Mais de 250 mil manifestantes foram às ruas para protestar contra os acordos de livre comércio que a União Europeia negocia com os EUA e o Canadá.
Mais de 250 mil manifestantes foram às ruas neste sábado (17/9), em sete cidades da Alemanha, para protestar contra os acordos de livre comércio que a União Europeia (UE) negocia com os Estados Unidos e o Canadá.
Sob o lema “Contra o TTIP e o CETA: por um comércio mundial justo” – TTIP é a sigla em inglês do Tratado Transatlântico, negociado com os estadunidenses, e CETA e também a sigla inglesa para o Acordo Comercial de Compreensão Econômica, negociado pelos europeus com os canadenses –, os alemães convocaram atos organizados nas cidades economicamente mais importantes do país, entre elas Berlim, Frankfurt, Colônia, Stuttgart, Hamburgo, Leipzig e Munique. Somente na capital Berlim havia cerca de 80 mil pessoas, entre camponeses, ecologistas, sindicalistas, membros de grupos cristãos, de organizações não governamentais e até de bandos punks, que se reuniram para expressar seus temores pelas consequências destes acordos para o meio ambiente e os direitos do consumidor, além de defender mais justiça no comércio mundial. Os organizadores calcularam que cerca de 320 mil manifestantes participaram dos protestos, considerando todos os atos realizados no país – as cifras apresentadas pela polícia mostravam números bastante inferiores.
Os protestos se produziram em meio a sinais de crescente ceticismo com relação aos tratados de livre comércio, e acontecem um ano antes das eleições gerais que se realizarão na Alemanha. Cerca de 28% dos alemães duvidam das possíveis vantagens trazidas pelos acordos, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (16/9) pelo instituto Ipsos. A consulta também mostrou que 52% da população acredita os dois acordos contribuirão a diluir os critérios de qualidade vigentes na Europa, e que poderiam trazer consigo a importação de produtos defeituosos, entre outros problemas.
Tradução: Victor Farinelli
Sob o lema “Contra o TTIP e o CETA: por um comércio mundial justo” – TTIP é a sigla em inglês do Tratado Transatlântico, negociado com os estadunidenses, e CETA e também a sigla inglesa para o Acordo Comercial de Compreensão Econômica, negociado pelos europeus com os canadenses –, os alemães convocaram atos organizados nas cidades economicamente mais importantes do país, entre elas Berlim, Frankfurt, Colônia, Stuttgart, Hamburgo, Leipzig e Munique. Somente na capital Berlim havia cerca de 80 mil pessoas, entre camponeses, ecologistas, sindicalistas, membros de grupos cristãos, de organizações não governamentais e até de bandos punks, que se reuniram para expressar seus temores pelas consequências destes acordos para o meio ambiente e os direitos do consumidor, além de defender mais justiça no comércio mundial. Os organizadores calcularam que cerca de 320 mil manifestantes participaram dos protestos, considerando todos os atos realizados no país – as cifras apresentadas pela polícia mostravam números bastante inferiores.
Os protestos se produziram em meio a sinais de crescente ceticismo com relação aos tratados de livre comércio, e acontecem um ano antes das eleições gerais que se realizarão na Alemanha. Cerca de 28% dos alemães duvidam das possíveis vantagens trazidas pelos acordos, segundo pesquisa publicada na sexta-feira (16/9) pelo instituto Ipsos. A consulta também mostrou que 52% da população acredita os dois acordos contribuirão a diluir os critérios de qualidade vigentes na Europa, e que poderiam trazer consigo a importação de produtos defeituosos, entre outros problemas.
Tradução: Victor Farinelli
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