07/05/2011

Justiça decide manter vereadores de Taboão presos



ANDRÉ CARAMANTE

DE SÃO PAULO
A Justiça decidiu prorrogar por mais cinco dias a prisão temporária dos três vereadores de Taboão da Serra (Grande São Paulo) acusados de integrar um esquema para fraudar quitações da dívida ativa da cidade.

Os vereadores Carlos Alberto Aparecido de Andrade, 47, do PV, Arnaldo Clemente dos Santos, 43, o Arnaldinho, do PSB, e José Luiz Eloi, 47, do PMDB, foram presos pela Polícia Civil durante sessão na Câmara Municipal de Taboão da Serra, cidade com 244 mil habitantes, na terça-feira. Eles negam os crimes.
Os três são da base política do prefeito Evilasio Cavalcante de Farias (PSB). Outros dos dez vereadores que permanecem em atividade na Câmara de Taboão da Serra também são investigados. Nesta tarde, eles decidiram em sessão extraordinária instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o esquema de fraude.
Inicialmente, a prisão era temporária por cinco dias e os acusados já poderiam ser soltos amanhã, mas a juíza Flávia Castellar Olivério decidiu na noite desta sexta-feira que eles deverão permanecer atrás das grades ao menos até quinta-feira.
Segundo a Delegacia Seccional de Taboão da Serra, o rombo causado pela fraude atribuída aos vereadores ultrapassa os R$ 10 milhões. A quadrilha cobrava 30% do que era devido de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para sumir com o valor integral da dívida, diz a polícia.
Marcelo Pereira Cavalo, 31, Rafael da Silva, 27, conhecido como Rafinha, e Acileide Franca da Cruz, 40, conhecida como Leda, ainda são procurados pela polícia.
Ao todo, oito pessoas foram presas até agora acusadas de integrar o esquema. Além dos políticos, foram presos Milton Andrade, irmão do vereador Andrade, Turíbio Antonio de Castilho Júnior, 56, Bruno Camargo Bolfarini, 27, e Celso Santos de Vasconcelos, 36, que trabalhou na prefeitura e é apontado como agenciador de devedores do IPTU. Todos também negam qualquer tipo de crime.
Os quatro também tiveram as prisões prorrogadas por ordem da juíza Flávia Olivério, nesta sexta-feira.
A investigação começou em março, quando o auxiliar administrativo Márcio Renato Carra, 32, foi preso na Prefeitura de Taboão ao dar baixa em três carnês de IPTU que, ao todo, somavam dívida de cerca de R$ 65 mil. Carra foi preso em flagrante.

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