quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sorocaba:Vereadores gastam R$ 28,4 mil com selos no primeiro semestre

O aumento foi de 24% em comparação ao mesmo período do ano passado

Leandro Nogueira
leandro.nogueira@jcruzeiro.com.br 

Os gastos dos vereadores com o serviço de postagens de correspondências no primeiro semestre deste ano eleitoral aumentaram em 24% em comparação ao mesmo período de 2013, segundo demonstrado na Câmara de Sorocaba. De janeiro a junho deste ano eles consumiram R$ 28.473,64 para enviar correspondências, enquanto nos mesmos 180 dias no ano sem eleições de 2013 gastaram R$ 22.952,93, ou seja, aumentaram em R$ 5.520,71 em 2014. O envio de uma carta comercial de até 20 gramas custa hoje R$ 1,30. Segundo os Correios, até o dia 12 de junho deste ano custava R$ 1,20. Com o que gastaram, ao valor de R$ 1,20, poderiam ter enviado 23.728 correspondências comerciais, ou 21.902 a R$ 1,30. O reajuste no valor da carta comercial foi de 8,3% e vigorou somente nos últimos 18 dias de período comparado. 

Dos 20 vereadores sorocabanos, cinco são candidatos a deputados estaduais: Francisco França (PT), Hélio Godoy (PSD), Jessé Loures (PV), Pastor Luis Santos (Pros) e Saulo do Afro Art"s (PRP). Desses, os que mais gastaram com correspondências, foram em primeiro lugar, Saulo do Afro Art"s; seguido do Pastor Luis Santos e em terceiro, Hélio Godoy, conforme mostra o ranking publicado nesta página. Já Jessé Loures figura entre aqueles que menos gastaram com correspondências entre todos os 20 vereadores e Francisco França não gastou um só centavo no primeiro semestre, segundo os dados divulgados pela Câmara Municipal. 

O vereador e candidato Saulo do Afro Art"s acumulou o gasto de R$ 4.203,60 no primeiro semestre deste ano, contra R$ 2.928,10 no mesmo período de 2013, ou seja, elevou em 43%. O vereador Saulo argumenta que envia as correspondências para prestar contas aos cidadãos que o procura para solicitar alguma melhoria. Diz possuir um cadastro de oito mil pessoas, que já receberam ao menos uma correspondência de seu gabinete. Explica que encaminha uma cópia do pedido que fez ao prefeito (requerimento) e depois outra cópia da resposta que recebe. "É transparência da minha parte", avalia. Disse que em caso de abaixo-assinado, envia as correspondências a todos do abaixo assinado. "Não estou usando a máquina para questão eleitoreira", ressalta. 

O candidato Luis Santos (Pros) foi o segundo vereador entre todos os 20 que mais gastou de janeiro a junho deste ano, somando R$ 3.902,40 contra R$ 3.015 no mesmo período de 2013, o que representa uma elevação de 29%. Argumenta que usa o serviço para postar boletins para prestar conta de seu trabalho. Declara ter cerca de 10 mil pessoas neste cadastro, mas os reveza na postagem. "Encaminho todos os meses uma remessa de cerca de 800 correspondências, é uma prestação de contas das ações que tenho feito, tudo detalhado", explica. Luis Santos descarta que a elevação nos gastos tenha objetivos eleitorais, enfatizando que para a finalidade eleitoral já fechou um contrato a parte com os Correios. "Se fosse por causa do ano eleitoral eu precisaria enviar para 30 mil ou 40 mil pessoas", afirmou. Também ressaltou que é um dos vereadores que menos gasta recursos da Câmara quando somados todos os itens como combustível e material de escritório, por exemplo. 

O vereador e candidato a deputado estadual Hélio Godoy (PSD) consumiu R$ 2.232 de março ao último dia de junho deste ano. Em 2013 ele não estava na Câmara, já que ocupou o cargo de secretário municipal da Habitação até fevereiro deste ano. O vereador Antonio Silvano (SDD) não é candidato a deputado, mas foi o terceiro dos 20 vereadores que mais consumiu recursos públicos para postar correspondências. Os dois que tiveram gastos superiores a ele são candidatos. O vereador Tonão gastou R$ 3.494,40 no primeiro semestre deste ano contra R$ 968 no mesmo período de 2013, ou seja, aumentou em mais de duas vezes e meia (261%). Até o fechamento da reportagem, tanto o vereador Hélio Godoy quanto o vereador Antonio Silvano não retornaram aos contatos feitos pela reportagem aos gabinetes deles.

 
Confira os gastos com correspondência



Vereador
Partido
Valor gasto
Saulo do Afro Art"s
PRP
R$ 4.203,60
Pastor Luis Santos
Pros
R$ 3.902,40
Antonio Silvano
SDD
R$ 3.494,40
Irineu Toledo
PRB
R$ 3.102,85
Waldecir Morelly
PRP
R$ 2.718,00
José Crespo
DEM
R$ 2.506,00
Hélio Godoy
PSD
R$ 2.232,00
Cláudio Sorocaba 1
PR
R$ 2.187,60
Izídio de Brito
PT
R$ 1.131.09
Rodrigo Manga
PP
R$ 1.021,43
Anselmo Neto
PP
R$ 753,60
Fernando Dini
PMDB
R$ 619,11
Engenheiro Martinez
PSDB
R$ 168,24
Carlos Leite
PT
R$ 140,98
Jessé Loures
PV
R$ 66,74
Pastor Apolo
PSB
R$ 54,00
Neusa Maldonado
PSDB
R$ 6,00
Francisco França
PT
R$ 0,00
Marinho Marte
PPS
R$ 0,00
Muri de Brigadeiro
PRP
R$ 0,00



Fonte: Prestação de contas da Câmara de Sorocaba

Nível da represa do Ferraz diminui 44%

A lâmina de água do reservatório caiu de 50 cm para 28 num período de três dias





Sabrina Souzasabrina.souza @jcruzeiro.com.br
programa de estágio

A represa do Ferraz, principal manancial usado no abastecimento das regiões do Éden, Cajuru e Aparecidinha, voltou a secar a partir desse fim de semana. O nível do reservatório, que estava se mantendo em 50 centímetros de lâmina de água, diminuiu mais 44% em três dias, chegando a apenas 28 centímetros - volume equivalente a 18,6% de sua profundidade considerada normal, que é de acima de 1,5 metro. Com isso, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) iniciou ontem uma operação emergencial para abastecer esses bairros também pelo sistema Itupararanga/Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cerrado, como é feito no restante da cidade. A medida, informa a autarquia, será usada para manter o fornecimento de água na forma de rodízio, como já estava sendo feito desde o último dia 7. Assim, o racionamento - que chegou a durar 36 horas desde sábado - voltaria ser feito de 12 em 12 horas, em horários alternados conforme o bairro.

O nível da represa do Ferraz diminuiu mesmo com o manancial sendo abastecido por mais duas represas particulares, o que começou a ser feito no início do mês. Quando essa operação foi iniciada, a profundidade do reservatório estava em torno de 50 centímetros e as novas injeções de água elevaram esse nível para 70 centímetros. Porém, ressalta o Saae, como esses mananciais também possuem volume de água limitado e problemas de reposição devido a estiagem, a retirada de água é feita através de um monitoramento constante. "Existe grande preocupação de não esgotá-los, fato que causaria prejuízos ao meio ambiente e ao ecossistema existente nos seus entornos", explica por meio de nota. Além disso, como em nenhum momento a represa do Ferraz deixou de ser usada para abastecimento dos mais de 60 mil moradores, a tendência é de que seu nível diminua.

No último fim de semana, o Saae precisou diminuir o número de bombas de captação ligadas para não esgotar a represa do Ferraz. Nesse período, moradores de bairros próximos ao Cajuru chegaram a ficar sem água por 36 horas, já que, segundo a autarquia, essa região possui "mais dificuldades técnicas de abastecimento". Com a constatação de que o reservatório não seria mais suficiente para abastecer, sozinho, as regiões do Éden, Cajuru e Aparecidinha, a autarquia iniciou ontem manobras em registros de rua e testes de pressão naquela região, a fim de injetar água naquele setor da cidade a partir do sistema represa de Itupararanga/Estação de Tratamento de Água do Cerrado. Essa é a primeira vez em que essa ação emergencial é colocada em prática e "deverá ser mantida de acordo com as necessidades". A previsão é de que o abastecimento no Cajuru volte a ser feito das 18h às 6h, conforme inicialmente estipulado.


Reflexo nas torneiras


A ampliação do corte no abastecimento de água, registrado a partir de sábado, atingiu sobretudo os bairros próximos ao Cajuru e refletiu nas torneiras. A professora Selma Simões Valente conta que desde domingo precisa comprar água para usar nas atividades domésticas. "Tenho três filhos pequenos e não tem como deixar de lavar a mamadeira e dar banho neles", reclama. Segundo ela, que desde domingo precisou comprar três galões de água, mesmo quando o bastecimento é liberado, a água vem em quantidade insuficiente para encher a caixa d"água. "Nós temos consciência de que o racionamento é necessário, mas nós precisamos de água pelo menos para encher nossos reservatórios", afirma.

Ainda sem calcular os prejuízos causados em seu comércio pela falta de água, a aposentada Estelita Ferreira da Silva relata que só está conseguindo manter seu carrinho de lanches e sua venda de marmitex com a água retirada de uma mina existente no bairro. "Meu marido tem problema de hérnia, mas mesmo assim vai e volta com dois baldes de água de lá, porque não estamos conseguindo armazenar com o que vem na torneira", comenta ela, que também lava roupas de vizinhos como forma de aumentar a renda. "Para lavar, nós usamos a água da mina, mas para cozinhar não temos outra opção senão comprar", finaliza.


Chuva na quinta


O período de estiagem enfrentado pelos moradores de Sorocaba já é o mais seco em 12 anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Entre janeiro e julho deste ano, choveu o equivalente a 507,4 milímetros de água na cidade, índice 32,4% menor se comparado com o mesmo período do ano passado. A última chuva significativa foi registrada na última semana, com um volume de 10,4 mm de chuva. A previsão é de que uma chuva mais forte caia no município amanhã, quando deve chover cerca de 30 mm. A partir de então, os metereologistas do Inmet prevêem que volte a chover com regularidade. (Supervisão: Adalberto Vieira)

Polícia Civil inicia investigação sobre morte de criança carbonizada

Garoto de 3 anos morreu queimado na casa onde morava em Mairinque.

Mãe ficou em estado de choque ao saber da morte do filho.

Adriane SouzaDo G1 Sorocaba e Jundiaí
Incêndio em Mairinque (Foto: Renata Golombieski/TV TEM)Meninos de 3 e 7 anos estavam sozinhos na hora
do acidente (Foto: Renata Golombieski/TV TEM)
A Polícia Civil inicia nesta terça-feira (22) a investigação sobre as ações que resultaram na morte do menino de 3 anos em Mairinque (SP). A criança morreu carbonizada na segunda-feira (21), após o irmão de 7 anos tentar acender o fogão da casa e dar início ao incêndio. Os irmãos estavam sozinhos em casa enquanto os pais trabalhavam e os dois irmãos mais velhos estavam na escola.
O menino de 7 anos está sob os cuidados de parentes da mãe e está sofrendo por se sentir culpado pela morte do irmão, por isso receberá amparo psicológico. A informação é do Conselho Tutelar do município, que está oferecendo toda a assistência necessária para família e para criança, além de auxílio funerário.

O pai das crianças, um ajudante de pedreiro de 56 anos, vem para casa a cada 15 dias, pois trabalha num canteiro de obras. A mãe, uma lavradora de 40 anos, estava no trabalho. Nenhum deles é alfabetizado, segundo dados do boletim de ocorrência. A casa, que fica no Jardim Vitória, permanece interditada por período indeterminado. A mãe e as crianças estão na casa de parentes.
“Não conversamos com a mãe na terça-feira, pois ela estava recebendo cuidados médicos por estar em estado de choque”, disse o conselheiro tutelar Osmar Geraldo dos Santos. Segundo ele, a vítima tinha outros dois irmãos mais velhos, de 11 e 14 anos, que estavam na escola no momento do acidente.

Conjunto invadido tem 11 casas ocupadas por donos, diz prefeitura

Local foi invadido por famílias que vivem em áreas de risco de São Roque. 

Negociação continua para que os moradores deixem o local pacificamente.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí
A prefeitura de São Roque (SP) informou na tarde desta terça-feira (22) que das 152 casas populares em construção invadidas no bairro Paisagem Colonial (Goianã), no dia 12 de julho, apenas 11 estão ocupadas pelos proprietários de direito.
A lista com o nome das pessoas que estão nas residências foi protocolada na prefeitura pelos próprios representantes da invasão que realizaram um levantamento. No documento, entregue por um advogado do grupo, consta o nome de cada pessoa que está na residência e o número do documento de identidade.

A construção das casas começou em 2010 e deveria ter sido entregue no ano seguinte. No entanto, com o atraso, a obra foi aditada para mais um ano, com previsão para fevereiro de 2012, porém, mais uma vez o prazo não foi cumprido.  No último dia 12, um grupo invadiu as casas com as obras inacabadas – em algumas delas, os nomes dos supostos donos foram pintados nas paredes. A prefeitura já protocolou na Justiça o pedido de reintegração de posse, mas ainda negocia com os invasores para deixarem as casas pacificamente
A prefeitura também afirma que há pessoas que aprecem na lista que moram em outros municípios, o que é negado pelos invasores.
Local foi invadido por famílias que vivem em áreas de risco de São Roque (Foto: Reprodução/TV TEM)Local foi invadido por famílias que vivem em áreas de risco de São Roque (Foto: Reprodução/TV TEM)

Obra em escola faz aluno estudar no meio da poeira

Fabio Pagotto

do Agora
A Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Professor Celso de Oliveira, na rua Roberto Lanari, 1, no Jaçanã, zona norte, retomou as aulas no dia 7, mas no dia 10 começou uma reforma em suas dependências, que está incomodando os alunos, segundo pais.
"É poeira e barulho o tempo todo", disse o vigilante Rubem de Jesus dos Santos, 41 anos, pai de aluno de quatro anos da Emei.
Segundo Santos, seu filho tem chegado em casa com os olhos vermelhos e tem mostrado sintomas de alergia.
"Se continuar assim, terei que deixar meu filho em casa", lamenta o vigilante. "O que não entendo é por que não fizeram essa reforma durante as férias", disse.
Quem também poderá tomar essa atitude é a dona-de-casa Andreia de Oliveira Pena, 38 anos. Seu filho Guilherme, de 4 anos, tem bronquite crônica.
"Se ele piorar eu não o trarei mais para as aulas até o fim da reforma", disse Andreia.
Resposta
A Secretaria Municipal da Educação informou que a ordem de serviço para a reforma na Emei Celso de Sousa Oliveira é de 26 de junho e a empresa responsável pelas obras tinha até dez dias para iniciá-la – o que foi feito no dia 7.
A previsão é concluí-la em até 90 dias. A secretaria diz também que a reforma está sendo feita de maneira escalonada, por sala, e nega que alunos de salas diferentes tenham sido juntados.
Segundo a pasta, os uniformes do kit de inverno serão entregues na semana que vem.

Pessoas preferem choque a ficar só

Folha de S.Paulo

Uma pesquisa publicada neste mês na revista científica "Science" mostra que muita gente prefere levar choques a enfrentar alguns minutos a sós com os próprios pensamentos.
O resultado do estudo, que envolveu 220 voluntários em 11 testes, surpreendeu até seu coordenador, o psicólogo Timothy Wilson, da Universidade da Virgínia (EUA).
"Antes do estudo, pensei que éramos capazes de usar nossos cérebros para gerar pensamentos agradáveis, recuperar lembranças felizes. Mas não foi assim", diz.

Pronto-socorro da Santa Casa fecha por falta de dinheiro

Felipe Amorim, Rafael Ribeiro e Folha de S.Paulo

do Agora
A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, maior hospital filantrópico da América Latina, anunciou ontem a suspensão dos atendimentos de urgência e emergência no pronto-socorro de seu Hospital Central, em Santa Cecília (região central de SP).
A entidade alegou, como motivo, a falta de dinheiro para comprar materiais e remédios por causa de uma dívida de R$ 50 milhões com fornecedores, que não querem entregar encomendas sem receber a grana.
"Não temos dinheiro para remédio", afirmou o provedor da Santa Casa, Kalil Rocha Abdalla.
"Não tem seringa, soro e esparadrapo."

Gaza: Exército israelense assume 29 baixas na ofensiva militar contra o Hamas

Da Agência Lusa
Atef Safadi/Agência Lusa/Direitos Reservados
Ofensiva de Israel, por terra, na Faixa de GazaAtef Safadi/Agência Lusa/Direitos Reservados

Além dos 29 mortos, Israel fala também em militares feridos, nove dos quais com gravidade e oito de forma leve, em diferentes incidentes na Faixa de Gaza.
O Exército israelense anunciou hoje (23) que a ofensiva militar contra o Hamas já provocou a morte a 29 soldados do país, depois de mais dois militares terem morrido em combate ontem (22).
Já os números das Nações Unidas para as perdas palestinas superam os 600, com o registo de ainda 4 mil feridos – maioria civis que acabaram como alvos dos bombardeamentos israelenses.

Previsão oficial de crescimento da economia neste ano cai para 1,8%

Agência Brasil
A previsão oficial de crescimento para a economia brasileira neste ano caiu de 2,5% para 1,8%. A estimativa consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado há pouco pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Além do menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), a equipe econômica elevou a projeção da inflação oficial. Segundo o relatório, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano em 6,2%, contra 5,6% na previsão anterior.
Divulgado a cada dois meses, o documento traz as previsões oficiais para a economia brasileira que servem de base para projetar a evolução das receitas e das despesas e definir a execução do Orçamento Geral da União. Apesar de o relatório ser apresentado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para os parâmetros da economia são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Segundo o documento, as mudanças nas projeções para o PIB refletem os números trimestrais divulgados até agora pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta da inflação, justifica o relatório, está relacionada aos dados do IPCA observados até junho.
Apesar de o governo trabalhar com maior inflação e menor crescimento, as previsões continuam mais otimistas que as estimativas do setor financeiro. Segundo o Boletim Focus, levantamento semanal com instituições financeiras divulgado pelo Banco Central, os economistas de mercado acreditam que o PIB encerrará 2014 com crescimento de 0,97%, e o IPCA alcançará 6,44% neste ano. A meta do IPCA em 2014 corresponde a 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais, podendo chegar a 6,5%.

Estado e ministério dizem que aumentaram repasses à Santa Casa

Secretaria Estadual de Saúde afirma que só em 2014 serão R$ 168 milhões; segundo União, incentivo dobrou desde 2012



SÃO PAULO - A Secretaria Estadual de Saúde afirmou em nota que, somente em 2014, R$ 571 milhões serão repassados a 125 entidades pelo programa SOS Santas Casas. O valor, segundo a secretaria, é “o dobro” do valor repassado nos últimos anos e serve para cobrir a defasagem da tabela do Ministério da Saúde, congelada há anos. Para a Santa Casa de São Paulo, serão encaminhados R$ 168 milhões em recursos extras do Tesouro estadual neste ano, o que totalizaria R$ 345 milhões em dois anos.
A secretaria disse ainda que vai oferecer ajuda à entidade para aperfeiçoar e racionalizar a gestão dos recursos financeiros encaminhados à instituição.
O Ministério da Saúde informou ter recebido “com preocupação” a informação sobre o fechamento do pronto-socorro já que, de acordo com a pasta, a medida “unilateral” não foi comunicada previamente.
O ministério explicou que os valores repassados para a Santa Casa não se restringem ao pagamento de procedimentos da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). “Desde 2012, o total de incentivos federais mais do que dobra o valor anual repassado por esses procedimentos”, disse a pasta.
Além disso, o Ministério da Saúde informou que, do governo federal, dos R$ 303 milhões previstos para 2014, a Santa Casa de São Paulo receberá 49,7% em repasses por procedimentos (tabela SUS) e 50,3% em incentivos. Os pagamentos, segundo a pasta, estão em dia. O governo federal também disse ter colocado à disposição o Prosus, programa de refinanciamento de dívidas tributárias.
Já a Secretaria Municipal da Saúde informou que, mesmo não sendo gestora do hospital, “monitora de perto a situação” da Santa Casa e disse ter entrado em contato com a direção da instituição para, se preciso, fornecer os medicamentos e materiais para que o serviço não parasse de funcionar.