O Tribunal de Contas começou a separar as contas do fundo de seguridade e da prefeitura de São Roque. E em analise publicada em seu site apontam uma receita de R$ 79,9 milhões e uma despesa de R$ 183,3 milhões, ou seja, um rombo no orçamento de R$ 106 milhões.
Veja abaixo a análise do resultado orçamentário (dados isolados da prefeitura municipal ) feita pelo Tribunal de Contas:
“O Resultado Geral da Execução Orçamentária, apurado com base nos dados enviados pela origem, demonstra que o órgão registrou um déficit no período, correspondendo a -133,25% da receita realizada.”
O Tribunal ainda apontou outros problema e alertou a prefeitura sobre a redução a menor que o projetado do pagamento de restos a pagar.Os restos a pagar somavam R$ 14,3 milhões no final de 2015 e agora somam R$ 8 milhões.A meta prevista era de restos a pagar de R$ 4,7 milhões, ou seja, ficou R$ 3,3 milhões acima do projetado. Por isso, o tribunal recomenda:
“Diante das baixas ocorridas aquém do parâmetro que indique a redução integral no exercício em exame, deve o órgão ser alertado, para a adoção dos ajustes necessários.”
Esta redução das projeções de pagamentos do restos a pagar apontam para dificuldades crescentes no caixa da prefeitura.
Este cenário é explicado pela queda das receitas do município em 0,23% do primeiro quadrimestre de 2015 frente a 2016, E pelo aumento da despesa em quase 87%.
As principais quedas da receita de impostos federais e estaduais de mais de R$ 6,3 milhões, someneo com o IPVA e ICMS a queda foi de R$ 4,1 milhões e com o Fundo de Participação dos Municípios foi de R$ 2,6 milhões.
As receitas próprias do município cresceram pouco mais de 2%, com destaque para o IPTU que subiu 5,7% , mas preocupa muito retração de 2% na receita do ISS, que indica a queda das receitas de serviços e do comércio.
As receitas de dívida ativa, recolhimentos de impostos atrasados, cresceram 43% ou R$ 1,2 milhão. As receitas de contribuição cresceram 57% ou R$ 1,4 milhão, destaco a receita de iluminação pública com aumento de 38%
Na despesa, destaco o crescimento da despesa de pessoal em 179%, e do custeio da máquina ,sem pessoal, de 28%.
Diante deste cenário vai fica cada vez mais claro que a falta de uma boa gestão fiscal da atual gestão e que o aumento de despesas é uma tentativa desesperada pra conseguir a cada vez mais distante vitória eleitoral em outubro deste ano.

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