A filha, o genro, a irmã, a sogra e um cunhado do prefeito de Mairinque, Dennys Veneri (PTB), correm o risco de perder o emprego. Os cinco ocupam cargos comissionados e podem ter cassadas suas nomeações, que conforme a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, caracterizam a prática do nepotismo, um caso de flagrante violação à Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe a contratação de parentes até o terceiro grau na administração pública. Também estão incluídos nessa situação a cunhada do vice-prefeito, José Edenilson Santana de Lima (PTB), e outros dois assessores.
Com o objetivo de tirar os funcionários dos cargos, a Procuradoria ingressou, esta semana, com a reclamação RCL 13.164 junto ao STF. A ação tem pedido de liminar para que as nomeações sejam suspensas até a decisão final do Supremo.
Oito funcionários que trabalham em cargos comissionados na Prefeitura de Mairinque correm o risco de terem cassadas suas nomeações. Entre os parentes do prefeito que podem perder o cargo estão a filha Thais Helena Martins Veneri, que é diretora do Departamento de Administração; o genro Alexandre Dias Ferraz, diretor do Departamento de Esporte Turismo e Lazer; a irmã Jocely Veneri, diretora do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Social; a sogra Odara Lesia Petraniwsky, diretora do Departamento do Bem Estar Social; e o cunhado Benedito João Paulo Taraborelli, diretor de Departamento do Meio Ambiente. Não foi mencionado na reclamação Hélio Moreto Júnior, primo do prefeito, que está no cargo de diretor do Departamento de Finanças. Por parte do vice-prefeito ocupa a função de Diretora Especial Executiva a cunhada Jaqueline Pereira Teixeira de Lima. Outros dois funcionários estão na mesma situação: Vitório Aldighieri Júnior, assessor de projetos especiais, cunhado de Sérgio Antonio Gonçalves, assessor de Ações Políticas e Administrativas da Prefeitura.
Em um comunicado emitido pela assessoria de imprensa, a Prefeitura de Mairinque justifica que ainda não foi notificada oficialmente. "O que se sabe são apenas informações veiculadas nas mídias, assim sendo, a Prefeitura mantém seu posicionamento quanto ao caso, que está regulamentado de acordo com a lei vigente até o momento", informou, em nota.
Em novembro de 2010, por cinco votos a quatro, os vereadores de Mairinque reprovaram a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município que acabaria com o nepotismo no atual e futuros governos municipais. Com a decisão, foram mantidos os sete cargos de primeiro escalão concedidos aos parentes do prefeito Dennys Veneri e outros 13 cargos de chefia ocupados por familiares do vice-prefeito José Edenilson, assessores e diretores de departamentos municipais. Seriam, portanto, 20 casos de nepotismo. Porém, a Procuradoria-Geral reclama de oito cargos. A reportagem questionou a assessoria de imprensa do órgão sobre o motivo pelo qual não foram relacionados na reclamação os outros cargos e a resposta foi de que a situação seria apurada.
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