Segundo informações de bastidores, teriam garantido permanência no PSDB apenas o líder da bancada, Floriano Pesaro, e os vereadores Tião Farias, José Rolim e Aníbal de Freitas, que eram suplentes e tomaram posse com a eleição de colegas a deputados em 2010. Confirmada a previsão de desligamento coletivo – parte da bancada marcou reunião para hoje à tarde -, a lista de dissidentes incluiria o atual presidente da Câmara Municipal, José Police Neto. Ele não retornou às ligações da reportagem na noite de ontem.
Com quatro vereadores, os tucanos passariam de maior bancada da Casa a quarta força, atrás do PT, do PR e, possivelmente, do PSD, que será criado por Kassab e conta por ora com o anúncio de cinco apoios vindos do DEM. O PSD é o provável destino dos tucanos que deixarem o partido, embora integrantes da legenda especulem que alguns podem ir para PPS, PV e PMDB, por exemplo.
O anúncio de hoje da bancada deve ser precedido de críticas a ala do partido próxima a Alckmin. Os vereadores devem citar gravação de evento ocorrido na quinta-feira, na Câmara Municipal, em que militantes tucanos fazem ataques a parlamentares e ameaças físicas. Outro fator que deve ser apresentado é a falta de espaço na Executiva Municipal do PSDB: os vereadores queriam a presidência, que acabou conquistada pelo deputado federal e secretário de Gestão de Geraldo Alckmin, Júlio Semeghini. Passaram, então, a cobrar a secretaria-geral da Executiva, segundo cargo em importância, mas teriam tido sugestões de nomes vetadas pelo grupo de Farias e do ex-presidente municipal João Câmara. Na última quinta, após Semeghini ter festejado acordo com os vereadores, os dois se opuseram e levaram o impasse de volta à mesa. Hoje, está marcada nova reunião para tentar uma “trégua”.
Alckmin afirmou, durante a semana, que não havia racha no PSDB, e que se chegaria a um acordo na reunião de hoje. Foi justamente um ato do hoje governador, porém, que desencadeou uma crise interna em 2008. A bancada queria, à época, apoiar a reeleição de Kassab, que havia assumido a Prefeitura em 2006, com a renúncia de José Serra (PSDB) para disputar o governo. Alckmin, porém, defendeu a candidatura própria, e os vereadores acabaram migrando, informalmente, para a campanha de Kassab, que derrotou Alckmin. “Desde que o Geraldo ganhou o governo, já se esperava um ‘troco’ de seus aliados”, afirmou vereador tucano na noite de ontem.
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