
O LOBISTA JÚLIO CAMARGO, UM DOS DELATORES DA OPERAÇÃO LAVA
JATO, AFIRMOU, EM DEPOIMENTO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NESTA SEGUNDA (9),
QUE EM 2011, FOI PRESSIONADO PELO EX-PRESIDENTE DA CÂMARA, EDUARDO CUNHA
(PMDB/RJ), A PAGAR PROPINA DE US$ 5 MILHÕES; SEGUNDO JÚLIO, “PARA
JUSTIFICAR A COBRANÇA DOS VALORES, CUNHA DISSE QUE TINHA UMA BANCADA DE MAIS DE
DUZENTOS DEPUTADOS PARA SUSTENTAR”; MESMO CARA A CARA COM O DEPUTADO, QUE
ESTAVA PRESENTE À AUDIÊNCIA, O DELATOR NÃO SE INTIMIDOU E REITEROU OS
DETALHES DA EXTORSÃO QUE AFIRMA TER SOFRIDO; CUNHA, QUE DEVE SER CASSADO PELA
CÂMARA AINDA NESTE MÊS, É DENUNCIADO PELO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA,
RODRIGO JANOT, POR CORRUPÇÃO PASSIVA E LAVAGEM DE DINHEIRO
9 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 19:37 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM 
247- O lobista Júlio Camargo, um dos
delatores da Operação Lava Jato, afirmou que em 2011, foi pressionado e
extorquido pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) – ex-presidente da Câmara – a
pagar propina de US$ 5 milhões. A denúncia ocorreu na segunda(9) durante depoimento
na 6.ª Vara Criminal Federal da Justiça Federal em São Paulo.
Segundo Julio Carmargo, “para justificar a cobrança dos valores, ele
(Eduardo Cunha) disse que tinha uma bancada de mais de duzentos deputados para
sustentar”, afirmou o delator.
Eduardo Cunha é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, de receber ao menos US$ 5 milhões de propina referentes a
contratação de um estaleiro para a construção de dois navios-sonda pela
Diretoria Internacional da Petrobrás, em 2006 e 2007.
Júlio Camargo não se intimidou com a presença de Cunha que estava
presente à audiência. Cara a cara com o acusado, Júlio Camargo reiterou os
detalhes da extorsão que afirma ter sofrido.
Júlio Camargo manteve as informações que já havia revelado à força-tarefa
da Lava Jato sobre propinas para Eduardo Cunha no âmbito de um contrato para
operação de navio-sonda da Petrobrás.
Anteriormente, à Justiça Federal ele contou que na época em que estava
sofrendo pressão de Cunha chegou a procurar ajuda do então ministro das Minas e
Energia, Edison Lobão (PMDB/MA). Segundo ele, Lobão ligou para o deputado e
disse. “Eduardo, você está louco?” O telefonema, segundo o delator, ocorreu no
final da tarde de um domingo, em 2011, na Base Aérea do Aeroporto Santos
Dumont, no Rio.
A informação está
publicada no blog do jornalista Fausto Macedo através do link.
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