SP 247 - O grupo Jornalistas Livres informou que, enquanto transmitia pelo Facebook o protesto contra Michel Temer na Avenida Paulista (SP), o sargento Freitas, da Polícia Militar, tentou arrancar à força o celular da repórter Katia Passos durante a filmagem.
"Felizmente ele não conseguiu, mas houve luta corporal com a jornalista. Ela segurava o aparelho com firmeza o que dificultou a ação da PM", diz o grupo em seu Facebook.
O confronto entre manifestantes e policias começou por volta das 16h30, quando os militares foram deter uma vendedora ambulante. Como ela resistiu, Pms jogaram spray de pimenta, o que deixou manifestantes revoltados. Para o Jornalistas Livres, "a Polícia Militar de São Paulo é uma vergonha". "Covardes machistas, batem em mulher que vendia cerveja e agridem manifestantes que tentavam defendê-la", disse.
Ainda segundo o Jornalistas Livres, "os soldados da PM não têm nada a ver com o controle de vendedores ambulantes na cidade – isso é atribuição da Guarda Civil Metropolitana". "Mas, para provocar os manifestantes que estavam protestando pacificamente na avenida Paulista contra o Presidente Golpista neste domingo, um grupo de soldados agiu abusivamente contra uma vendedora ambulante, jogando-a no chão e confiscando sua mercadoria – algumas poucas latas de cerveja", disse.
O grupo afirmou que "a mulher não oferecia risco algum, não estava armada e nada ostentava de ameaçador. Quando Eduardo Suplicy (PT), acompanhado de Jamil Murad (PCdoB), exigiu o fim da agressão gratuita, os PMs lançaram-se, com cassetetes e spray de pimenta, contra os manifestantes em volta".
"O que será que um soldado desses conta para o filho sobre seu dia de trabalho, quando chega em casa?", questionou. "Hoje papai bateu numa mulher pobre que vendia cerveja na Avenida Paulista durante a manifestação contra o Temer. O Governador Geraldo Alckmin nos deve explicações. Qual o motivo de tamanha covardia e qual a intenção de provocar os manifestantes?".
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