Ação integrada inutilizou máquinas, motores e acampamentos utilizados em mineração ilegal no sudoeste do Pará
A Polícia Federal, junto com o Ibama, deflagrou, entre os dias 28 e 31 de julho, uma operação de desintrusão e combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no sudoeste paraense. A ação também teve apoio da Força Nacional e do Centro de Cooperação Internacional da Amazônia (CCPI).
Durante a operação, foram inutilizadas duas pás-carregadeiras, dois acampamentos, dois motores utilizados em balsas de garimpo (incluindo um conjunto de bomba e motor), um motor de quatro tempos, um gerador, um tanque de combustível com capacidade para 1.000 litros e diversos galões empregados na atividade ilícita. Além disso, duas motosserras foram apreendidas pelo Ibama, tudo em áreas remotas da floresta amazônica, no limite dos municípios de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos.
O objetivo é interromper a exploração irregular de recursos minerais e reduzir os danos ao meio ambiente e às populações tradicionais.
A inutilização de estruturas empregadas no garimpo ilegal é prevista na legislação ambiental e nas normas de proteção aos territórios indígenas, em caso de impossibilidade de retirar os equipamentos do local, para que não sejam reutilizados na atividade clandestina.
A operação foi planejada em inquérito que apura denúncias de mineração ilegal em áreas protegidas. Informações reunidas por órgãos de fiscalização e por entidades de proteção aos povos indígenas apontaram a continuidade das atividades garimpeiras na Terra Indígena Baú.
Levantamentos técnicos também identificaram que as atividades desenvolvidas às margens dos rios Curuá e Curuaés vêm causando impactos diretos às comunidades indígenas, com prejuízos aos recursos pesqueiros e reflexos ambientais e sanitários para a população local.
As investigações seguem para identificar financiadores, organizadores e demais envolvidos nas atividades ilícitas.

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