Governador assumiu que há dificuldades para a contratação de novos profissionais
Jornal Cruzeiro do sul
André Moraes
andre.moraes@jcruzeiro.com.br
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assumiu que existem problemas na contratação de médicos para atuar no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e anunciou que irá aumentar "muito" o salário desses profissionais, como forma de contornar a situação. Os pronunciamentos foram feitos durante uma visita à cidade de Mairinque, na tarde de ontem, para a entrega de obras viárias e revitalização em praças. Esse entrave entre os médicos e o governo estadual já vem ocorrendo desde o ano passado, quando 50 profissionais se demitiram do CHS, por conta dos baixos salários recebidos. "Com o aumento que Alckmin deu no seu primeiro ano de governo, o salário foi de R$ 1,5 mil para R$ 1,8 mil. Se somadas as gratificações, o médico não ganha nem R$ 3 mil para fazer 20 horas semanais", relata o presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e região, Antônio Sérgio Ismael.
O presidente do sindicato acredita que o pronunciamento de Alckmin, sobre o aumento dos salários, se refere a algumas negociações que ocorrem, desde março do ano passado, entre a Associação Paulista de Medicina e a Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com Ismael, a classe reivindica um salário de R$ 9.381,00 por 20 horas semanais trabalhadas, mas revela que há uma proposta de R$ 6 mil, que até agora não foi aceita. "Mesmo sendo uma proposta razoavelmente interessante, ainda estamos negociando para chegar a um salário condizente."
O problema da insatisfação dos médicos em relação aos seus salários ficou evidente no dia 29 de novembro de 2011, quando algumas pessoas envolvidas em um acidente na rodovia José Ermírio de Moraes, a Castelinho, não puderam ser atendidas no Hospital Regional porque não havia equipe médica de plantão no local. Isso ocorreu porque 50 médicos haviam pedido demissão do CHS naquele ano. "Pelo salário atual é muito difícil conseguir contratar alguém para trabalhar para o Estado", afirma Ismael.
Para contornar essa situação, Alckmin chegou a anunciar a contratação de 100 novos médicos para o CHS, durante uma visita feita a Sorocaba, em dezembro do ano passado. Desde então, houve, no mesmo mês, a abertura de um edital pela direção do CHS - que pode ser acessado pelo link http://migre.me/7B0WA - para a contratação de um médico na área clínica. As inscrições estão sendo aceitas somente até hoje.
UTI terceirizada
O governador também revelou, durante a visita, que a Cruzada Bandeirante São Camilo de Assistência Médico-Social já assumiu dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional. Segundo Alckmin, a entidade filantrópica continuará instalando suas equipes no local gradativamente, quando em fevereiro deverá assumir mais dez leitos e outros dez restantes em março. A terceirização da UTI estava sendo comentada desde novembro, quando o jornal Cruzeiro do Sul veiculou que a São Camilo deveria assumir a unidade, por conta da ampliação no número de leitos dos dez que existiam na época para trinta. "Isso triplica o número de leitos na UTI de adultos", enfatizou o governador.
andre.moraes@jcruzeiro.com.br
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assumiu que existem problemas na contratação de médicos para atuar no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e anunciou que irá aumentar "muito" o salário desses profissionais, como forma de contornar a situação. Os pronunciamentos foram feitos durante uma visita à cidade de Mairinque, na tarde de ontem, para a entrega de obras viárias e revitalização em praças. Esse entrave entre os médicos e o governo estadual já vem ocorrendo desde o ano passado, quando 50 profissionais se demitiram do CHS, por conta dos baixos salários recebidos. "Com o aumento que Alckmin deu no seu primeiro ano de governo, o salário foi de R$ 1,5 mil para R$ 1,8 mil. Se somadas as gratificações, o médico não ganha nem R$ 3 mil para fazer 20 horas semanais", relata o presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e região, Antônio Sérgio Ismael.
O presidente do sindicato acredita que o pronunciamento de Alckmin, sobre o aumento dos salários, se refere a algumas negociações que ocorrem, desde março do ano passado, entre a Associação Paulista de Medicina e a Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com Ismael, a classe reivindica um salário de R$ 9.381,00 por 20 horas semanais trabalhadas, mas revela que há uma proposta de R$ 6 mil, que até agora não foi aceita. "Mesmo sendo uma proposta razoavelmente interessante, ainda estamos negociando para chegar a um salário condizente."
O problema da insatisfação dos médicos em relação aos seus salários ficou evidente no dia 29 de novembro de 2011, quando algumas pessoas envolvidas em um acidente na rodovia José Ermírio de Moraes, a Castelinho, não puderam ser atendidas no Hospital Regional porque não havia equipe médica de plantão no local. Isso ocorreu porque 50 médicos haviam pedido demissão do CHS naquele ano. "Pelo salário atual é muito difícil conseguir contratar alguém para trabalhar para o Estado", afirma Ismael.
Para contornar essa situação, Alckmin chegou a anunciar a contratação de 100 novos médicos para o CHS, durante uma visita feita a Sorocaba, em dezembro do ano passado. Desde então, houve, no mesmo mês, a abertura de um edital pela direção do CHS - que pode ser acessado pelo link http://migre.me/7B0WA - para a contratação de um médico na área clínica. As inscrições estão sendo aceitas somente até hoje.
UTI terceirizada
O governador também revelou, durante a visita, que a Cruzada Bandeirante São Camilo de Assistência Médico-Social já assumiu dez leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional. Segundo Alckmin, a entidade filantrópica continuará instalando suas equipes no local gradativamente, quando em fevereiro deverá assumir mais dez leitos e outros dez restantes em março. A terceirização da UTI estava sendo comentada desde novembro, quando o jornal Cruzeiro do Sul veiculou que a São Camilo deveria assumir a unidade, por conta da ampliação no número de leitos dos dez que existiam na época para trinta. "Isso triplica o número de leitos na UTI de adultos", enfatizou o governador.
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