10/10/2016

Aprovação da PEC 241 é crime hediondo contra o Brasil

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Aprovação da PEC 241 é crime hediondo contra o Brasil
Por 366 votos a 111 a Câmara dos Deputados aprovou a Emenda Constitucional (PEC) 241. O governo golpista e ilegítimo de Michel Temer segue à risca o script do golpe de Estado que retirou do governo a legítima Presidenta da República, Dilma Rousseff. Dilma foi derrubada porque se recusou a ser um obstáculo ao combate à corrupção e por representar a continuidade de um projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e justiça social.
A PEC 241 representa o oposto deste projeto. Representa o fim das políticas de inclusão social, como o bolsa-família, o fim das difíceis conquistas sociais que vem desde a Constituição de 1988 e que foram extraordinariamente ampliadas entre 2003 e 2014, nos governos Lula e Dilma. Representa também a ruptura com a busca da universalização da educação pública de qualidade e do aperfeiçoamento e ampliação do Sistema Único de Saúde, o SUS. Estima-se que a educação vá perder pelo menos R$ 454 milhões com o congelamento dos gastos públicos por 20 anos e que a saúde perderá pelo menos R$ 654 milhões no mesmo período.
Isto não preocupa os golpistas, que se reuniram em alegre banquete pago com dinheiro público na noite do domingo, 9/10, para acertar os detalhes de mais esta traição ao povo brasileiro. Sorridentes e felizes, dão mais passo para que o Brasil volte a figurar no mapa da pobreza da ONU, para que os banqueiros internacionais e nacionais recebam em dia os vultuosos recursos desviados da mesa dos pobres em nome honrar dividas injustas e impagáveis, que não beneficiaram a população.
Não nos calaremos. Não deixaremos de lutar. Se não foi possível barrar a PEC na Câmara dos Deputados, lutaremos no Senado Federal. Se não conseguirmos novamente, lutaremos contra seus efeitos. Dialogaremos com todos os professores e professoras, com os demais trabalhadores, com a população. Diremos que não há governo invencível e falaremos da necessidade de que as centrais sindicais, os sindicatos, os movimentos sociais, unam-se para realizar uma greve geral que paralise este país, em nome da defesa de nossos direitos, das conquistas sociais, do desenvolvimento com distribuição de renda e de um futuro melhor para todos e todas.
Não há noite que dure para sempre. A luta de todos nós vai iluminar o caminho até o próximo amanhecer.

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP.

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