Liminar determinou que 60% dos instrutores voltassem ao trabalho.
Apesar do retorno de parte dos profissionais, greve ainda não terminou.
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As aulas de direção nas autoescolas deSorocaba (SP) devem ser retomadas nesta quinta-feira (16). Uma liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (SP), na terça-feira (14), determinou que pelo menos 60% dos profissionais voltassem ao trabalho.
Mesmo com o retorno de parte dos instrutores, a greve não terminou, informa a associação dos profissionais.
Como a decisão veio no fim da tarde de terça-feira, não houve tempo para reagendamentos, resultando em ruas vazias no local das aulas, no bairro Wannel Ville, na manhã desta quarta-feira (15). Antes da greve, 200 carros de autoescolas utilizavam o local dia e noite e cada instrutor chega a realizar até 10 aulas por dia.
Nas autoescolas, a manhã desta quarta-feira foi de remarcação de aulas canceladas, desde o dia 27 de abril, quando a paralisação teve início. Segundo o representante da Associação das Autoescolas de Sorocaba, Sandro Rodrigues Ferreira, para atender a grande demanda, as autoescolas pretendem aumentar a quantidade de alunos atendidos diariamente.
A greve, que já dura 19 dias, teve momentos de tensão, com carros de diferentes autoescolas depredados após saírem para as aulas durante a greve e instrutores e alunos surpreendidos por homens que esvaziaram os pneus dos carros de aprendizagem."Nós vamos ampliar tanto para o horário da manhã, quanto para as aulas noturnas, para atender aos alunos, principalmente, que ficaram prejudicados no início da greve. O pessoal que já era para ter concluído, vamos dar prioridade para eles", explica Ferreira.
O Sindicato dos Trabalhadores de Autoescolas nega a responsabilidade pelas ações. A categoria pede reajuste salarial de 19%, além de melhores condições de trabalho e mais benefícios. Como não houve acordo, o dissídio será decidido pelo Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas.
Segundo a Associação das Autoescolas, a previsão é de que a situação das aulas seja normalizada em dois meses. Mas existe ainda uma outra questão: a dos exames, que também foram suspensos por causa da greve.
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