade individual.

Modelo é presa suspeita de aplicar golpes em clientes na internet



© Fornecido por Notícias ao MinutoBruna Cristine Menezes de Castro, modelo fotográfica, de 25 anos, foi presa, na terça-feira (11), suspeita de estelionato, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, a jovem apelidada de "Barbie" mantinha perfis nas redes sociais de venda de produtos importados e aplicava golpes em clientes de Goiás e outros estados.
A defesa de Bruna, o advogado Flávio Cavalcante disse em entrevista ao G1 que apenas parte das afirmações da polícia é verdadeira. "Mas algumas não são de autoria dela", disse. No entanto, o defensor não quis entrar em detalhes. Ele informou ainda que a modelo contribuirá com as investigações.
Responsável pela investigação, o titular da Delegacia Estadual de Defesa do Consumidor (Decon), Eduardo Prado contou que 20 moradores de Goiânia já procuraram a delegacia, desde abril deste ano, para denunciar a jovem, com um prejuízo total de cerca de R$ 50 mil. Ele também investiga um caso do Rio de Janeiro e dois de Brasília.
"Ela usava desculpas como doenças de familiares para não entregar os pedidos dos clientes", revela o delegado. Segundo Prado, ela chegou a alegar que ela e o pai tinham câncer, para evitar de entregar os produtos comprados.
Segundo reportagem do G1, as vítimas formaram grupos nas redes sociais para tentar evitar que ela fizesse novas vítimas. Pelas denúncias na internet, Prado estima que centenas de pessoas tiveram prejuízo com a modelo.
O delegado informou que Bruna criava perfis com nomes falsos nas redes sociais. “Em alguns que ela dizia que era Maria. Ela ia cancelando as contas e criando outros perfis”, afirmou.

TCU dá mais 15 dias para Dilma se explicar após pedido do Senado

estadão


Brasília - Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) concederam nesta quarta-feira, 12, mais prazo para a presidente Dilma Rousseff esclarecer, e se defender, de distorções nas contas de 2014 encontradas pelos auditores do tribunal e pelo Ministério Público e que inicialmente não faziam parte dos questionamentos do TCU. Com isso, a presidente terá agora prazo adicional de 15 dias para responder.
A proposta foi encaminhada nesta tarde pelo ministro Augusto Nardes, relator do processo de análise das contas de 2014 no TCU. "Dois novos elementos que não foram contemplados no relatório inicial, em virtude de terem sido apresentados pelo Ministério Público fora do prazo regimental. Devemos agora realizar oitiva complementar à presidente Dilma Rousseff para que caso entenda ser necessário pronuncie-se acerca desses dois novos indícios de irregularidade", disse Nardes. "Vamos fazer todos os esforços para que o processo volte ao colegiado (de ministros) o mais breve possível", disse o relator.
As novas questões foram levantadas pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público de Contas, que atua junto ao TCU, e pelo ministro substituto André Luís de Carvalho. Entre elas, constam questionamentos sobre a edição de decretos presidenciais de abertura de crédito suplementar pelo Ministério do Trabalho, no valor de R$ 9,2 bilhões, e omissões sobre os financiamentos concedidos pelo BNDES a grandes empresas.
Foi a pedido da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal, realizado na terça, que o TCU decidiu conceder novo prazo. O colegiado aprovou um requerimento solicitando a prorrogação com amplo apoio da base aliado, num contexto de reaproximação entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A informação foi antecipada ontem pelo 'Estado'.
O governo vê com bons olhos o prazo adicional uma vez que dará tempo, também, para o caso das pedaladas fiscais "esfriar". As pedaladas constituem a principal distorção nas contas de 2014 e podem fazer o TCU rejeitar as contas federais, impulsionando no Congresso Nacional, o responsável pela decisão final deste processo, um pedido de impeachment da presidente por parte da oposição.
O prazo extra atende ao interesse do Planalto, que tenta adiar a apreciação do caso na corte de contas para depois de setembro. A aposta é que, até lá, as crises política e econômica esfriem, abrindo caminho para um desfecho favorável a Dilma.
Mais prazo. Inicialmente, Nardes propôs 10 dias, mas o ministro Bruno Dantas solicitou 30 dias. Ele também chamou de "novela" a análise das contas federais de 2014 da presidente Dilma Rousseff. "Não vemos mais a hora de encerrar esse tema e concluir essa apreciação. Essa é a posição dos ministros, dos procuradores e dos nossos auditores, tenho certeza", disse ele.
"Como se trata de tema bastante novo e efervescente, não poderíamos simplesmente examinar dois novos pontos sem reabrirmos o prazo para a defesa", disse Bruno Dantas, que justificou seu pedido por prazo adicional por um risco de "judicialização". "Na sessão de junho demos 30 dias para a presidente esclarecer 13 irregularidades. Agora que temos mais duas fico a me perguntar se não correríamos o risco de abrir um flanco de judicialização. Um questionamento sobre um prazo de 30 dias antes e agora somente 10 dias", disse Dantas.
"Isso realmente precisa acabar", reforçou o ministro José Múcio Monteiro, que relatou outro processo dramático para o governo, exclusivo sobre as "pedaladas fiscais", realizado em abril. Na ocasião, o TCU condenou, de forma unânime, a prática do governo de atrasar propositalmente o repasse de recursos do Tesouro Nacional para a Caixa, que precisou usar recursos próprios para continuar pagando em dia programas obrigatórios, como Bolsa Família e seguro-desemprego. De todas as irregularidades encontradas pelos técnicos do TCU nas contas de 2014, as pedaladas são as mais dramáticas para o governo.
Depois do debate entre ministros, decidiram por 15 dias.

STF propõe reajuste salarial a ministros e servidores que terá impacto de R$ 117 milhões


Agência O Globo

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal ( STF) decidiu nesta quarta-feira, em sessão administrativa, enviar ao Congresso projeto de lei aumentando os salários dos ministros da corte em 16,38%. O salário passaria de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38. O impacto aos cofres públicos seria de R$ 117 milhões para todo o Judiciário.
Na mesma sessão, ficou decidido que o STF enviará ao Executivo proposta de reajuste aos servidores do Judiciário, em greve, proposta de reajuste de 41,47%. O percentual foi definido depois de dezenas de reuniões entre técnicos do STF e do Ministério do Planejamento.
O presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, ressaltou que as negociações foram prejudicadas pela crise econômica. Ele garantiu que esse é o maior percentual que o Erário pode suportar neste momento.
A proposta de reajuste para os servidores será enviada ao Palácio do Planalto, que tem o papel de reencaminhar ao Congresso. O tema vai tramitar junto com o Orçamento de 2016.

'Jamais cogito renunciar', afirma Dilma em entrevista


mingdilma: Dilma. Sem firmeza© Fornecido por Estadão Dilma. Sem firmeza
São Paulo - A presidente Dilma Rousseff disse na noite desta quarta-feira, 12, que jamais cogitou renunciar ao cargo. "Jamais cogito em renunciar", disse em entrevista ao SBT Brasil. A quatro dias das manifestações previstas em todo o País, cujo um dos motes será o seu pedido de impeachment, Dilma argumentou que em uma democracia não se afasta um governante eleito "legitimamente pelo voto popular" por causa de divergências de posição política.
A presidente disse que há uma intolerância crescente no Brasil, não da sociedade, mas das elites. Ela disse que apesar das críticas e do clima acirrado, não vê contra si uma movimentação de golpe, mas reconheceu o que chamou de uma "iniciativa incipiente". "Vejo uma tentativa ainda bastante incipiente e muito artificial de criar um clima desse tipo", destacou.
Ao citar a postura de Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas, Dilma fez uma construção histórica para afirmar que no passado recente da história brasileira "sistematicamente houve tentativa de golpe contra todos os presidentes". E sustentou a argumentação de seu governo de que é preciso defender a democracia e as instituições. "A democracia exige respeito à instituição, o que é fundamental não para mim, mas para a instituição (Presidência da República) e para todos os presidentes que vierem depois de mim."

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Moody's rebaixa nota do Brasil, mas mantém grau de investimento








Nem um mês depois da nota de crédito do Brasil ser revisada pela Standard & Poor's, agora foi a vez da Moody's rever a perspectiva do País. A agência de classificação de risco Moody's decidiu rebaixar a nota de risco de crédito do Brasil. O rating passou de Baa2 para Baa3, nota que ainda coloca o País na lista dos bons pagadores, aqueles que possuem o chamado grau de investimento. O rating, porém, agora fica apenas um patamar acima do grau especulativo.
A perspectiva para as próximas revisões passou para estável.  Antes, ela estava negativa. Apesar do rebaixamento da nota, a leitura inicial do mercado foi positiva, visto que a tendência agora é de o rating permanecer no mesmo patamar nas próximas revisões. O Ibovespa reduziu as perdas no fim do pregão e caiu 0,57% no fechamento.
Em nota, a Moody's justificou a decisão dizendo que "o desempenho econômico mais fraco do que se esperava, a tendência relacionada de elevação dos gastos do governo e a falta de consenso político sobre reformas fiscal vai impedir as autoridades de alcançarem superávits primários suficientemente altos para conter e reverter a tendência de elevação da dívida neste ano e no próximo, e vão desafiar sua capacidade de fazê-lo mais tarde".
A Moody's também afirma que "como resultado disso, a carga da dívida do governo e a capacidade de pagamento continuarão a deteriorar materialmente em 2015 e em 2016, em comparação com as expectativas anteriores da agência de rating, para níveis materialmente piores do que outros países com ratings Baa. A Moody's tem a expectativa de que a carga de dívida crescente se estabilize somente perto do fim do governo atual".
As reservas internacionais foram elogiadas. Para a Moody's, "o Brasil retém vários pontos positivos em termos de crédito que se refletem no rating Baa3: sua capacidade para resistir a choques financeiros externos, tendo em vista as amplas reservas internacionais; um balanço do governo com exposição relativamente limitada a dívidas em moeda estrangeira e a dívidas de não-residentes, em comparação com países com ratings semelhantes; e uma economia grande e diversificada".
Vale lembrar que no fim de julho foi a vez da agência S&P alterar a perspectiva do rating BBB- do Brasil para negativa, de estável. A nota da agência também representa apenas um degrau acima do grau especulativo. Segundo a agência, o Brasil enfrenta desafios políticos e circunstâncias econômicas, apesar das mudanças feitas pela presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato. 

Jovem é preso acusado de furtar cofre da Ciretran de Araçariguama

Jornal Cruzeiro do Sul


Lucas Cordeiro da Silva Amorim, de 21 anos de idade, foi preso na madrugada de ontem acusado de furtar o cofre da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Araçariguama. O furto aconteceu em torno das 4h, com o acesso obtido por duas janelas, que tiveram os vidros quebrados. O acusado, detido momentos depois por policiais rodoviários da Base daquele município, estava com o cofre, ainda fechado, em seu carro. A intenção, segundo declarou aos PMs, era vender os documentos em branco para estelionatários. A comercialização lhe renderia mais de R$ 100 mil. Porém, na Delegacia de Araçariguama, o acusado disse apenas ter feito o "cavalo", ou seja, somente faria o transporte.

Supremo julga amanhã se porte de drogas é crime


Folha de S.Paulo
Um flagrante de porte de maconha em julho de 2009 dentro do Centro de Detenção Provisória de Diadema (ABC) vai guiar o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), marcado para amanhã, que decidirá se é crime ou não portar drogas para consumo.
A partir da pena imposta ao detento, um mecânico de 55 anos, a Corte discutirá a constitucionalidade de artigo da Lei Antidrogas que criminaliza o porte de entorpecentes.
Em uma inspeção de rotina na cela que abrigava 33 pessoas, os agentes encontraram a maconha dentro de um marmitex.
Francisco Benedito de Souza, detento que acompanhava a inspeção, assumiu a droga –posteriormente, em juízo, ele negaria.
Francisco chegara à cadeia um mês antes de ser flagrado com os três gramas da droga.
Processado por porte de armas, roubos, contrabando, ele fora condenado a mais de dez anos de prisão.

Adolescentes atiram pedras em ônibus na zona leste


Rafael Ribeiro
do Agora
Ônibus que circulam pela avenida Aricanduva, na região do Parque do Carmo (zona leste), vêm sendo apedrejados durante a tarde e a noite há pelo menos 20 dias, segundo passageiros, moradores e comerciantes da região.
Ao menos um homem ficou ferido.
A suspeita é a de que crianças e adolescentes sejam os responsáveis, e que os ataques seriam uma brincadeira de mau gosto.
Um passageiro foi atingido por uma das pedras no último domingo, segundo foto divulgada por páginas sobre a zona leste no Facebook.
Segundo testemunhas, os autores são crianças e adolescentes de uma favela próxima.
Eles brincam no canteiro do córrego Aricanduva, onde há pedras deixadas pelo rompimento de parte de obras de canalização.

Morador reclama de falhas em iluminação na zona sul


Tadeu Nunes
do Agora
Moradores da rua Joaquim dos Santos, no bairro Jardim Imperial, em Interlagos (zona sul), têm reclamado de problemas na iluminação da via.
O aposentado José Carlos de Borba, 62 anos, disse que há cerca de dois ou três meses a luz do poste da frente de sua casa fica piscando durante a noite.
Segundo ele, os outros postes da rua também têm esse problema.
"Não tem horário certo. Às vezes, depois das 20h, ela já começa a falhar. Outras, depois das 21h. A luz apaga, dá uma esfriada e depois volta de novo. Anteontem, mesmo, a luz começou a apagar mais tarde, lá pelas 22h. Tem muitas árvores aqui na rua e, quando a luz apaga, fica muito escuro", afirmou o aposentado.
Borba conta que tem seis protocolos de reclamação junto ao Ilume (Departamento de Iluminação Pública).
"Cada vez que eu ligava para eles, nos davam 48 horas para voltar a luz, mas não vinham resolver", afirma.
Resposta
O Ilume (Departamento de Iluminação Pública), da Secretaria Municipal dos Serviços de São Paulo, afirmou que uma equipe de manutenção da companhia compareceu à rua Joaquim dos Santos, no Jardim Imperial, Interlagos (zona sul da capital), na noite de anteontem e que "realizou a troca de uma lâmpada que estava oscilando, normalizando a iluminação pública do local".

Motoristas do Uber criam táticas para evitar taxistas

Motorista do Uber parou de usar terno e gravata

Tadeu Nunes
do Agora
Motoristas do Uber, o táxi pela internet, já têm estratégias para evitar confusões e discussões com taxistas da capital, que afirmam que o serviço é ilegal.
As táticas vão desde não usar terno e gravata a combinar com os passageiros de dizer que são parentes ou amigos em caso de fiscalização da prefeitura ou de abordagem de taxistas.
No sábado de madrugada, um motorista do Uber foi sequestrado e agredido no Itaim Bibi (zona oeste) por homens que disseram ser taxistas.
O carro dele ficou danificado. O local é conhecido por concentrar baladas.
E são justamente regiões com bares e muito movimento à noite que estão sendo evitadas pelos motoristas do Uber ouvidos pelo Agora.
Segundo eles, nesses locais há muitos taxistas.

Ministério da Saúde lança campanha de vacinação contra paralisia infantil



Aline Leal – Repórter da Agência Brasil
O ministro da Saúde, Arthur Chioro apresenta a Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e atualização da caderneta infantil (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresenta a Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite e atualização da caderneta infantilMarcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério da Saúde lançou hoje (11) a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, voltada para crianças de seis meses a cinco anos incompletos. A campanha começa no próximo sábado (15) – o dia D da vacinação – e vai até 31 de agosto.
A meta do governo é vacinar 12 milhões de crianças contra a doença. Esta também é uma oportunidade de os pais atualizarem o calendário vacinal das crianças de até cinco anos com outras vacinas que estão vencendo ou em atraso.
No próximo sábado, 100 mil postos estarão abertos para a campanha. “Temos que adaptar a campanha à realidade da população brasileira, que vive em condições muito diferentes. Precisamos garantir que a vacina chegue de forma muito segura e ágil para as populações ribeirinhas, indígenas, nos assentamentos rurais, quilombolas, nas periferias das grandes cidades”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
O ministro ressaltou a importância de os responsáveis levarem a caderneta de vacinação, para que os profissionais possam avaliar se a criança deixou de receber alguma vacina do calendário do SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento contra a poliomielite, por isso a importância da prevenção. A vacina só é contraindicada para crianças com infecção aguda, com febre acima de 38º C ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina.
Faz 26 anos que o Brasil não tem casos de paralisia infantil. Mesmo assim, segundo a Organização Mundial da Saúde, nove países registraram casos da doença nos últimos dois anos. Em três países, Nigéria, Paquistão e Afeganistão, a poliomielite é endêmica.“É fundamental que as nossas crianças continuem sendo vacinadas para que não tenhamos a reintrodução do vírus no pais”, disse a coordenadora do programa nacional de imunizações, Carla Domingues.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, não leva a morte, mas deixa sequelas no sistema nervoso como paralisia irreversível, principalmente nas pernas. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

Marcha das Margaridas: 32 anos depois, líder ainda influencia mulheres do campo



Mulheres camponesas viajam mais de 40 horas de ônibus para a Marcha das Margaridas, em Brasília. Elas buscam mais representatividade e melhores condições de trabalho e de vida no campo (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Mulheres camponesas viajam mais de 40 horas de ônibus para a Marcha das Margaridas, em Brasília. Elas buscam mais representatividade e melhores condições de trabalho e de vida no campo (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Três meses antes de ser assassinada na porta de casa, na frente do marido e do filho pequeno, a líder sindical paraibana Margarida Maria Alves disse, em um discurso de comemoração pelo 1° de maio (Dia do Trabalhador), que era melhor morrer na luta do que morrer de fome. Trinta e dois anos depois de sua morte, as palavras de Margarida ainda ecoam entre as mulheres trabalhadoras rurais e dão força para a luta diária por representatividade e melhores condições de trabalho e de vida no campo.

Outra frase famosa do mesmo discurso, “da luta eu não fujo”, está gravada em umas das paredes da antiga casa de Margarida Alves, que se transformou em museu em 2001. Na construção simples, uma geladeira azul que foi da camponesa ainda está guardada. Nos quatro cômodos da casinha de fachada amarela também estão à vista documentos da época em que Margarida liderava o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, atas de reuniões, instrumentos usados pelos trabalhadores no corte da cana-de-açúcar para as usinas, fotos e objetos pessoais: uma camisa branca com bordado de flores, os óculos, o chapéu usado por ela quando visitava os trabalhadores na roça e uma bolsa.
Nas paredes, recortes de jornais de todo o país e alguns do exterior dão a dimensão da repercussão do crime ocorrido em 12 de agosto de 1983. O assassinato chamou a atenção do Brasil para o clima de tensão entre sindicatos e latifundiários da região do Brejo Paraibano nos anos 1980. Como Margarida Alves, outras lideranças de trabalhadores também estavam marcadas para morrer. Mesmo diante das ameaças, a campesina não se intimidou e só teve a voz calada pela espingarda calibre 12 de um matador de aluguel. Mesmo com a exposição nacional do crime, que chegou a ser denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, 30 anos depois nenhum dos mandantes foi condenado.
Luta sindical
Entrar na casa onde viveu a amiga faz a violeira e repentista Maria da Soledade Leite se emocionar. “Margarida era uma mulher determinada, Margarida não era dessas de baixar a cabeça”, conta, sem esconder o orgulho da companheira que foi a primeira mulher a presidir um sindicato de trabalhadores na Paraíba.

“O trabalhador tinha a maior confiança nela, nós tínhamos, porque ela quando ingressava numa luta, ia até o final. A luta de Margarida era pelo décimo terceiro, pela carteira assinada, pelo direito ao sítio, porque os patrões plantavam a cana até na porteira da casa, quando a gente abria a porta da casa já estava dentro dos canaviais, a luta dela era para que o trabalhador tivesse uma areazinha onde pudesse ter suas plantações, enfim, poder dar uma vida digna à sua família.”
Soledade e Margarida se conheceram em Alagoa Grande em 1975 e lutaram juntas pelas mesmas causas, na militância sindical e também por meio da arte dos repentes e dos cordéis. Quando Margarida morreu, a homenagem da amiga foi em forma de verso: “Dia 12 de agosto nasceu um sol diferente/um aspecto de tristeza, o sol frio em vez de quente/ era Deus dando o sinal da morte de uma inocente (…) Jesus Cristo deu a vida pra redimir os pecados/ Tiradentes pela pátria foi morto e esquartejado/ Margarida na defesa dos pobres e necessitados”, escreveu na época. “Ela gostava muito de poesia”, lembra Soledade.
Se a saudade ficou registrada no poema, a memória de Margarida continua inspirando Soledade a cantar e brigar pelos direitos das mulheres paraibanas. Desde 2000, a violeira participa da Marcha das Margaridas – mobilização inspirada na líder campesina – e só não vai se juntar à caminhada em Brasília este ano por causa de uma dor no joelho. “O nome de Margarida ficou imortalizado, onde a gente estiver, sempre o nome de Margarida vai estar na frente. Se a gente vai cantar, se a gente quer representar alguma coisa de garra da mulher, a gente diz que é uma Margarida, forte como Margarida, sempre o nome de Margarida.”
Inspiração
A trajetória da líder sindical também é usada como referência pela assessora técnica da organização não governamental AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, Adriana Galvão Freire, para incentivar outras mulheres a buscar seus direitos. A organização atua no Polo da Borborema, uma articulação sindical e de entidades da agricultura familiar de 14 municípios da microrregião do Brejo Paraibano.
“A Margarida é uma grande inspiração para a gente, assim como outras mulheres que a gente também foi perdendo no caminho pela violência”, diz Adriana.
“A gente sempre usa Margarida como uma referência, uma inspiração para a nossa luta. Ela sempre faz parte do nosso processo, como uma inspiração de que o lugar da mulher também é na luta, como ela mesma dizia. Essas frases, a figura, a força de Margarida sempre contagiam”, completa.
Para que a impunidade do caso Margarida Alves não se repita, mulheres e jovens do Polo da Borborema se mobilizam há dois anos para pedir justiça pelo assassinato da agricultora Ana Alice Valentin, estuprada e morta quando voltava da escola, aos 16 anos, por um vaqueiro. No próximo dia 18, o caso vai a julgamento e o grupo vai acompanhar a sessão com uma manifestação e uma vigília.

A história da mulher brutalmente morta que virou mártir no Afeganistão



Reuters: Jovem foi linchada até a morte, depois de ser falsamente acusada de queimar o Alcorão© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Jovem foi linchada até a morte, depois de ser falsamente acusada de queimar o Alcorão Em março, uma mulher de 27 anos foi brutalmente assassinada por uma multidão em Cabul, capital do Afeganistão.
Ela foi espancada com paus e pedras até a morte por um grande grupo, composto em sua maioria por homens, perto de um templo, depois de ser falsamente acusada de ter queimado uma cópia do Alcorão.
O linchamento de Farkhunda Malikzada desencadeou uma onda de luto e vergonha no país, provocou grandes protestos e resultou no julgamento dos acusados. Mas alguns dos condenados tiveram suas sentenças diminuídas e outros já saíram da prisão.
O incidente ocorreu dois dias antes do Ano-Novo afegão. Farkhunda havia prometido à mãe, Bibi Hajera, que ajudaria nos preparativos da festa quando voltasse da aula que participaria naquele dia, uma prática de recitar o Alcorão.
Ela trabalhava como professora voluntária enquanto estudava a lei islâmica, queria se casar e formar uma família, mas também sonhava em ser juíza.
"Farkhunda era corajosa e não tinha medo de falar o que pensava", disse Bibi Hajera.

Filmada

O que aconteceu com a jovem, além de chocar o país, também virou manchete na imprensa mundial.
No caminho de volta para casa, Farkhunda parou no templo Shah-e Du Shamshira, no centro da cidade. Fez orações e então entrou em uma discussão a respeito da venda de amuletos - pequenos pedaços de papel com versos do Alcorão.
Farkhunda argumentava que o gesto seria supersticioso e não islâmico quando o zelador do templo, Zain-ul-Din, começou a gritar: "Esta mulher é uma americana e ela queimou o Alcorão!".
Uma multidão se aglomerou e alguns começaram a filmar com celulares. As imagens são muito chocantes, mas Bibi Hajera assistiu.
Farkhunda, usando um véu, está dentro do portão do templo, negando que queimou o Alcorão.
"Os americanos a enviaram", grita um homem. "Não me chame de americana!", responde Farkhunda. "Se você falar alguma coisa, vou arrebentar sua boca", responde o homem.
Ela ainda pede para não ser filmada, mas o vídeo continua. Farkhunda é então arrastada para fora do templo, jogada no chão e chutada, enquanto a multidão grita: "Mate-a!".
Depois de alguns disparos feitos pela polícia, a multidão se afasta e é possível ver a jovem sentada no asfalto, a coluna reta, o véu foi arrancado, sem um dos sapatos, o cabelo desarrumado, mãos e rosto vermelhos, cobertos de sangue. Aturdida, Farkhunda encara a câmera.
"O que dói o coração é quando ela está sentada assim e a cabeça está sangrando. A polícia fica parada lá. Por que eles não trouxeram um carro, ou uma policial?", pergunta Bibi Hajera.
A polícia desistiu de afastar a multidão. As imagens mostram os policiais assistindo enquanto Farkhunda é jogada no chão, chutada, espancada com pedaços de madeira e atropelada por um carro que a arrastou por 200 metros.
"Eles foram negligentes. Era dever deles evitar que a senhorita Farkhunda fosse martirizada desta forma", disse o general Zahir Zahir, chefe da investigação criminal da polícia de Cabul.
Farkhunda ainda foi arrastada pela rua, jogada em um leito de rio seco e apedrejada. A multidão ainda ateou fogo ao corpo da jovem depois do apedrejamento.

Compartilhamento e apoio

O vídeo do linchamento logo foi publicado e compartilhado na web. Muitas pessoas se gabaram online de terem participado do episódio; outras elogiaram os linchadores.
Apesar de o presidente Ashraf Ghani ter condenado o linchamento e ordenado uma investigação, algumas autoridades apoiaram o crime, incluindo o vice-ministro da Informação e Cultura, Semin Ghazai Hasanzada, e o porta-voz da polícia de Cabul, Hashmat Stanekzai.
No dia seguinte, depois das orações de sexta-feira, alguns imãs importantes do país também apoiaram o linchamento.
A polícia disse à família de Farkhunda que deixasse Cabul por motivos de segurança.
Na noite do dia seguinte ao linchamento, a narrativa mudou. Uma investigação do Ministério de Assuntos Religiosos não encontrou provas de que Farkhunda tivesse ateado fogo ao Alcorão.
Imãs e oficiais recuaram nos comentários de apoio à morte dela e, depois, Hasanzada e Stanekzai foram demitidos.

Da aversão ao martírio

Bibi Hajera, a mãe, se lembra de ir ao necrotério reconhecer o corpo da filha.
"Abri zíper do saco plástico. Disse: 'Farkhunda, minha filha', falei com ela, limpei suas mãos e rosto. As mãos e pés estavam queimados e feridos, o rosto dela estava todo queimado", disse.
"'Por que eles fizeram isso com você, minha menina?' Senti como se ela estivesse me falando: 'Eu era inocente. Eu era inocente, mãe.'"
Farkhunda passou de alvo a mártir. Mais de mil pessoas foram ao seu enterro.
Em um ato sem precedentes para um país onde funerais são eventos apenas para homens, o caixão dela foi levado por mulheres.
"Minhas amigas e eu prometemos umas às outras: 'Não vamos deixar nenhum homem tocar neste caixão", disse a ativista pelos direitos da mulher Sahra Mosawi. "Eles chegaram e nós falamos: 'Não encostem. Onde vocês estavam no dia em que 150 homens atacaram Farkhunda?'."
"Foi a primeira vez no Afeganistão que vi mulheres apoiando umas às outras, juntas."
Dois dias depois, no dia 24 de março, milhares de mulheres e homens protestaram em Cabul, gritando "Somos todos Farkhunda!" e exigindo justiça. Alguns dos manifestantes pintaram o rosto de vermelho, lembrando a imagem da jovem.

Condenação

Quarenta e nove homens foram acusados por envolvimento com o assassinato.
O julgamento foi transmitido pela televisão seis semanas depois. Onze policiais foram sentenciados a um ano de prisão por não terem defendido Farkhunda, oito civis foram condenados a oito anos de detenção e quatro pessoas foram sentenciadas à morte - entre elas Zain-ul-Din, o zelador do templo, e Yaqoob, adolescente que trabalhava em uma loja próxima do local e aparece no vídeo apedrejando a jovem.
Os pais do adolescente condenaram o linchamento e disseram que o filho era um jovem que "perdeu o controle devido ao fervor religioso".
"Se eu estivesse lá, talvez eu tivesse dito a ele que não fizesse aquilo. (...) Mas, ainda assim, se há mil pessoas falando algo, você acaba ficando emotivo", disse o pai, Mohammad Yasin.

Afegãos comuns

Um dos aspectos perturbadores é que os que mataram Farkhunda não eram extremistas religiosos - eram afegãos comuns.
Muitos que aparecem nos vídeos não usam roupas tradicionais, apenas jeans e camisetas. Yaqoob mesmo gostava de boxe e futebol.
"Os homens que atacaram Farkhunda eram, na maioria, aqueles que viveram em Cabul e cresceram durante o governo (do ex-presidente Hamid) Karzai. Aprenderam a usar jeans e parecer modernos, mas a mentalidade em relação à mulher não mudou", disse Sahra Mosawi.
Rula Ghani, primeira-dama afegã, disse à BBC que todo afegão deveria ser obrigado a se perguntar a razão de tal ato ser possível no país.
"Acho que indica que a sociedade afegão está vivendo em um clima de violência há muitos e muitos anos, desde o início da guerra civil. Foi um alerta para todo afegão - para que eles se examinem e digam 'tenho uma mãe, tenho uma irmã, tenho uma filha - quero que elas corram este risco toda vez que saírem à rua?'."
Farkhunda foi declarada oficialmente como mártir, honra geralmente reservada apenas a soldados mortos. A rua onde ela foi morta foi rebatizada com seu nome.
Mas houve decepção entre os que protestaram gritando "Somos Farkhunda!" e esperavam que a morte da jovem mudasse o país.
Nenhuma nova lei foi criada para evitar a violência contra as mulheres.
No mês passado, a corte de apelações de Cabul revogou as sentenças de morte dos quatro homens em uma sessão a portas fechadas. Três foram condenados à 20 anos de prisão e Yaqoob, a dez.
Os 11 policiais presos já foram libertados sob fiança, segundo a Promotoria de Cabul. Najla Raheel, advogada da família de Farkhunda, disse que quatro foram absolvidos e todos já voltaram ao trabalho, no Ministério do Interior.
A história de Farkhunda destaca, entre outras coisas, um clima generalizado de misoginia na sociedade afegã.
E, apesar da resposta à morte dela ter mostrado que há afegãos que querem mudança, ativistas dizem que avanços reais podem levar pelo menos uma geração.
"Temos que continuar lutando para melhorar as coisas. Pois, no fim, este país tem que ser melhor do que isso", disse Sahra Mosawi.



Líder do PSC anuncia saída do partido da base



© Fornecido por Notícias ao Minuto

 O líder do PSC no Senado, Eduardo Amorim (SE), anunciou hoje (11) a saída do partido da base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff. “O partido fez uma convenção recentemente e tomou essa decisão. Já vinhamos fazendo uma oposição de fato, mas vamos continuar fazendo oposição de forma responsável e construtiva”, afirmou o senador.
Amorim disse que o país vive um momento difícil e a população está “sofrendo muito” com a crise no país.

“O partido tomou essa decisão pelo caminho equivocado que o governo vem tomando, não só na economia, mas em diversas outras áreas”, afirmou o senador.
De acordo com Amorim, a decisão foi tomada pela Executiva Nacional do PSC na segunda-feira da última semana e será também oficializada, ainda hoje, pelos líderes do partido na Câmara dos Deputados. Na última semana, o PDT e o PTB na Câmara dos Deputados anunciaram a saída da base aliada do governo.
O líder Eduardo Amorim é o único representante do PSC no Senado. Na Câmara dos Deputados, o partido tem 13 representantes. Com informações da Agência Brasil.

Juristas apoiam manifesto pedindo renúncia de Dilma



© Fornecido por Notícias ao MinutoCerca de 200 juristas reunidos nesta terça-feira, 11, em São Paulo, apoiaram um manifesto que pede que a renúncia imediata da presidente Dilma Rousseff. O ato foi organizado pela associação dos ex-alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que celebra nesta terça-feira, 11, o Dia do Advogado - no dia 11 de agosto de 1827 foi instalado o primeiro curso de Direito do Brasil.
"A comunidade jurídica, despida de qualquer uniforme partidário (?) declara que urge um gesto de grandeza política, para que a senhora presidente da República preserve tanto as instituições que jurou defender como sua própria biografia. Renúncia já", diz o documento. O manifesto foi redigido pelo advogado Flavio Flores da Cunha Beirrenbach, ex-ministro do Superior Tribunal Militar (STM), ex-deputado pelo MDB e presidente da associação dos ex-alunos.
Entre os juristas presentes na plateia e que apoiaram a iniciativa estavam dois ex-ministros da Justiça, José Gregori e Miguel Reale Junior, ambos do governo Fernando Henrique Cardoso, o ex-deputado Almino Afonso, o jurista Modesto Carvalhosa e o ouvidor geral do Estado de São Paulo, Gustavo Ungaro.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre Moraes (PMDB), também esteve no evento e aplaudiu a leitura do manifesto, mas preferiu não assinar o documento e deixou o local sem falar com a imprensa.
"A comunidade jurídica está muito consciente que os caminhos de afastamento da presidente são longos: impeachment, representação por crime comum ou o processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O País se encontra em uma situação terminal. A situação política e econômica exige uma medida urgente e a única possível dentro do processo democrático é a renúncia", disse Miguel Reale Junior.
Coordenador do comitê financeiro da campanha presidencial de Aécio Neves no passado, José Gregori também defendeu a renúncia, mas criticou a iniciativa de parte do PSDB que defende a realização de novas eleições. "Novas eleições só no bojo de um processo constitucional. Do contrário é golpe de estado. Isso seria ferir de morte toda a tradição democrática do PSDB", afirmou o ex-ministro.
"Já a renúncia é um ato unilateral. É preciso que a pessoa tome essa decisão. Tem a renúncia tresloucada, como a do Jânio (Quadros) e tem a renúncia construtiva, como a de Charles De Gaule depois de maio de 1968. Pode ser um ato de grandeza de uma pessoa que sente que o Brasil caminharia melhor sem a sua presença", concluiu Gregori. Com informações do Estadão Conteúdo.

Câmara entra com ação para que Catta Preta esclareça informações dadas em entrevista à TV

Agência O Globo

Agência O Globo



BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados entrou com uma interpelação na Justiça Federal de Barueri (SP) para que a advogada Beatriz Catta Preta esclareça declarações que deu em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. Ela defendia vários delatores da Operação Lava-Jato, mas deixou o caso porque, segundo ela, foi ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras. A advogada, porém, não deu nomes. O procurador parlamentar da Câmara, o deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), negou que a interpelação judicial represente uma ameaça à advogada, mas não descartou entrar como uma ação contra ela por difamação.
— Ela (Catta Preta) não é obrigada a responder. Porém, se não o fizer, ingressaremos com ação judicial de difamação e principalmente por danos morais contra a imagem da Câmara dos Deputados — afirmou Cajado, acrescentando que não podem ficar no ar acusações genéricas contra todos os integrantes da CPI e da Câmara.
Questionado se isso não seria uma ameaça contra Beatriz Catta Preta, Cajado negou.
— Nós não estamos ameaçando a doutora Beatriz Catta Preta, pelo contrário. Nós estamos democraticamente tentando clarear essas acusações. Queremos fazer com que a sociedade e inclusive os membros Câmara dos Deputados possam ter essas informações. Se ela foi ameaçada, eu acho que ela tem que ver a público e dizer quem a ameaçou, de que forma se deu essa ameaça — disse Cajado.
O deputado informou que a interpelação foi ajuizada na última sexta-feira, mas ainda não há um juiz para analisar o caso. Segundo ele, a Justiça Federal de Barueri está funcionando mais lentamente que o normal, em razão de uma greve ou de uma “operação tartaruga”. A interpelação ocorreu por ser a cidade onde a advogada mora.

Dinheiro liga doleiro da Lava-Jato a obra no prédio de Lula


Agência O Globo


GFD, empresa de Youssef, deu R$ 3,7 milhões à Planner, que pagou R$ 3,2 milhões à OAS durante a construção.© Foto: André Coelgo/Agência O Globo GFD, empresa de Youssef, deu R$ 3,7 milhões à Planner, que pagou R$ 3,2 milhões à OAS durante a construção. Um grupo empresarial que recebeu R$ 3,7 milhões da GFD, empresa usada para lavar dinheiro do doleiro Alberto Youssef, repassou quase a mesma quantia para a construtora OAS durante a finalização das obras de um prédio no Guarujá onde o ex-presidente Lula tem apartamento. Entre 2009 e 2013, a empresa de Youssef fez vários pagamentos para a Planner, uma corretora de valores mobiliários. Em 2010, a Planner pagou à OAS R$ 3,2 milhões.
A suspeita do Ministério Público Federal é que parte do dinheiro de Youssef repassado à Planner possa ter sido usado para concluir a obra iniciada pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), que foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Vaccari e Youssef estão presos na Operação Lava-Jato.
O repasse da GFD para a Planner aparece entre os primeiros documentos analisados pela Polícia Federal depois da quebra de sigilo fiscal das empresas de Youssef. Já a negociação financeira entre a OAS e a Planner consta do processo que investiga irregularidades na Bancoop que tramita na 5ª Vara Criminal de São Paulo, segundo documentos obtidos pelo GLOBO em cartório de registro de imóveis do Guarujá.
A OAS afirmou na terça-feira que a Planner foi usada apenas para a emissão de debêntures (títulos da empresa). Carlos Arnaldo Borges de Souza, sócio da Planner, afirmou que o dinheiro da GFD refere-se à “compra e venda de ações”. Disse ainda que o repasse de R$ 3,2 milhões para a OAS foi resultado da compra de debêntures emitidas pela construtora, que deu o imóvel em hipoteca. Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado de Vaccari, não quis se manifestar por desconhecer a operação.
O Edifício Solaris é emblemático. Lula é dono de um tríplex avaliado entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão. Vaccari é dono de um apartamento avaliado em R$ 750 mil no mesmo prédio. Além dos dois, também é dona de imóvel no edifício Simone Godoy, mulher de Freud Godoy, que foi segurança do ex-presidente Lula.
O Instituto Lula voltou a negar nesta terça-feira que o ex-presidente possua apartamento no Edifício Solaris. Afirmou que a família de Lula é dona de uma cota no empreendimento, adquirida em nome de dona Marisa Letícia Lula da Silva em 2005 e quitada em 2010. A família não teria escolhido ainda se receberá de volta o dinheiro investido ou um dos apartamentos.
A Planner usou duas empresas do grupo. Enquanto a corretora recebeu de Youssef, a Planner Trustee repassou recursos para a OAS. A construtora havia assumido as obras do Edifício Solaris em 2010, depois que a Bancoop se tornou insolvente. Logo em seguida, a Planner repassou os R$ 3,2 milhões à OAS e recebeu o empreendimento como garantia da construtora.
O Ministério Público de São Paulo, que denunciou Vaccari em 2013, vai reabrir as investigações sobre o relacionamento da OAS com a Bancoop, e as provas serão compartilhadas com os procuradores da Operação Lava-Jato. Os promotores querem saber o que levou a OAS a assumir obras de uma cooperativa habitacional insolvente.
Cerca de 3 mil cooperados ficaram sem seus imóveis quando a cooperativa quebrou. Além do Solaris, a empreiteira assumiu pelo menos oito empreendimentos da Bancoop, num total de 2.195 unidades habitacionais.
A Planner fez diversas operações financeiras com a Bancoop. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo, que também foi presidido por Vaccari, repassou R$ 18,1 milhões para a Bancoop e, no mesmo dia, a cooperativa transferiu o montante para a Planner. Foi ainda a Planner que administrou o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios da Bancoop, criado em 2004, que recebeu R$ 26,2 milhões dos fundos de pensão de estatais Petrus (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil). A operação com os fundos deu prejuízo de R$ 12 milhões à cooperativa.
A Planner recebeu ainda pelo menos um depósito de uma das empresas de fachada usadas para desviar dinheiro da Petrobras, a Empreiteira Rigidez, no valor de R$ 59 mil.
O promotor José Carlos Blat, do MP de São Paulo, já havia descoberto que o dinheiro da Bancoop irrigou campanhas do PT. Para isso, o partido usou empresas de fachada, que prestaram falsos serviços à cooperativa. Vaccari é réu por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Em abril passado, ele foi preso na 12ª etapa da Lava-Jato, e responde na Justiça Federal sob acusação de receber propina do esquema de corrupção na Petrobras.
A Lava-Jato ainda investiga porque a OAS teve prejuízo na compra de um apartamento, no mesmo prédio, da cunhada de Vaccari, Marice Correia de Lima. Ela tinha um apartamento declarado por R$ 200 mil e o vendeu à construtora por R$ 432 mil. A OAS, no entanto, revendeu o imóvel por menos: R$ 337 mil. Marice teria recebido, a mando do doleiro Youssef, R$ 244 mil provenientes da OAS.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

SHOW MIDIÁTICO DA LAVA JATO E SELETIVIDADE DE SEU FOCO



ARTISTAS E INTELECTUAIS QUESTIONAM PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU E AFIRMAM QUE ELA É DESNECESSÁRIA E SEM FUNDAMENTO
Folha - 05/08/2015
Em contraponto a PT, artistas e intelectuais defendem Dirceu
Em um contraponto ao comando nacional petista, que decidiu não fazer um desagravo público ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, intelectuais e artistas de esquerda saíram em defesa nesta terça-feira (4) do petista e criticaram sua prisão no rastro da Operação Lava Jato.
Para o cineasta Luiz Carlos Barreto, a detenção do petista foi "redundante", uma vez que ele já cumpria prisão domiciliar pelo mensalão. Para ele, sem poder fazer grandes deslocamentos, José Dirceu não tinha condições de fugir do país ou de pressionar ninguém.
Na verdade, não é nem o Dirceu nem a Dilma que querem, mas o Lula. O problema é 2018. Eu acho que ele acabou sendo vitimado por isso", avaliou.
Na avaliação do ator José de Abreu, é uma "piada" prender alguém que já foi condenando sob a alegação de que ele continua a praticar crimes.
"O juiz Sérgio Moro é o único juiz do mundo que prende preventivamente preso condenado", criticou.

PEDIDO DE HABEAS CORPUS NO STJ
Estadão Online - 05/08/2015
Defesa de Dirceu prepara recurso ao STJ
A defesa tem prazo até sexta-feira para apelar, mas já amanhã vai ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) com um Recurso Ordinário Constitucional (ROC), por meio do qual planeja levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O TRF4 fica em Porto Alegre e mantém jurisdição em Curitiba. Em junho e julho, acuado pela Lava Jato, Dirceu entrou com pedido de habeas corpus preventivo perante a Corte. O defensor alegou ‘iminente risco de prisão’ do ex-ministro. Mas o tribunal rejeitou a medida. Agora, Roberto Podval vai entrar com o recurso constitucional no TRF4 para que os autos sejam deslocados para o STJ
Na Corte superior, a defesa vai pedir revogação da ordem de prisão preventiva dada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz todas as ações penais da Lava Jato.

OITIVA DE DIRCEU
CA
Quando o Moro vai ouvir o Dirceu?
O Dirceu estava preso, em casa, como determinou o Ministro Barroso, do STF.
Aí, o Juiz da Vara de Guantánamo resolveu prender o preso !

"NÃO CAMINHAMOS PARA UMA CRISE INSTITUCIONAL. JÁ ESTAMOS EM PLENA CRISE", AFIRMA ADVOGADO
Escrevinhador
“Até o final do ano, tentarão prender o Lula”: um depoimento exclusivo!

EMBORA NÃO SEJA A BOLA DA VEZ, INVESTIGADORES  DE CURITIBA, COM APOIO DA GLOBO,  SONHAM COM A CABEÇA DE LULA SANGRANDO NA BANDEJA
Valor / Redesul
Investigadores analisam atividades de Lula
Aos investigadores, chama a atenção o fato de Lula ter recebido pagamentos a título de remuneração por palestras de empresas das quais dirigentes e executivos que respondem processos por desvios da Petrobras.
"Por enquanto são suspeitas. Ele [Lula], por ora, não é investigado. Mas ele está no radar", afirmou a autoridade ao Valor PRO serviço em tempo real do Valor. Chama a atenção dos investigadores o fato de Lula ter recebido pagamentos a título de remuneração por palestras de empresas das quais dirigentes e executivos respondem a processo criminal por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa a partir de recursos desviados de contratos com a Petrobras.

Viomundo
Ricardo Amaral: Globo tenta prender Lula. Entenda o motivo

"SE VOCÊ ENTREGAR O LULA, SAIRÁ RAPIDINHO" É O MANTRA DOS INVESTIGADORES DE CURITIBA
PP
Um prêmio para quem entregar o ex-presidente Lula?
“Se você entregar o Lula, sairá rapidinho”. Presos na Operação Lava Jato estariam sendo coagidos por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público a delatar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que seria o objetivo maior dos investigadores do Paraná

TEMOR COM DEPOIMENTO DE DUQUE
Folha Ilustrada - Coluna da Mônica Bergamo
Temor geral - Há o temor, no PT, de que Duque cite Lula em delação, ainda que sem acusá-lo diretamente. O ex-diretor teria informação dos meandros do partido, já que se transformou em interlocutor frequente de João Vaccari, ex-tesoureiro petista. Os dois estão no mesmo presídio.
Giratória - Nos diversos recados que está mandando para o PT, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque diz que pode citar inclusive dirigentes do partido se aceitar fazer acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. E ao menos três senadores do PT (alguns já investigados) e um parlamentar do PRB.
Leia estas e outras notas na coluna desta quarta

OPERAÇÃO LAVA JATO COMPLETOU 500 DIAS NA SEMANA PASSADA E PODE DURAR OUTROS 1.000 DIAS
Valor 
Operação Lava-Jato pode durar mil dias

INFORMAÇÕES FALSAS DOS INVESTIGADORES DE CURITIBA
GGN
Lava Jato reescreve história da corrupção na Petrobras

ESCÂNDALO EFROMOVICH OCORRIDO EM 1999 NA PETROBRÁS - GESTÃO FHC - FOI ENGAVETADO?
GGN
Em 1999, Veja publicava contratos irregulares da Petrobras com Efromovich
Jornal GGN - Em dezembro de 1999, a Veja publicava uma reportagem contando como crescia o patrimônio empresarial de Germán Efromovich. Posteriormente veio a criar a OceanAir, transformá-la na Avianca, e angariar para o seu rol empresas do setor de petróleo, energia, aviação e construção naval. Mas em 1995, Efromovich fez sua pequena empresa Marítima, então responsável por verificar equipamentos de companhias marítimas colocando mergulhadores no fundo do mar, na empresa agora líder do grupo Synergy. 
O meio: vencendo quase todas as concorrências da Petrobras, sem cumprir contratos, sem ter os requisitos necessários, mentindo ter as condições, mantendo-se inadimplente e com a ajuda de seu amigo pessoal Antônio Carlos Agostini, que veio a se tornar superintendente de Engenharia da Petrobras, justo quando Efromovich venceu uma licitação de 720 milhões de dólares.
Hoje, a Petrobras é investigada por contratos irregulares desde 1999; os irmãos José e Germán Efromovich multiplicam seus lucros, e a Veja divulga a corrupção da Petrobras a partir de 2003

NOTA FISCAL PAULISTA

CALOTE NOS CONSUMIDORES PAULISTAS  NÃO É PEDALADA FISCAL, AFIRMA SECRETÁRIO DA FAZENDA DE SP
Folha 
Adiar os créditos da Nota Paulista não foi pedalada
À frente da Secretaria da Fazenda paulista há seis meses, o economista carioca Renato Vilela espera que, apesar da queda de 4,1% na arrecadação de ICMS no primeiro semestre (descontada a inflação), o caixa do Estado ficará equilibrado.
Dentre as medidas tomadas para isso estão o atraso de seis meses no repasse de créditos da Nota Fiscal Paulista, a redução de 30% para 20% do ICMS destinado a ser rateado entre os consumidores e a captação de R$ 740 milhões feita em julho pela Companhia Paulista de Securitização (Cpsec).
Vilela negou que o governo tenha feito uma "pedalada fiscal" ao adiar os desembolsos da Nota Paulista para 2016. "Pedalada é postergar uma despesa obrigatória, e a Nota Paulista não é."

CONDUTAS & CONDUTAS: NUM ESTADO PRIVATIZADO COMO O BRASIL, ONDE O PODER POLÍTICO DE FATO SE CONCENTRA NAS MÃOS DOS GRANDE GRUPOS ECONÔMICOS, O COMBATE À CORRUPÇÃO TEM QUE SER PERMANENTE E ISONÔMICO



 
NA APURAÇÃO DE DESVIOS NO  CASO DO CARTEL DE CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS, MPF E MORO EXTRAPOLARAM COM PEDIDO E DECRETO DE PRISÃO PREVENTIVA DE JOSÉ DIRCEU
Estadão - 04/08/2015
Para advogado, ex-ministro é ‘bode expiatório’
Para o criminalista Roberto Podval, que defende José Dirceu, o decreto de prisão é uma “antecipação da pena” e que o País vive um momento em que “a exceção vira regra: prender pessoas era exceção"

Blog do Zé - 03/08/2015
"Não há razão jurídica para prender Dirceu", afirma Podval
A defesa de José Dirceu classifica como desnecessária e sem fundamento jurídico a prisão preventiva do ex-ministro, decretada pela Justiça Federal  do Paraná  nesta segunda-feira (3), e afirma que irá recorrer da decisão nos próximos dias.
Segundo o advogado Roberto Podval, o ex-ministro cumpre prisão domiciliar e já havia se colocado à disposição da Justiça por diversas vezes para prestar depoimento e esclarecer o trabalho de consultoria prestado às construtoras sob investigação.

ENQUANTO ISSO, ARTHUR TEIXEIRA, LOBISTA LIGADO AOS TUCANOS, APESAR DE CONTROLAR 23 CONTAS MILIONÁRIAS NA SUÍÇA DO CARTEL DE CORRUPÇÃO DE TRENS DE SP DESCOBERTAS NO ANO PASSADO, AINDA NÃO FOI PRESO 

[Esta descoberta contradiz depoimento anterior de Arthur Teixeira ao MPE-SP, quando afirmou que teve apenas duas contas secretas na Suíça, encerradas em 2004]

G1 - 09/12/2014
Consultor suspeito de cartel de trens controla 23 contas fora do país, diz MPE-SP
Segundo Promotoria de SP, dados foram obtidos em processo na Suíça.
Defesa de Arthur Teixeira nega operações bancárias no exterior.
A descoberta das contas contradiz o depoimento de Teixeira ao Ministério Público do Estado de SP (MPE-SP) no fim do ano passado, quando ele disse que teve apenas duas contas na Suíça, ambas fechadas há 10 anos. O advogado do consultor disse que ele não mantém conta nem valores fora do país. A defesa informou ainda que não pode se manifestar sobre o que os promotores descobriram na Suíça

AFIRMAÇÕES DO PROCURADOR CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA, INTEGRANTE DA LAVA JATO,  SOBRE JOSÉ DIRCEU, AO DIZER QUE ELE É "O INSTITUIDOR E BENEFICIÁRIO DO 'ESQUEMA' DE CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS", PRECISAM DE REPARO HISTÓRICO E ATUAL, AFIRMA ARTICULISTA
Folha - 04/08/2015
Dirceu outra vez - por Janio de Freitas
A prisão de José Dirceu foi a menos surpreendente de quantas a Lava Jato faz desde março do ano passado. Se justificada ou não, vamos saber quando os integrantes da Lava Jato apresentarem em juízo o que veem como provas convincentes. A carga pesada de acusações apenas verbais, feitas pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, desde logo criou uma imprecisão sujeita a reparo histórico e atual. Foi quando definiu Dirceu como "o instituidor e beneficiário" do "esquema" de corrupção na Petrobras.
Dizê-lo instituidor é aliviar de um grande peso acusatório os empreiteiros e ex-dirigentes da Petrobras que têm feito delação premiada e, por isso, são chamados pelos componentes da Lava Jato de "colaboradores". Ainda que não seja por deliberação, a transferência de responsabilidades, concentrando-as em um só, é como um prêmio adicional à delação já premiada.
A corrupção na Petrobras investigada pela Lava Jato seguiu o "esquema" praticado há décadas pelas grandes empreiteiras nas licitações e acréscimos de custo, em contratos com estatais e administração pública. Se houve um "instituidor" do "esquema", seu nome perdeu-se na desmemória do tempo

SHOW MIDIÁTICO
Viomundo 
Senador Requião: “Prisão de José Dirceu é ilegal e absurda. É espetáculo para satisfazer a mídia”

JOSÉ DIRCEU VOLTOU A SER UM "ATIVO" DO PSDB E UM "PASSIVO" DO PT
GGG
José Dirceu, sacrificado ao deus Mercado no altar da Mídia - por Fábio de O. Ribeiro
Em liberdade José Dirceu era um "ativo" do PT. Preso ele se tornou um "ativo" da oposição e um "passivo" do PT. Daí resulta que ele se transformou num "passivo" da oposição no exato momento em que foi colocado em liberdade quando adquiriu o direito de ser posto em liberdade. A prisão dele ordenada Sérgio Moro reequilibra a relação contábil entre PT e PSDB. José Dirceu voltou a ser um "ativo" do PSDB e um "passivo" do PT. A imprensa pode novamente explorar a imagem de José Dirceu para proporcionar prejuízo ao PT e lucro ao PSDB.
Quanto tempo até a imprensa começar a associar Dilma Rousseff à imagem do "ativo" do PSDB? A coisificação dos seres humanos é perigosa. Em algum momento os amigos das vítimas do Mercado começarão a coisificar os tucanos dentro e fora do Poder Judiciário. Quando isto ocorrer eles serão empalhados vivos exigindo os mesmos direitos constitucionais que se recusam a atribuir aos seus adversários coisificados?

LEMBRANDO REPORTAGEM DO VIOMUNDO INTITULADA "TUCANOS IMPLACÁVEIS COM QUEM DENUNCIA CORRUPÇÃO, DÓCEIS COM TRENSALÃO"
Viomundo
Fazenda paulista poderia ter evitado desvio de bilhões pela máfia do ICMS, se tivesse investigado denúncia em 2003 - por Conceição Lemes

NEGÓCIO DA CHINA? FHC VENDEU BAMERINDUS POR R$ 1 PARA O HSBC E AGORA HSBC (após o escândalo Suwissleaks) É VENDIDO PARA O BRADESCO POR R$ 17 BILHÕES (US$ 5 BILHÕES)
CA
Comprador de reeleição  presta grande serviço ao país