do jornal da estância
Pe. Júlio Gotardo
Não devemos
acumular, mas repartir os bens, para que todos possam viver uma vida humana
saudável.
Em toda época eleitoral somos
acalentados por discursos políticos que prometem o bem comum gerando uma
sociedade que tenha oportunidades para que todos os seres humanos possam
desenvolver-se sadiamente num mundo perfeito. A experiência nos mostra que,
passadas as eleições, os eleitos, na sua maioria, procuram organizar e
privilegiar sua vida pessoal e o grupo que o apoiou financeiramente durante a
campanha eleitoral. Fazem dos bens públicos pedestais para a satisfação de
interesses personalistas e egoístas, enquanto as pessoas humildes que foram
ludibriadas e enganadas pela propaganda eleitoral ficam a mercê da satisfação
de suas necessidades básicas.
Precisamos votar com consciência,
acompanhar e cobrar mensalmente, pelo menos, as pessoas que ganharam nosso
voto, para que dirijam sua ação, durante o seu mandato, em busca unicamente do
bem comum, mesmo que seja necessário sacrificar os interesses pessoais e
egoístas. Sabemos que a ideologia de alguns partidos de hoje seguem a mesma
ideologia trazida para o Brasil em 1500 pelo P. A. C. (Pedro Álvares
Cabral), que veio aqui para sugar as riquezas da terra e dizimar o nosso povo
em benefício de uma pequena elite dominante. Esta elite, com vários nomes e
siglas diferentes continuou dominando e explorando nosso pais durante todos
esses séculos, até os nossos dias
Os bens deste mundo existem para
satisfazerem os desejos de todas as pessoas e não só de algumas classes
privilegiadas. Para acontecer a justiça é necessário que haja uma distribuição
mais eqüitativa dos bens deste mundo.
Não devemos acumular, mas repartir os
bens, para que todos possam viver uma vida humana saudável.
O bem comum é a satisfação dos desejos fundamentais para que toda a
pessoa possa viver com a dignidade de filho e filha do Criador. Promover o ser
humano é dar-lhe oportunidades de acesso aos bens deste mundo em igualdade de
condições com os seus semelhantes.
A promoção do ser humano pressupõe o respeito para com a natureza, a
ecologia que são o berço preparado por Deus para acalentar todos seus filhos e
filhas. O progresso tecnológico deve conviver harmonicamente com o berço
ecológico da humanidade para que o bem seja comum também no que diz respeito à
Obra da criação que inclui minerais, vegetais, animais e o meio ambiente.
Todos devemos participar, comunitariamente e dinamicamente para que se
realize o bem comum.
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