9h55 – Depois de uma queda de energia no Fórum atrasar a sessão, o julgamento começou.
9h28 – Sessão do júri nesta terça-feira deve começar com o depoimento de testemunhas do caso. A delegada Ana Maria foi a única ouvida até o momento, nessa segunda-feira. A expectativa é de que o julgamento possa ser encerrado nesta quarta, 6. Ontem, o advogado de Bruno dispensou as testemunhas de defesa.
9h18 – Reveja o que já foi publicado sobre o caso.
8h52 – “Questões inusitadas e bate-boca entre defesa e acusação marcam o primeiro dia de julgamento”. Leia análise de Luiz Cogan, mestre em processo penal pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
8h41 – Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) fez uma varredura no entorno do Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para eliminar o risco de atentados com explosivos.
8h00 – Bruno deixa a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e é escoltado para o fórum da cidade, onde ocorrerá o segundo dia de julgamento.
7h45 – Após 971 dias atrás das grades, um dos réus mais notórios do País, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, vai se sentar diante de um júri popular pelo segundo dia nesta terça-feira, 5. Acusado de mandar sequestrar e matar a ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos, com quem teve um filho, o atleta está sendo julgado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde está preso.
Sua ex-mulher, Dayanne Rodrigues do Carmo, que responde por sequestro e cárcere privado da criança que o jogador teve com a vítima, também está sendo julgada. Além de dois julgamentos de outros três acusados, marcados para abril e maio, novas investigações estão em andamento para apurar a possibilidade de outros dois ex-policiais civis mineiros terem participado do assassinato com Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, outro ex-agente acusado formalmente pelo crime.
Bruno chora no intervalo da audiência no primeiro dia de julgamento no Fórum de Contagem. Foto: Bernardo Salce/Agência I7
Primeiro dia. No primeiro dia do julgamento dos acusados, nessa segunda-feira, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes chegou cabisbaixo ao Fórum de Contagem. E assim ficou enquanto via a juíza Marixa Rodrigues negar as tentativas dos advogados de adiar o júri ou retirar dos autos o atestado de óbito da ex-amante – e quando todas as testemunhas de defesa foram dispensadas. No fim da manhã, chorou, depois de ter um trecho da Bíblia que tinha nas mãos apontado por um de seus advogados.
Apesar de o julgamento estar marcado para começar às 9 horas, uma série de discussões e questões preliminares atrasou o início da sessão. Apenas no fim da manhã, foi definido o júri que vai julgar Bruno e Dayanne, com cinco mulheres e dois homens, aparentando média de idade em torno de 30 anos. Antes mesmo do sorteio dos jurados, a defesa de Bruno tentou adiar o julgamento.
Em uma das questões preliminares, o assistente de acusação Lúcio Adolfo pediu novo adiamento dos trabalhos com o argumento de que há um recurso ainda a ser analisado, pedindo que seja retirado dos autos o atestado de óbito de Eliza. O documento foi emitido em janeiro, por determinação de Marixa, afirmando que a vítima foi morta por asfixia. “Com esse atestado, três quesitos (sobre a morte, a serem analisados pelos jurados) já estão respondidos”, observou o advogado Tiago Lenoir. Além do adiamento, os advogados também pediram à magistrada que determinasse a retirada do atestado do processo, mas as solicitações foram negadas.
Depoimento. Uma das responsáveis pelas investigações, a policial foi a única testemunha ouvida. A maior parte das perguntas feitas pelo promotor foi para confirmar as declarações e as circunstâncias de declarações prestadas no inquérito oficial por um primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa. Primeiro a assumir que Eliza foi assassinada em 2010, o rapaz estava com 17 anos. Hoje com 19, foi arrolado como testemunha por acusação e defesa, mas não apareceu.
Já a defesa de Bruno tentou principalmente mostrar contradições nas declarações da delegada e falhas na apuração do caso, como o fato de o ex-policial civil José de Assis Filho, o Zezé, ter sido investigado e deixado de lado na conclusão do inquérito. Por determinação do MPE e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, uma “investigação suplementar” está em curso para apurar a possibilidade de participação de Zezé e de outro ex-policial, Gilson Costa, no crime. Costa já é réu ao lado de Bola em outro processo, no qual são acusados de matar e sumir com os corpos de dois homens.
Recurso. A defesa de Bruno havia arrolado cinco testemunhas, mas como duas não compareceram optou por dispensar as demais e se fixar “nas contradições” dos depoimentos de acusação. No caso do primo de Bruno, não é possível nem mesmo pedir que a polícia busque o rapaz, pois ele mora em outra cidade e, mesmo intimado, não é obrigado a comparecer ao julgamento.
A defesa ainda deve ouvir uma testemunha de Dayanne e vai insistir na tese de que Eliza não morreu. “Por isso, pedimos a retirada do atestado de óbito. E possivelmente vamos recorrer depois”, observou Lenoir.
Condenados. Em novembro, foram julgados – e condenados – o ex-braço direito do atleta, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e outra ex-amante, Fernanda Gomes de Castro. O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, será julgado em 22 de abril pela acusação de execução e ocultação do cadáver de Eliza.
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