17/09/2016

Entre 2012 a 2015: São Roque perde 1178 posições no ranking de gestão fiscal da FIRJAN













O Índice FIRJAN de Gestão Fiscal (IFGF) apresentados dos municípios disponibilizados pelo Tesouro Nacional, entre 2006 a 2015. De acordo com a FIRJAN o índice de 2016 como dados de 2015 avaliou a a situação fiscal de 4.688 municípios, onde vivem 180.124.602 pessoas – 89,4% da população brasileira. Apesar da determinação da lei, os dados do exercício fiscal de 2015  de 880 prefeituras não estavam disponíveis ou não eram consistentes (informações que não foram passíveis de análise).
Este índice é composto por cinco indicadores – Receita Própria, Gastos com Pessoal, Investimentos, Liquidez e Custo da Dívida. A leitura deste índice é bem simples, pois a pontuação varia entre 0 e 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, melhor a gestão fiscal do município, como vemos abaixo:.
Conceito A (Gestão de Excelência) resultados superiores a 0,8 pontos.
• Conceito B (Boa Gestão) resultados compreendidos entre 0,6 e 0,8 pontos.
• Conceito C (Gestão em Dificuldade) resultados compreendidos entre 0,4 e 0,6 pontos.
• Conceito D (Gestão Crítica) resultados inferiores a 0,4 pontos.

A melhor posição de Sorocaba  neste índice foi em 2012, foi a segunda melhor posição quando se atingiu a 15º. Infelizmente, com a gestão atual da prefeitura a nossa cidade começou a descer no ranking e agora em 2015, chegou a posição 421º, ou seja, caiu mais de 406 posições como se vê abaixo:


Ranking Estadual IFGF 2006
Ranking IFGF 2006
IFGF 2006
2006
140º
726º
0,6574
2007
82º
279º
0,7302
2008
48º
128º
0,7936
2009
31º
94º
0,7614
2010
31º
88º
0,7916
2011
20º
65º
0,8082
2012
15º
0,8604
2013
52º
251º
0,6855
2014
76º
515º
0,6504
2015
59º
421º
0,6273

 O pior é que entre 2007 a 2012  o conceito da gestão era A, ou seja, considerada Gestão de Excelência. Em 2013  e 2014, passamos a ser conceito B (Boa Gestão) e em 2015, passamos para o conceito C, considerada Gestão em Dificuldade. (http://www.firjan.com.br/ifgf/consulta-ao-indice/)

Ao desdobrarmos o indice por seus indicadores percebemos melhoramos na arrecadação própria, segunda melhor participação da série desde 2006 e ocupamos a posição 312º no ranking do país. Já com ao custo da dívida tivemos a nossa melhor posição na serie e ocupamos a posição 415º.
Em compensação, a nossa cidade que sempre  foi a primeira em liquidez, ou seja,  entre 2006 a 2014, Este indicador representa aos recursos em caixa para cobrir dívidas, e agora em 2015, caímos para 2210º. E pasme, saímos do critério A para C, ou seja, passamos a  considerada Gestão em Dificuldade.Isto na prática significa um desequilíbrio no orçamento e que pode-se estar em vigor um mecanismo de postergação da despesa, visto que isto atingiu 1390 prefeituras ou quase 31% delas.Reproduzo o comentário da firjan:Re Recorde negativo: 1.450 prefeituras brasileiras (30,9%) encerraram 2015 com o caixa
restos a pagar
“Os dados revelam que cada vez mais as prefeituras têm utilizado o artifício de postergação de despesas via restos a pagar. Desde 2008, o nível de comprometimento do caixa das prefeituras com os restos a pagar doexercício anterior vem evoluindo significativamente. Em 2015, em média, as prefeituras viraram o ano com 57,6% do caixa comprometido com despesas do exercício anterior, praticamente o dobro do observado em 2007 (30,4%)”.


Outros dois indicadores, sempre destacados por este jornal em suas analises merecem ser destacados: gasto com pessoal e invetimentos.Com gasto com pessoal , tivemos em 2012, a melhor posição e no ano passado passamos a ser 848º no país.
São  Roque
Ranking Estadual IFGF Gastos com Pessoal
Ranking IFGF Gastos com Pessoal
IFGF Gastos com Pessoal
2006
16º
346º
0,9248
2007
26º
317º
0,9172
2008
60º
568º
0,8840
2009
42º
340º
0,8329
2010
56º
445º
0,7971
2011
52º
362º
0,8350
2012
39º
274º
0,8215
2013
198º
1.218º
0,6399
2014
165º
868º
0,6968
2015
152º
848º
0,6395

Já  para com investimentos passamos de uma gestão classificada como A, em 2012, de Excelência para o conceito D (Gestão Crítica), este indica com certeza todo o carinho que a atual gestão dispendeu para com a infraestrutura de nossa cidade.
Lembramos ainda que mo índice de desenvolvimento Desenvolvimento Municipal do ano de 2013, último divulgado, a nossa cidade já havia perdido 75 posições.Desta forma, uma gestão  mais fraca pode ter contribuído para esta situação que vivemos.
Rombo nos municípios chega a quase 46 bilhões
O jornal Estado de são Paulo publica materia (http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,crise-fiscal-nos-municipios-e-a-maior-desde-2006-mostra-estudo-da-firjan,10000065514) que aponta que  a crise fiscal dos municípios é a maior desde 2006, que tem muita relação com o indicador Liquidez. e vale reproduzir este trecho da matéria:

“Nos cálculos da Firjan, as prefeituras fecharam suas contas em 2015 com um déficit nominal (saldo negativo entre receitas e despesas, incluindo gastos com juros) de R$ 45,8 bilhões. A projeção da equipe de economistas da entidade empresarial é que esse rombo chegue a R$ 60 bilhões este ano”.

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