Deputado petista fez a denúncia durante oitiva da CPI que investiga os desvios de recursos da merenda escolar em SP
Email lido pelo deputado Alencar Santana, durante a sessão da CPI da Máfia da Merenda desta quarta-feira (05), mostra que ex-chefe de Gabinete da Casa Civil do Governo Alckmin, Luis Roberto dos Santos, o Moita, agiu para beneficiar a Hyundai Rotem, empresa no `Trensalão`.
Ex-funcionário da Junta Comercial, Moita intercedeu junto ao órgão para que a empresa tivesse agilizado um processo. Ele também atuou para que a Coaf, principal envolvida no esquema de superfaturamento e pagamento de propina em contratos de fornecimento de merenda escolar em São Paulo, obtivesse o registro de uma ata. Admitindo que enviou e-mail, ele disse que não interferiu.
Classificando o depoente como um `negociador`, o deputado Alencar Santana apresentou uma série de documentos comprovando que ele agia com frequência junto à Junta Comercial facilitando o trabalho para empresas e políticos. Moita tentou minimizar a situação alegando que estava cumprindo sua função como agente público.
Durante sua oitiva, o depoente negou ter envolvimento na máfia da merenda que desviou recursos públicos no Estado de São Paulo.
Segundo reportagens veiculadas pela imprensa, Moita foi flagrado em grampos telefônicos operando para a máfia da merenda de dentro do Palácio dos Bandeirantes e teria admitido à Corregedoria-geral da Administração (CGA) que agiu para beneficiar a Coaf em contratos com o governo. Um dos textos diz que ele chegou a dizer que tratou do assunto com o ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Fernando Padula.
Quando questionado sobre a razão de ter sido demitido do cargo um dia antes de deflagrada a Operação Alba Branca, que desbaratou o esquema, Moita alegou coincidência. "Sou servidor de carreira da CPTM e já havia informações sobre meu retorno à função", disse.
O ex-chefe de gabinete ainda admitiu que atendeu o lobista Marcel Julio várias vezes para tratar do contrato entre a Coaf e o governo de São Paulo. Segundo ele, na primeira vez, o lobista estava junto com o deputado Nelson Marquezelli (PTB) e se apresentou como seu assessor parlamentar e representante da cooperativa. Na ocasião, Marcel teria dito que estava com dificuldade para honrar o contrato com a Secretaria Estadual de Educação e queria um aditivo. "Eu sou advogado e orientei que não era caso de aditivo, mas de reequilíbrio econômico", afirmou Moita.
Ao ler trecho de um relatório do TCE que aponta superfaturamento em compra de alimentos para a merenda escolar, a deputada Márcia Lia questionou como o chefe de Gabinete da Casa Civil orientou um reequilíbrio financeiro de um contrato que já era superfaturado.
Moita ainda foi pego mentindo. Ao responder questionamentos do deputado Alencar Santana, num primeiro momento negou contato com Marcel sobre um freezer para um bar de Mongaguá e quando o deputado mostrou documentos ele voltou atrás e relatou que o lobista teria feito uma promessa que não cumpriu. Segundo ele, Marcel ofereceu em "comodato" um freezer para o bar de um amigo, pois a Coaf queria ampliar os negócios. "Este freezer nunca foi entregue, não apareceu lá. A Corregedoria esteve lá e viu. Era para ser uma simples relação comercial", contou.
De acordo com Moita, ele nunca tratou do assunto com o Chefe da Casa Civil do Governo Alckmin do período, Edson Aparecido.
Na sessão desta quarta-feira, ainda foram ouvidos o ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Fernando Padula, e a funcionária de carreira da Secretaria Estadual de Educação e responsável para elaboração de editais para a compra da merenda, Dione Di Pietro.
Ex-funcionário da Junta Comercial, Moita intercedeu junto ao órgão para que a empresa tivesse agilizado um processo. Ele também atuou para que a Coaf, principal envolvida no esquema de superfaturamento e pagamento de propina em contratos de fornecimento de merenda escolar em São Paulo, obtivesse o registro de uma ata. Admitindo que enviou e-mail, ele disse que não interferiu.
Classificando o depoente como um `negociador`, o deputado Alencar Santana apresentou uma série de documentos comprovando que ele agia com frequência junto à Junta Comercial facilitando o trabalho para empresas e políticos. Moita tentou minimizar a situação alegando que estava cumprindo sua função como agente público.
Durante sua oitiva, o depoente negou ter envolvimento na máfia da merenda que desviou recursos públicos no Estado de São Paulo.
Segundo reportagens veiculadas pela imprensa, Moita foi flagrado em grampos telefônicos operando para a máfia da merenda de dentro do Palácio dos Bandeirantes e teria admitido à Corregedoria-geral da Administração (CGA) que agiu para beneficiar a Coaf em contratos com o governo. Um dos textos diz que ele chegou a dizer que tratou do assunto com o ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Fernando Padula.
Quando questionado sobre a razão de ter sido demitido do cargo um dia antes de deflagrada a Operação Alba Branca, que desbaratou o esquema, Moita alegou coincidência. "Sou servidor de carreira da CPTM e já havia informações sobre meu retorno à função", disse.
O ex-chefe de gabinete ainda admitiu que atendeu o lobista Marcel Julio várias vezes para tratar do contrato entre a Coaf e o governo de São Paulo. Segundo ele, na primeira vez, o lobista estava junto com o deputado Nelson Marquezelli (PTB) e se apresentou como seu assessor parlamentar e representante da cooperativa. Na ocasião, Marcel teria dito que estava com dificuldade para honrar o contrato com a Secretaria Estadual de Educação e queria um aditivo. "Eu sou advogado e orientei que não era caso de aditivo, mas de reequilíbrio econômico", afirmou Moita.
Ao ler trecho de um relatório do TCE que aponta superfaturamento em compra de alimentos para a merenda escolar, a deputada Márcia Lia questionou como o chefe de Gabinete da Casa Civil orientou um reequilíbrio financeiro de um contrato que já era superfaturado.
Moita ainda foi pego mentindo. Ao responder questionamentos do deputado Alencar Santana, num primeiro momento negou contato com Marcel sobre um freezer para um bar de Mongaguá e quando o deputado mostrou documentos ele voltou atrás e relatou que o lobista teria feito uma promessa que não cumpriu. Segundo ele, Marcel ofereceu em "comodato" um freezer para o bar de um amigo, pois a Coaf queria ampliar os negócios. "Este freezer nunca foi entregue, não apareceu lá. A Corregedoria esteve lá e viu. Era para ser uma simples relação comercial", contou.
De acordo com Moita, ele nunca tratou do assunto com o Chefe da Casa Civil do Governo Alckmin do período, Edson Aparecido.
Na sessão desta quarta-feira, ainda foram ouvidos o ex-chefe de gabinete da Secretaria Estadual de Educação, Fernando Padula, e a funcionária de carreira da Secretaria Estadual de Educação e responsável para elaboração de editais para a compra da merenda, Dione Di Pietro.
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