O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na
sigla em inglês) revisou nesta segunda-feira a magnitude do terremoto
registrado na última sexta-feira (11) na costa nordeste do Japão de 8,9 para
9,0. A mesma revisão já havia sido feita por sismólogos japoneses. O tremor
gerou um tsunami que atingiu diversas cidades, provocou incêndios e causou
danos ao sistema de resfriamento dos reatores do complexo nuclear de Fukushima
Daiichi. Por precaução, cerca de 200 mil moradores já foram retirados das
A magnitude de 9,0 coloca o tremor no Japão na
quarta posição no ranking dos piores ocorridos no mundo desde 1900, e o pior no
Japão desde que registros instrumentais modernos começaram a ser feitos, há 130
anos.
Segundo o governo, o mais recente saldo de vítimas
divulgado pela polícia indica que 1.897 morreram em consequência do terremoto e
do tsunami. Mais de 2.000 estão feridas e outras 3.000 estão desaparecidas.
O número de mortos, porém, ainda deve aumentar e as
autoridades estimam que a cifra final deve superar os 10 mil. Somente em duas
áreas da província de Miyagi foram encontrados 2 mil corpos ainda não
contabilizados no balanço oficial. Há cidades em que milhares estão
desaparecidos.
O USGS informou que as atualizações ocorrem quando
mais informações sobre terremotos estão disponíveis, e após a realização de
análises mais aprofundadas.

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