9h19 – No primeiro dia de julgamento foi decido o conselho de jurados, com cinco mulheres e dois homens, e a delegada Ana Maria dos Santos, responsável por parte das investigações, foi ouvida. No segundo dia, foram ouvidos o policial João Batista Guimarães, que acompanhou o depoimento do ex-motorista de Bruno, Célia Rosa Sales, a prima de Bruno e a ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues, que responde por sequestro e cárcere privado da criança que o jogador teve com a vítima.
8h27 – Após 974 dias atrás das grades, um dos réus mais notórios do País, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, comparece nesta quarta-feira, 6, à terceira sessão do júri popular que começou na segunda-feira. Acusado de mandar sequestrar e matar a ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos, com quem teve um filho, o atleta está sendo julgado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde está preso. Seu depoimento está marcado para esta quarta e a expectativa é de que ele admita, pela primeira vez, que Eliza está morta, conforme apurou o Estado.
Bruno é aconselhado pelo advogado na sala onde ocorre o julgamento no Fórum de Contagem. Foto: Bernardo Salce/ Agência I7
A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo, que responde por sequestro e cárcere privado da criança que o jogador teve com a vítima, também está sendo julgada. Nessa terça-feira ela prestou depoimento por cerca de quatro horas e negou envolvimento no crime. Disse, no entanto, ter visto todos os acusados no sítio do ex-atleta do Flamengo na época, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Apesar do reconhecimento de que a vítima morreu, a estratégia da defesa de Bruno seria atribuir o assassinato de Eliza a Luiz Henrique Romão, o Macarrão, então braço direito do goleiro, que já foi condenado pelo crime. em novembro. “Dissemos para ele (Bruno) contar o que sabe. A máscara já caiu. Ele não é mais goleiro do Flamengo. É um cidadão comum, um preso, um réu”, declarou o advogado Tiago Lenoir, um dos defensores do jogador. Uma confissão, no entanto, está descartada. “Se ele confessar vai surpreender até os advogados”, salientou.
Além de dois julgamentos de outros três acusados, marcados para abril e maio, novas investigações estão em andamento para apurar a possibilidade de outros dois ex-policiais civis mineiros terem participado do assassinato com Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, outro ex-agente acusado formalmente pelo crime.
Bruno e Dayanne já estiveram à frente de um júri popular em novembro, mas não foram julgados. Após uma série de manobras da defesa, o processo foi desmembrado, primeiro em relação ao ex-policial, o Bola, que será julgado em 22 de abril, e também no caso do goleiro e da ex-mulher. Outra ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, foi condenada com Macarrão na época.
A grande diferença entre o julgamento de novembro e o que começa nesta segunda-feira, 4, é que, no ano passado, todos os envolvidos negavam até mesmo que Eliza estivesse morta, já que o corpo nunca foi encontrado. Diante do júri, porém, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, ex-braço direito e amigo de infância de Bruno, assumiu que a modelo foi assassinada e ainda acusou o goleiro de ter sido o mandante, como sustentam a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE). Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão. A confissão levou a juíza Marixa Fabiane Lopes a determinar a expedição do atestado de óbito de Eliza.
A decisão do júri não será o desfecho da história. Além de dois julgamentos de outros três acusados, marcados para abril e maio, novas investigações estão em andamento para apurar a possibilidade de outros dois ex-policiais civis mineiros terem participado do assassinato com Bola.
Nenhum comentário:
Postar um comentário