
"Na prática, o que faz o presidente em exercício Michel Temer e seu ministério é administrar expectativas até que possa se tornar definitivo", afirma o jornalista José Roberto de Toledo, colunista do Estadão; segundo ele, enquanto isso, a mão "silenciosa do governo age de todas as maneiras" para tentar evitar que a Lava Jato destrua o PMDB; "Enquanto a mão age em silêncio, a boca tenta distrair o público falando o oposto", diz
13 DE JUNHO DE 2016 ÀS 11:56
247 - "Nada além do simbólico deve ser votado pelo Congresso Nacional até que o Senado julgue e impeça definitivamente Dilma Rousseff, o que não vai ocorrer antes de agosto", afirma o jornalista José Roberto de Toledo.
O colunista cita que o anunciado corte de cargos, por enquanto, "ficou só na garganta", assim como a promessa de que iria nomear apenas com preparo e experiência técnica para as empresas estatais, o que acabou voltando atrás logo em seguida.
"Na prática, o que faz o presidente em exercício Michel Temer e seu ministério é administrar expectativas até que possa se tornar definitivo", escreve Toledo.
"Enquanto o braço administrativo atua no campo simbólico à espera das condições que julga ideais para começar a governar de fato, a mão silenciosa do governo interino age de todas as maneiras para evitar que as indiscrições da Lava Jato e as ações do Ministério Público destruam a teia peemedebista que envolve o Estado brasileiro desde o governo Sarney. Enquanto a mão age em silêncio, a boca tenta distrair o público falando o oposto", completa.
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