Flávio Dino e Força Nacional (Foto: José Cruz/Agência Brasil | Twitter/Fátima
BEzerra)
"O Rio Grande do Norte é uma prioridade nacional”, disse o ministro
Agência Brasil – O ministro da Justiça, Flávio Dino, desembarcou, na noite deste domingo (19), em Natal, capital do Rio Grande do Norte, estado que enfrenta uma crise na segurança pública desde a última terça-feira (14). Na chegada, o ministro disse que, além de analisar medidas ainda necessárias para contenção dos ataques violentos, vai discutir, durante a visita, investimentos estruturantes no sistema penitenciário.
Dino reuniu-se com a governadora Fátima Bezerra e apresentará um prognóstico da crise, além do montante a ser investido. “Posso afirmar
que o cronograma é imediato, não são recursos que dependam da votação de leis ou de previsão orçamentária. São recursos que o Ministério da Justiça dispõe, tanto na área de segurança pública,
quanto na área penitenciária e, neste momento, o Rio Grande do
Norte é uma prioridade nacional. Isso será anunciado e o cronograma dependerá dessa parceria com o governo do estado”, acrescentou.
Ao menos 252 ataques foram feitos contra a população, prédios
públicos, comércios e veículos desde a última terça-feira (14), segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do RN nesse sábado (18). Para autoridades estaduais, os atos
são uma retaliação do crime organizado a ações repressivas do
governo, que resultaram em prisões nas últimas semanas.
O ministro da Justiça destacou que, até este momento, foram
enviados cerca de 700 policiais das várias forças federais, o que representa um investimento de mais de R$ 5,3 milhões. “Quem
comanda a Segurança Pública no Rio Grande do Norte é a
governadora. E isso nós respeitamos em todos os estados do país, independentemente da posição política do governador ou da
governadora, portanto, nós estamos aqui solidários e reafirmando a confiança na autoridade da governadora e do sistema estadual de Segurança Pública.”
Garantia da Lei e da Ordem
Dino afirmou ainda que o uso do mecanismo da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que inclui a convocação das Forças Armadas, não está sendo considerado neste momento, sobretudo, pela redução dos indicadores da crise.

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