20/09/2011

PM sinaliza que Sorocaba não deve ganhar batalhão



Marcelo Andrade
marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br

O comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Estado de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, sinalizou que Sorocaba não deverá contar, pelo menos a curto prazo, com mais um batalhão, já que, ainda segundo ele, a tendência da corporação é transformar as unidades administrativas em operacionais, com vistas a ampliar o policiamento nas ruas, além de evitar a elevação de gastos previstos no orçamento da corporação. Segundo ele, para que haja a possibilidade de implantação há a necessidade de um movimento popular e sua oficialização ao comando local, além de um amplo estudo de viabilidade técnica que leva em conta diversos fatores. Disse ainda que em Sorocaba, a exemplo de todo o Estado, não deverá haver aumento de efetivo de policiais até 2013.

A informação foi dada na noite de ontem pelo comandante-geral, que esteve em Sorocaba para fazer uma palestra aos estagiários da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg). A manifestação de Camilo reforça as declarações dadas pelo comandante do 7.º Batalhão de Policia Militar do Interior (7.º BPM/I), coronel Vitor Gusmão, no último dia 30 de agosto, na qual havia descartado a criação de um segundo batalhão em Sorocaba. "O que interessa é mais policiamento na rua. Quando eu crio um pelotão, grupo ou base, a estrutura operacional não muda; não tem problema. Mas quando se cria acima de companhia tenho que ter uma uma estrutura administrativa. Para uma companhia ser criada são necessários no mínimo 15 homens. Isso sendo a mais enxuta possível. Já um batalhão, o número varia de 40 a 90 homens, só para trabalhar na administração", explicou.

O comandante-geral ressaltou que para a implantação de um batalhão da PM em uma cidade, após a formulação de um pedido oficial da população, por meio de seus representantes, como os Conselhos de Segurança Comunitária (Consegs), o Estado Maior se baseia em quatro critérios. "A população, nos três recortes: residente, pendular e a flutuante; o índice de criminalidade, área a ser coberta e as peculiaridades da cidade, como por exemplo, se ela tem presídios, shoppings, hospitais", ponderou.

Destacou que um dos fatores que tem influenciado o Comando da PM a decidir por esse fator é a modernização e utilização das novas tecnologias, sobretudo nas funções administrativas. "Dispomos de tablets, câmeras nos helicópteros, videomonitoramento, que também têm nos ajudado na área administrativa. Muitos procedimentos que nós fazíamos de forma manual hoje estão automatizados", disse.
 
Falta oficializar 
Diante da insistência da reportagem sobre a possibilidade de criação de mais um batalhão em Sorocaba, o comandante da PM foi taxativo: "É muito precipitado eu dar uma opinião. Há um clamor da sociedade por todas cidades pelas quais passamos de se criar batalhões e companhias. Estamos estudando cada caso. Mas volto a dizer, a tendência na Polícia Militar do Estado de São Paulo é transformar as unidades administrativas em operacionais. No caso de Sorocaba não recebemos qualquer tipo de solicitação."

Ao lado do comandante da PM no Estado, a responsável pelo Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), a coronel Fátima Ramos Dutra, disse que ainda aguarda uma solicitação oficial por parte de representantes da sociedade local para iniciar os estudos de possível viabilidade técnica de implantação de um novo batalhão. Ao ser questionada se a audiência pública realizada realizada no dia 30 de agosto, organizada pelo Conselho de Segurança Comunitária (Conseg) da Zona Industrial, realizada na Casa do Cidadão do Éden, bem como o abaixo-assinado, com mais de 20 mil assinaturas, colhidas pela instituição, já não seriam suficientes para dar início ao estudo, foi enfática: "Eles não formalizaram nenhuma documentação". "Só falamos com estudo na mão", completou o comandante-geral.

O coronel da PM também revelou que aumento da corporação, com policiais nas ruas, somente a partir de 2013. "Nós estamos completando o efetivo em todo o Estado. A média desse complemento, entre os que deixam a corporação e os que entram gira em torno de 10%. Aumento do efetivo nós não teremos. Estamos selecionando mais 6 mil, mas estes terão que fazer escola de formação. O PM é treinado por dois anos: um ano de escola e outro de acompanhamento na unidade. Ou seja, só estarão disponíveis para trabalhar em 2013. Aí sim teremos aumento real do efetivo", explicou

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