Fabiana Cambricoli
do Agora
Pouco mais de um mês após procurar ajuda no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas) e ser internado em um hospital do Estado, o jovem Elson, 22 anos, viciado em crack há sete anos, teve alta e está há quatro dias sumido, após voltar às ruas para usar drogas.
Especialistas criticam a alta.
Ele foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico Pinel, em Pirituba (zona norte), no dia 24 de janeiro e teve alta na última quinta, dia 28 de fevereiro.
Antes disso, diz a mãe do jovem, a dona de casa Sonia Aparecida Klein, 48 anos, a equipe médica da unidade havia tentado mandá-lo embora duas vezes, nos dias 7 e 20 de fevereiro, dizendo que ele já havia passado pela desintoxicação.
"Na primeira vez, o médico chegou a assinar a alta, mas meu filho disse que não tinha condições de sair, que sonhava que estava usando a droga e acordava com o gosto dela na boca", conta.
Resposta
A Secretaria de Estado da Saúde afirmou que o paciente Elson "foi acompanhado por uma equipe multiprofissional e recebeu toda a assistência necessária para seu tratamento durante a internação", mas que, após a desintoxicação, foi novamente avaliado pelos médicos, que concluíram que "o paciente já apresentava condições clínicas" para dar continuidade ao tratamento no Caps mais próximo de sua casa.
A pasta não explicou, porém, por que ele não foi encaminhado para uma comunidade terapêutica ou unidade semelhante.
Também não informou qual é o tempo médio de internação de dependentes químicos.
Disse apenas que o tempo de internação é definido pela equipe médica e varia de acordo com o paciente, que, após a alta, é encaminhado ao tratamento ambulatorial, como determina o SUS.
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