quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Nova queda de arrecadação, diz FGV. E o “rombo do rombo” só aumenta.

patohorz
Sabe aquela recuperação de economia que você ouviu ser invocada como razão do voto “fica, Temer” na Câmara dos Deputados, há uma semana?
Pois é: segundo  economistas da Fundação Getúlio Vargas ouvidos pelo Valor, mesmo com os trocados que entraram com um semana de aumento dos impostos sobre combustíveis, a arrecadação do Governo Federal caiu, em termos reais, no mês de julho, numa frustração de receita em torno de R$ 6 bilhões em relação ao esperado.
Para julho, em comparação com o mesmo mês do  ano anterior, espera-se uma queda real de 1,8% na arrecadação total das receitas federais (administradas e não administradas pela RFB)”, comentam os economistas em nota antecipada ao Valor.
Como indicador da atividade econômica, o resultado é ainda pior. Porque sem a revalorização do petróleo aumentando as receitas de royalties e outras receitas extraordinária, não-repetitivas, a queda real – já descontada a inflação – e o resutado ligeiramente positivo da “maldita” previdência, seria de 5% sobre o valor do já desastroso resultado de 2016.
O levantamento mostra que as receitas administradas pela  Receita Federal  apresentaram queda real de 3,4%, já aquelas não administradas, como royalties e participações especiais, cresceram 53%. “Quando olhamos para a arrecadação administrada, vemos dois movimentos contrários. Olhando para as contribuições previdenciárias, vemos um cenário de certa estabilidade, com crescimento real de 0,4%, ao passo que quando olhamos para as receitas administradas sem o recolhido com contribuições previdenciárias, o tombo foi de 5%”.
É inevitável, mesmo com todo o arrocho que se está impondo ao custeio da máquina pública, que resfolega e quase para, que aumente o “rombo do rombo”, o estouro do déficit previsto de R$140 bilhões.
No Valor, Delfim Netto abandona as meias-palavras: “O Brasil está fiscalmente quebrado!”
E vem imposto aí, anote.
A economia brasileira está funcionando na base do “me engana que eu gosto”, com uma estabilidade provocada por conveniência e hipocrisia. A pergunta é quanto tempo isso dura, porque o discurso da “responsabilidade fiscal” como saída para a crise já não “cola” nem para o velho e gorducho professor.

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