Léo Arcoverde e Fabiana Cambricoli
do Agora
A gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) tinha ontem apenas 27 vagas para internação de usuários de crack.
O número consta de levantamento feito pelo Agora por meio de informações de funcionários de seis clínicas conveniadas e a única unidade da prefeitura.
No total, elas têm 329 leitos para pacientes da rede pública.
Reportagem mostrou ontem que três usuários de crack levados em vans da prefeitura à AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Boracea, na Barra Funda (zona oeste), não conseguiram ser internados.
O Ministério Público pedirá explicações à prefeitura sobre a falha.
No dia 3, quando a ação da PM na cracolândia começou, a situação nas clínicas não era diferente.
Segundo os funcionários, naquele dia havia 50 leitos disponíveis, sendo que duas das unidades, as clínicas Decisão e Estância Primavera estavam lotadas.
Resposta
A Secretaria da Saúde negou haver falta de leitos de internação para usuários de crack.
A pasta disse que a prefeitura dispõe de um total de 1.200 leitos de internação na área de saúde mental. Desses, 371 são destinados apenas para dependentes químicos.
Esse número difere dos 329 usados pela reportagem --informados na semana passada pela própria pasta-- porque uma nova clínica foi contratada.
A secretaria reafirmou que investiga os responsáveis pela demora na internação dos usuários.
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