Folha de S.Paulo
A reportagem foi nos três terminais, todos administrados pela empresa Socicam, e encontrou procedimentos distintos para permitir a entrada de idosos e deficientes.
Os demais usuários pagam R$ 1,50 --crianças de até seis anos entram de graça, mas não preenchem a ficha porque entram por porta lateral.
No terminal do Tietê (zona norte), o principal da cidade, os idosos pegam a mesma fila do banheiro que os usuários comuns, mas depois tem de apresentar a identidade, preencher uma ficha com nome, RG e assinar.
A aposentada Neuza Cristino Diogo, 69 anos, criticou a burocracia. "Muitos já não enxergam, têm dificuldades motoras para escrever. Sozinha, a funcionária não consegue ajudar", disse.
Deficientes --com exceção dos cadeirantes, que entram pelo lado-- também são submetidos ao procedimento. O terminal do Tietê tem outro banheiro, gratuito, mas afastado de onde os passageiros costumam se concentrar.
Já no terminal da Barra Funda (zona oeste), o preenchimento da ficha pelos idosos ocorre no balcão de informações da rodoviária, onde um único funcionário também responde a perguntas e vende cartões telefônicos. Lá os deficientes não precisam preencher a ficha, já que as cabines com acessibilidade ficam antes das catracas.
No Jabaquara (zona sul), o acesso ao sanitário principal é feito por duas escadas e, por isso, o local não recebe deficientes --eles têm de ir a uma área "exclusiva para funcionários do terminal". Lá, a ficha para os idosos é preenchida por funcionários.

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