05/10/2012

Vigilância apura intoxicação de 36 pessoas em Brotas (SP)


Suspeita recai sobre a merenda escolar, que é produzida em uma cozinha industrial do município


Renê Moreira e e Auber Silva, especial para O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Vigilância Sanitária de Brotas, no interior paulista, registrou 36 casos de intoxicação envolvendo crianças, adolescentes e adultos ligados à rede municipal de ensino. Pelo menos 24 crianças, três adolescentes e nove adultos foram medicados com sintomas como diarreia e vômito.
A suspeita recai sobre a merenda escolar (fricassé de frango, arroz branco, batata palha e alface), que é produzida em uma cozinha industrial do próprio município e depois encaminhada a algumas unidades de ensino que realizam finalizações antes de servir a alunos, funcionários e até professores. Foram servidas, em toda a rede municipal, cerca de 4.750 refeições.
As vítimas deram entrada no Hospital Santa Terezinha. Os pacientes chegaram ao pronto-socorro com ânsia de vômito, mas não tinham febre. Todos já foram liberados. A maior parte das crianças intoxicadas estuda na Escola Municipal Antônio Américo Zancolli Sobrinho, no bairro Campos Elíseos.
Os alimentos suspeitos de terem causado a intoxicação foram servidos na terça-feira, 2, e muitas das vítimas começaram a passar mal no período noturno. Amostras dos pratos foram enviados à regional de Bauru do Instituto Adolfo Lutz. O resultado da análise deve sair em 20 dias. "Tivemos casos que apresentaram os mesmos sintomas, mas não haviam ingerido a merenda. Estamos aguardando o laudo", afirma o secretário de Saúde de Brotas, Leandro Nogueira.

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