10/12/2012

Sorocaba: Falso médico é detido na Santa Casa


Homem de 29 anos utilizava o nome e CRM de um médico de São Paulo para exercer a medicina em SorocabaMILENE GÓES


Após quatro meses de investigação, a Polícia Civil de São Paulo prendeu um falso médico na Santa Casa de Sorocaba neste domingo (9). Fernando Henrique Guerreiro, 29 anos, foi detido em flagrante após atender e prescrever medicamentos a uma paciente. Fernando usava o nome do médico Ariosvaldo Diniz Florentino, de São Paulo.

De acordo com a polícia, as investigações deram início pela Sétima Seccional de Itaquera, em São Paulo, que investiga crimes de latrocínio e roubo de veículos. No dia 18 de setembro, na Vila Ré, uma pessoa foi vítima de latrocínio. Neste crime estava sendo investigada a participação de uma mulher, Camila Aline da Silva Matias da Rocha, 29 anos, que, logo após o ocorrido, deixou a Capital e foi residir em Sorocaba. Camila então começou a trabalhar como falsa médica na Santa Casa de Piedade, região de Sorocaba, utilizando o nome de outra médica com o CRM do Estado de Amazonas. Ela foi detida temporariamente e encaminhada a um presídio de São Paulo, por ser investigada pelo crime de latrocínio.

Segundo a polícia, foi descoberto que Camila começou a trabalhar na Santa Casa de Piedade e no Ambulatório Municipal através de indicação de Ariosvaldo. Mediante investigações descobriu-se que Ariosvaldo residia em Sorocaba. Porém existia outra pessoa com o mesmo nome em São Paulo. As características físicas colhidas nas investigações revelaram que não se tratava apenas de uma pessoa e que havia dois indivíduos utilizando o mesmo nome.

Prisão/ O falso médico foi detido por policiais do 63º Distrito Policial de São Paulo dentro do hospital. Ao ser interrogado, ele informou que não possuía documentos comprobatórios de sua identidade. Após ser informado sobre a investigação, ele informou sua identidade verdadeira.

Atendimento/ Felipe Guerreiro foi preso instantes depois de atender uma paciente de 62 anos, que procurou o hospital por conta de uma crise nervosa. A filha dela, M.M, de 33 anos, conta que o falso médico nem chegou a examinar a paciente. Perguntou apenas o que estava sentindo e receitou medicação. “Desconfiei porque um medicamento receitado não era para uma crise nervosa, era para alergia”, comenta M, que é farmacêutica.

Guerreiro foi encaminhado à Delegacia Seccional da cidade para prestar depoimentos. A polícia vai investigar o envolvimento de outras pessoas no crime e há quanto tempo ele utilizava identidade falsa para exercer a medicina.

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