05/02/2015

Escolas dispensam alunos e cortam escovação de dentes

Eliane Almeida, Alan Santiago e Stephane Sena

do Agora
Escolas municipais da capital dispensaram alunos mais cedo e cortaram a escovação de dentes por conta da falta de água, ontem, no primeiro dia do ano letivo.
Colégios também reforçaram o pedido para estudantes levarem garrafinhas de água.
Na escola Professor André Rodrigues Alckmin, na Brasilândia (zona norte), alunos foram liberados por volta das 10h15, mais de duas horas antes da saída.
"Eu e meus amigos tivemos que segurar a vontade", afirmou um aluno à reportagem ao falar que não pôde ir ao banheiro.
A escola Professora Alice Meirelles Reis, em Pirituba (zona norte), também deixou alunos voltarem para casa quase três horas antes –neste caso, funcionários negaram falta de água e disseram que a dispensa ocorreu porque o primeiro dia é só para "convivência dos alunos".
Resposta
O prefeito Fernando Haddad (PT) criticou ontem eventual veto à higiene bucal. "É um absurdo", afirmou.
Ele disse que a única orientação do município é fazer o uso consciente da água.
"Se houver casos assim [restrição da escovação], vocês têm de denunciar para irmos atrás", afirmou.
A Secretaria da Educação nega que as escolas Pixinguinha e Engenheiro Goulart tenham abolido a escovação ou mesmo falado sobre a possibilidade com pais.
A direção da Alice Meirelles Reis nega que tenha faltado água.
A Sabesp diz que uma obra particular afetou o abastecimento na Antônio Veríssimo. E que o problema na André Alckmin foi causado por falta de energia elétrica.
Procurada após resposta da Sabesp, às 19h30, a Eletropaulo negou falta de energia na região e pediu localização da adutora na área.
Às 21h, a Sabesp disse que não seria possível fornecer a informação ontem.
A Sabesp diz que enviou caminhões-pipa para abastecer as instituições de ensino.

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