14/07/2016

Comissão do Congresso aprova diretrizes do Orçamento de 2017

14/07/2016 12h51 - Atualizado em 14/07/2016 13h14

Após a votação dos destaques, em 2 de agosto, texto vai para o plenário.
Relatório do senador Wellington Fagundes exclui previsão de CPMF.

Lais LisDa TV Globo, em Brasília

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (14) o relatório do senador Wellington Fagundes (PR-MT) da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2017.
A comissão agendou para 2 de agosto a votação dos destaques (propostas de alteração do texto) apresentados pelos parlamentares. A votação em plenário em sessão conjunta da Câmara e do Senado só ocorrerá após a votação dos destaques.
 
Na segunda-feira, no entanto, o senador havia dito que a CPMF era uma alternativa eficaz de aumentar a arrecadação.
O senador disse que o parecer se empenha para que a LDO aponte caminhos para a retomada do crescimento e cita a exigência, prevista no documento, de que o investimento público em 2017 seja, no mínimo, o de 2016 mais correção pelo índice oficial de inflação, o IPCA.

“É preferivel concluir investimentos iniciados. Uma obra inacabada não serve para nada, só serve para que a sociedade gaste mais”, disse Fagundes.
Deficit
Caso o governo consiga economizar em 2017, e o deficit fique abaixo de R$ 139 bilhões, a proposta da LDO que vai para votação do plenário prevê que aquilo que for economizado vá para investimentos e não poderá ser usado para custeio.
Na semana passada o governo encaminhou ao Congresso a previsão de um deficit fiscal para 2017 de R$ 139 bilhões para o Governo Central, mais R$ 1 bilhão de déficit para estados e municípios e de R$ 3 bilhões para as estatais, o que soma um deficit de R$ 143 bilhões para o setor público consolidado.

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