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Publicado: 18 Janeiro, 2026 - 10h39 | Última modificação: 18 Janeiro, 2026 - 10h59
Escrito por: CNTE
Nova diretoria da CNTE é eleita com 93,76% dos votos no 35º Congresso
Chapa 10 “Unidade para Lutar e Conquistar” vence a eleição e inaugura nova gestão marcada pela defesa da escola pública, da democracia e da valorização dos trabalhadores em educação
Com 93,76% dos votos, a Chapa 10 – “Unidade para Lutar e Conquistar” venceu as eleições para a Direção Executiva e o Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para o quadriênio 2026–2030. Com o resultado,Fátima Silva assume a presidência da entidade, dando início a um novo ciclo de lutas à frente da maior confederação de trabalhadores em educação da América Latina.
COMPOSIÇÃO DA DIRETORIA DA CNTE - GESTÃO 2026/2030
A votação ocorreu no sábado, 17 de janeiro, durante o 35º Congresso da CNTE, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), que reuniu cerca de dois mil delegados e delegadas de todas as regiões do país. A chapa vencedora reúne uma ampla aliança de forças políticas — entre elas ARTSIND, CSD, CTB, AE, MS, Avante, Intersindical e Bloco Alternativo — e assume com o compromisso de fortalecer a unidade da categoria diante dos desafios da conjuntura política e educacional.
Também disputou o pleito a Chapa 20 – CNTE com Independência de Classe e Luta, formada por Educadores PSTU - CSP Conlutas, MLS, Democracia e Luta, Lute, CIP, CUT Pode Mais, OSL, MLC, CPE, Revolução Brasileira, Nossa Classe, Unidade Classista, Oposição Revolucionária e independentes.
A eleição de Fátima Silva tem peso simbólico especial para uma categoria composta majoritariamente por mulheres. Ela é a segunda mulher a presidir a CNTE em toda a história da entidade, após Juçara Dutra Vieira (2002–2008).
“Não se trata apenas de ocupar um cargo, mas de reafirmar que as mulheres têm voz, têm história e têm papel central na luta sindical e na construção da educação pública brasileira”, afirma a nova presidenta, Fátima Silva.
Educação, Democracia, Sustentabilidade e Soberania
A divulgação do resultado da eleição da chapa, realizada na manhã deste domingo (18), encerrou o Congresso com o horizonte voltado para a organização da categoria e o enfrentamento dos desafios que se impõem à educação pública brasileira. Foram quatro dias intensos de debates, formulações e encontros que marcaram o Congresso como um dos mais representativos da história recente da entidade
Realizado entre 15 e 18 de janeiro de 2026, o 35º Congresso teve como eixo central a unidade e a resistência, definindo o novo Plano de Lutas da categoria em um contexto de enfrentamento à extrema direita, à mercantilização do ensino e às tentativas de privatização da escola pública.
Desde a cerimônia de abertura, o evento foi atravessado por posicionamentos contundentes contra a militarização da educação e os modelos de escolas cívico-militares. Em seu discurso, o presidente da CNTE (2022-2026), Heleno Araújo, destacou o caráter simbólico e político do encontro como um ato de resistência diante dos ataques sofridos pela educação nos últimos anos.
Debates e análises de conjuntura
A programação do Congresso combinou análise de conjuntura, debates sobre política educacional e sindical, plenárias deliberativas, grupos de trabalho e atividades culturais.
Painéis com convidados como o neurocientista Miguel Nicolelis, a senadora Teresa Leitão e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, colocaram no centro temas como o papel social da escola pública, a valorização docente, a diversidade e a sustentabilidade socioambiental.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também marcou presença no evento e firmou três compromissos centrais com a categoria: o combate à privatização, a valorização dos profissionais e o enfrentamento às escolas cívico-militares. Em declaração aplaudida pela plenária, afirmou que “a escola é lugar de professor e não de militar” e defendeu a educação como ferramenta central para impedir que a população seja manipulada por fake news.
A senadora Teresa Leitão (PT/PE) reforçou que a legislação educacional vigente é fruto da luta histórica dos trabalhadores e defendeu que o campo educacional siga o exemplo do governo Lula na oposição à militarização do ensino.
O evento reuniu ainda ex-presidentes da CNTE como Hermes Zanetti, Horácio Reis e Juçara Dutra Vieira e Roberto Leão. Eles rememoraram a luta contra a ditadura militar e conquistas fundamentais, como o Fundeb e o Piso Salarial Nacional, reafirmando que a luta sindical é uma construção contínua e coletiva.



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