
Sobre hoje
E como lembra José Martí, há coisas que devemos fazer na vida plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Hoje, com emoção, posso dizer que carrego comigo esse legado.
O lançamento de “Mulheres: biografias que inspiram” me atravessa de um jeito profundo. Estar aqui, emocionada, como uma das autoras, é muito mais do que um momento literário, é um encontro com a alma.
Escrever, para mim, sempre foi terapêutico. É quase como uma oração. Por isso, receber o convite da Vilma foi uma honra imensa, especialmente em um tempo em que ser mulher ainda significa, tantas vezes, viver em risco simplesmente por existir.
Essa coletânea não é apenas um livro. É memória, resistência e voz. Escrevemos por nós, mas também por aquelas que já não podem mais contar suas histórias. Somos continuidade delas.
E tem algo que hoje faz ainda mais sentido pra mim. Aqui existem mulheres diferentes, com trajetórias, dores e até desencontros. Ainda assim, estamos juntas. Isso não é pequeno. Isso é potência. Porque nos lembra que, mesmo com divergências, existe algo maior que nos une.
Enquanto mulheres seguem divididas, há um sistema inteiro que se fortalece com isso. Um sistema que silencia, julga, violenta e tenta nos apagar. Por isso, escolher apoiar umas às outras é um ato político, é um ato de coragem.
Que a gente seja cada vez mais mulheres que acolhem, que levantam, que celebram outras mulheres. O mundo já tem julgamento demais. O que precisamos é de apoio.
E hoje, nesse espaço que carrega o nome de Carolina Maria de Jesus, ecoa uma verdade que atravessa o tempo
eu escrevo porque preciso mostrar aos outros aquilo que vejo
Que essas histórias te abracem, te fortaleçam e te inspirem na luta por um mundo sem violência contra as mulheres.
Essa história não termina aqui. Ela continua sendo escrita por mim, por nós, e agora, com você também.
Minha gratidão às mulheres incríveis dessa coletânea, pela coragem de partilhar suas histórias
À Vilma, por tornar esse encontro possível
À minha família, por ser base e sustento
À Juliana Cardoso, pelo prefácio e pelo compromisso com a luta das mulheres
E, principalmente, à minha mãe, que segue sendo minha maior inspiração
Seguimos juntas
Nelice Pompeu









Nenhum comentário:
Postar um comentário