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Adriane Mendes
adriane.mendes@jcruzeiro.com.br
Os servidores do Juizado Especial Federal de Sorocaba iniciaram ontem pela manhã uma paralisação de 24 horas, aderindo ao movimento grevista por tempo indeterminado deflagrado ontem pela categoria em todo o Estado de São Paulo, que reclamam a falta de reajuste salarial nos últimos seis anos. A categoria também quer a reposição da inflação do período. Hoje, os servidores devem deliberar sobre a continuidade da paralisação.
A mobilização espera que todos os 70 servidores locais engrossem a paralisação, alcançando adesão total. Salário inicial de técnico judiciário é de R$ 3 mil e o de analista, que requer curso superior de Direito, R$ 5 mil.
A paralisação teve início, segundo a organização, com 70% de adesão. Para informar a população, os funcionários saíram à frente do prédio do Juizado Especial Federal, na avenida Armando Pannunzio, e estenderam faixas cobrando negociação salarial com o governo federal. De acordo com o analista judiciário Jácomo Piccolini, há seis anos a categoria não tem aumento salarial e nem mesmo reposição da inflação, o que, segundo explica, remete à reivindicação de 56% de reajuste referentes ao período.
A categoria cobra ainda a aprovação do projeto de lei (PL) 6.613/09 que tramita no Congresso Nacional há dois anos, que revisa o Plano de Carreira e Serviços (PCS) da categoria na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012. Piccolini relembrou que já houve uma paralisação de trinta dias no ano passado, antes da eleição presidencial, e que o movimento só foi encerrado devido ao comprometimento do governo em contemplar o projeto de lei após o pleito eleitoral, o que não aconteceu.
A categoria também reclama que "em setembro do ano passado, o Judiciário apresentou uma proposta orçamentária para o Executivo que, por sua vez, agindo de forma inconstitucional, não a encaminhou para o Legislativo. Por isso, agora até mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria cobrando informações do Executivo, por entender que isso implica interferência direta na independência dos poderes", explicou Piccolini. Ele também detalhou que o governo não apresentou nenhuma contraproposta e que o único projeto do governo federal visa o congelamento salarial até 2020.
O Juizado Especial Federal de Sorocaba atende, principalmente, ações previdenciárias e possui 54 mil processos em andamento, sendo 18 mil no Judiciário Especial e 12 mil em cada uma das três varas. Diariamente o Juizado atende a uma média de 50 pessoas, enquanto que cem pessoas se dividem entre as varas. Além de Sorocaba, o órgão atende mais 36 municípios.
Apoio da população
A paralisação ontem dividiu as opiniões de entrevistados. A cabeleireira Renata Sílvia Rosa Fidêncio disse ser contrária a qualquer movimento grevista e criticou também as paralisações dos bancários e dos Correios. Ao seu ver, "a população é que sempre sai prejudicada, por isso acho que deveriam usar outros métodos para as negociações". A trabalhadora rural Maria Conceição de Almeida Penteado, que há seis anos tenta se aposentar, se mostrou indecisa: "sou favorável, mas desde que os atendimentos urgentes não sejam prejudicados". Já os aposentados Heleno de Paula Ribeiro e Guido Pinto Rosa são totalmente favoráveis às greves. Para o primeiro, "muitas vezes a greve é a única forma de reivindicação", e para o motorista Guido, "todos trabalhadores têm que lutar pelos seus direitos."
adriane.mendes@jcruzeiro.com.br
Os servidores do Juizado Especial Federal de Sorocaba iniciaram ontem pela manhã uma paralisação de 24 horas, aderindo ao movimento grevista por tempo indeterminado deflagrado ontem pela categoria em todo o Estado de São Paulo, que reclamam a falta de reajuste salarial nos últimos seis anos. A categoria também quer a reposição da inflação do período. Hoje, os servidores devem deliberar sobre a continuidade da paralisação.
A mobilização espera que todos os 70 servidores locais engrossem a paralisação, alcançando adesão total. Salário inicial de técnico judiciário é de R$ 3 mil e o de analista, que requer curso superior de Direito, R$ 5 mil.
A paralisação teve início, segundo a organização, com 70% de adesão. Para informar a população, os funcionários saíram à frente do prédio do Juizado Especial Federal, na avenida Armando Pannunzio, e estenderam faixas cobrando negociação salarial com o governo federal. De acordo com o analista judiciário Jácomo Piccolini, há seis anos a categoria não tem aumento salarial e nem mesmo reposição da inflação, o que, segundo explica, remete à reivindicação de 56% de reajuste referentes ao período.
A categoria cobra ainda a aprovação do projeto de lei (PL) 6.613/09 que tramita no Congresso Nacional há dois anos, que revisa o Plano de Carreira e Serviços (PCS) da categoria na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012. Piccolini relembrou que já houve uma paralisação de trinta dias no ano passado, antes da eleição presidencial, e que o movimento só foi encerrado devido ao comprometimento do governo em contemplar o projeto de lei após o pleito eleitoral, o que não aconteceu.
A categoria também reclama que "em setembro do ano passado, o Judiciário apresentou uma proposta orçamentária para o Executivo que, por sua vez, agindo de forma inconstitucional, não a encaminhou para o Legislativo. Por isso, agora até mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria cobrando informações do Executivo, por entender que isso implica interferência direta na independência dos poderes", explicou Piccolini. Ele também detalhou que o governo não apresentou nenhuma contraproposta e que o único projeto do governo federal visa o congelamento salarial até 2020.
O Juizado Especial Federal de Sorocaba atende, principalmente, ações previdenciárias e possui 54 mil processos em andamento, sendo 18 mil no Judiciário Especial e 12 mil em cada uma das três varas. Diariamente o Juizado atende a uma média de 50 pessoas, enquanto que cem pessoas se dividem entre as varas. Além de Sorocaba, o órgão atende mais 36 municípios.
Apoio da população
A paralisação ontem dividiu as opiniões de entrevistados. A cabeleireira Renata Sílvia Rosa Fidêncio disse ser contrária a qualquer movimento grevista e criticou também as paralisações dos bancários e dos Correios. Ao seu ver, "a população é que sempre sai prejudicada, por isso acho que deveriam usar outros métodos para as negociações". A trabalhadora rural Maria Conceição de Almeida Penteado, que há seis anos tenta se aposentar, se mostrou indecisa: "sou favorável, mas desde que os atendimentos urgentes não sejam prejudicados". Já os aposentados Heleno de Paula Ribeiro e Guido Pinto Rosa são totalmente favoráveis às greves. Para o primeiro, "muitas vezes a greve é a única forma de reivindicação", e para o motorista Guido, "todos trabalhadores têm que lutar pelos seus direitos."
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