Sindicato dos motoristas estima que cerca de 1,5 milhão de passageiros serão afetados na capital
Marcela Gonsalves - Central de Notícias
SÃO PAULO - Os trabalhadores do setor de manutenção de
32 garagens de ônibus em São Paulo fazem uma paralisação desde as 12h
desta terça-feira, 17. Segundo Nailton Francisco de Souza, coordenador
do Departamento de Comunicação do Sindicato dos Motoristas, a iniciativa
causará um efeito dominó no transporte público da cidade. Os ônibus recolhidos com falhas mecânicas ou após o último horário de pico não voltarão a circular enquanto a manifestação for mantida. Nailton estima que dois mil ônibus não estarão nas ruas no horário de pico da tarde desta terça-feira. Ele prevê que cerca de 1,5 milhão de passageiros sejam afetados.
O motivo da paralisação é a suspensão das negociações salariais com os donos das empresas de ônibus. O Sindicato dos Motoristas reivindica desde março algumas pautas junto às empresas. Uma reunião entre os representantes deveria ser realizada na última sexta-feira, 13, mas ela foi transferida para segunda-feira e depois para hoje, terça-feira. Como ela não aconteceu, os trabalhadores decidiram paralisar os trabalhos.
Entre as reivindicações estão a correção da inflação entre maio de 2010 a abril deste ano, pelo índice do Dieese, o que equivale a um aumento de aproximadamente 7,3%. Além disso, exigem um aumento real de 5%, mais participação dos resultados do período, aproximadamente R$ 1100. Outra reivindicação é o aumento do vale refeição de R$11 para R$15.
Também é pleiteada a equiparação de salários de mecânicos, eletricistas e pintores, com o maior salário, de funileiros. Além disso, o Sindicato quer a criação de nomenclatura especifica para determinadas funções como borracheiro e fibreiro. Esses trabalhadores não têm piso salarial estabelecido.

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